A Rio2C convidou na manhã da última quarta-feira (5), na palestra “RioFilme Cidades Cinematográficas: A Potência da Indústria Audiovisual como Motor de Desenvolvimento Econômico”, o Secretário de Cultura da cidade do Rio, Marcelo Calero, a diretora executiva do Núcleo Kids & Family e de Longas na Conspiração, Juliana Capelini e a diretora de vendas da Mediawan, Fiona Railane, para falar sobre a potência do audiovisual na economia da cidade.
Com mediação do jornalista Rafael Lisboa, o bate papo trouxe reflexões sobre a valorização do audiovisual produzido pela população do Rio. Em 2023, um levantamento realizado pela Rio Film Commission, mostrou o Rio de Janeiro em primeiro lugar no ranking de cidades mais procuradas por cineastas que utilizaram as paisagens cariocas em suas produções audiovisuais.

(Foto: Juliana Abrantes/Nfoto)
Para Marcelo Calero, Secretário de Cultura do Rio de Janeiro, é preciso pensar na internacionalização do audiovisual carioca. A participação da capital fluminense em festivais internacionais ajuda na construção da reputação da cidade, atraindo investimentos e parcerias para os produtores cariocas.
“Nós pensamos em uma gama de ações. Nosso alvo foi criar uma consistência pensando em toda essa cadeia audiovisual que nós pudéssemos abranger para atrair investimento e parcerias, como por exemplo mostrar nosso trabalho em festivais internacionais. Além do fortalecimento da Rio Film Commission”, conta o secretário.
No entanto, é preciso mostrar que o cinema carioca vai além de produções realizadas pela Zona Sul do Rio. Juliana Capelini, diretora executiva da Conspiração, uma das maiores produtoras independentes do Brasil, comentou sobre diversas possibilidades de locações na cidade. À exemplo disso, o longa de comédia “Vidente por Acidente” produzido pela Conspiração, que teria sido definido para ser gravado em São Paulo, mas encontrou a locação perfeita para o filme no centro do Rio.
“Existem outros cenários para além do Cristo Redentor e o Pão de Açucar. A princípio “Vidente por Acidente” era um filme para ser feito em São Paulo e a gente trouxe o longa para o centro do Rio, na Região Portuária. Mas podemos ousar também com ficção científica, como filmar um planeta mágico na Floresta da Tijuca ou na Restinga de Marambaia”, disse a diretora.
Pensando em como atrair um olhar voltado para a cultura e o audiovisual no Rio, o secretário conta que investe em políticas públicas. Para ele, não adianta só pensar em induzir a produção sem que tenha a preocupação na formação do profissional. Parcerias e investimentos diretos da Prefeitura que tenha uma ação mais direta.
“Nós temos políticas públicas voltadas para o audiovisual nos territórios. São pequenas iniciativas compradas com grandes produções e que geram impacto social, como cineclubes. Tudo isso precisa ser olhado pelo poder público,” comenta Marcelo.
Por mais que haja inúmeros desafios na produção de um audiovisual, a diretora de vendas da Mediawan, Fiona Railane, acredita que essa indústria gera diversos empregos para a população da área e ajuda na economia local. Usando como gancho, Juliana debateu a importância da sociedade brasileira ter conhecimento sobre o que é a indústria do audiovisual e o quanto as produtoras aumentam o PIB do país, valorizando o produto elaborado pela sua região e criando forças para lutar pelo audiovisual brasileiro.
“É preciso um trabalho de comunicação com toda a sociedade para que se reconheçam, e, só assim, é possível criar força para ter regulamentações que diversos países já possuem”, finaliza Juliana.
Foto de capa: Juliana Abrantes/Nfoto
Reportagem de Mariana Motta, com edição de texto de Gustavo Pinheiro
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