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“Phantasma” explora romance sobrenatural dentro de uma competição sombria

Livro de Kylie Smith segue a história da necromante Ophelia Grimm

Mistério, romance e sobrenatural são três palavras que perfeitamente definem “Phantasma”, novo lançamento da editora Intrínseca, da autora Kylie Smith. A história segue a história de Ophelia Grimm, uma jovem de Nova Orleans que vem de uma família de necromantes, pessoas que têm o dom de ver e falar com pessoas que já morreram. Após uma tragédia, Ophelia e a irmã mais nova, Genevieve, estão prestes a perder a casa em que vivem e num ato de desespero, a última entra em Phantasma, uma competição dentro de uma casa misteriosa que lhe concede um desejo se sobreviver a todos os desafios. Para salvar a irmã e ganhar o prêmio, Ophelia também decidi participar.

A narrativa tem elementos que lembram outros livros do gênero, aochamado “romantasia'”, como o bestseller “Caraval”, de Stephanie Garner; e Quarta Asa, de Rebecca Yarros; que também envolvem competições e desafios. “Phantasma” tem uma atmosfera misteriosa, que nada é o que parece ser, e personagens dúbios e cativantes ao mesmo tempo. A história aborda muito do universo paranormal, com criaturas como demônios, fantasmas e assombrações, além do “dom” que Ophelia tem de falar com pessoas mortas e os desafios da competição de Phantasma, que remetem aos nove círculos do inferno. 

O universo descrito pela autora tem isso de diferencial, um mundo fantástico que trabalha esses elementos mais sombrios junto com romance. O que peca na narrativa em alguns momentos é a descrição dos desafios de Phantasma, que podem ser confusos para o leitor, mas que em alguns momentos isso faz sentido com o contexto que a personagem está inserida. A Mansão Phantasma tem vida própria e se molda de acordo com a competição, se transformando exatamente para confundir os competidores e fazê-los desistir.

Outro ponto focal na história é o romance da protagonista com Blackwell, um fantasma que se encanta pela jovem e passa a auxiliar ela na sua procura pela irmã e para ganhar a competição. Os dois temas da história, a fantasia e o romance, são bem presentes e se relacionam o tempo inteiro. Além da questão familiar de Ophelia e seus poderes de necromancia que são outros tópicos importantes para a construção da história. O mistério sobre Blackwell também é instigante e deixa o leitor curioso para entender o passado do personagem.

Mesmo sendo uma trilogia, “Phantasma apresenta um ciclo que se fecha ao fim da história, embora deixe algumas pontas soltas que devem ser resolvidas no segundo volume, intitulado “Enchantra”. O desenvolvimento é lento, o que acaba fazendo com que o final fique muito apressado e até confuso, na tentativa de resolver tudo o que a história apresentou desde o início. Mesmo com esses problemas, a história tem um bom enredo e um universo com muito potencial a ser explorado nos próximos volumes.

Foto de capa: Divulgação

Resenha por Karla Maia, edição por João Agner

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