Cultura

Urban Sketchers do Brasil: boêmia e arte se misturam no fim de semana carioca

Confira relato de participante do encontro nacional de desenhistas que tomou conta do Rio entre 9 e 19 de junho

Se com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo, como já diz a composição de Toquinho, com desenhistas de todo o Brasil reunidos em uma única cidade dá para criar muita coisa. Durante os dias 9 e 19 de junho, o Rio de Janeiro foi palco do quinto encontro nacional do projeto Urban Sketchers, organização internacional de desenhistas que promove a captura de diversas cidades do mundo no papel, pelas mãos de artistas residentes ou visitantes.

O evento contou com exposição de desenhos, instalada no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), no bairro do Flamengo, exibindo trabalhos frutos de outras edições. Ela ocorreu simultaneamente a encontros ao ar livre em pontos turísticos do Rio, como a Praça Mauá e a Igreja da Candelária, onde artistas mesclavam-se ao fluxo da cidade e rascunhavam o ambiente ao redor.

Entre os locais de encontro, estiveram a Mureta da Urca e o Largo de São Francisco da Prainha — ou, como tem se tornado popularmente conhecido, o Bafo da Prainha. Em reuniões chamadas de Sketchdrinks, também ao ar livre, os artistas se “infiltraram” nos tradicionais redutos de boêmia carioca para petiscar, beber, conversar e, claro, desenhar.

Participantes engajados do projeto podiam ser reconhecidos na multidão pelas blusas temáticas
(Foto: Gabriel Folena/Agência UVA)

José Carlos (54), carioca, foi um dos 254 inscritos no encontro do Rio. Para o desenhista, esse foi o quarto encontro, já tendo participado das edições nacionais em Ouro Preto, Salvador e São Paulo. No Bafo da Prainha, o desenhista se sentia contente durante o Sketchdrink, também conhecido como “drink and draw” (“bebe e desenha”, traduzido do inglês). “Enquanto o pessoal têm disposição de ficar, vai acontecendo”, brincou José Carlos sobre o horário de término da sessão, cujo início estava marcado para as 19h. Sessões semelhantes nas regiões boêmias de toda cidade que recebe o encontro são comuns.

A sensação de comunidade é grande para o desenhista. Segundo José Carlos, é comum fazer amizades em um dos eventos e reencontrá-las no próximo. A diversidade, para ele, é um trunfo a favor do projeto, não apenas do ponto de vista amistoso, mas também do artístico: “Imagina 300 pessoas desenhando a mesma coisa, por olhares diferentes?”, observa o artista. A abrangência global do Urban Sketchers, que possui grupos orgânicos ao redor do mundo, também o chama a atenção.

“Se você estiver em Paris, por exemplo, e sentar em algum lugar para desenhar enquanto usa uma blusa ou um boné do projeto, com certeza vai encontrar outra pessoa”, completa José Carlos.

Você pode conferir abaixo por onde passou o encontro pela cidade do Rio, e seguir o perfil oficial do grupo brasileiro para acessar alguns dos desenhos e acompanhar novidades sobre próximos encontros.

Foto de capa: Gabriel Folena/Agência UVA

Gabriel Folena (5º período)

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1 comentário em “Urban Sketchers do Brasil: boêmia e arte se misturam no fim de semana carioca

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