Política

Manifestações em todo o Brasil são destaque no dia da Independência

Em mais um 7 de Setembro, o Brasil parou por causa de protestos pró e contra o atual governo

Na última terça-feira (7), em que é comemorada o dia da Independência do Brasil, o país foi dividido. De um lado pessoas marchando pedindo vacinas e reivindicando as medidas do governo sobre a pandemia, e do outro, a protestação da soberania do Supremo Tribunal Federal (STF) e a censura de expressão da direta do Brasil.

Nas redes sociais a repercussão foi imediata, vindo tanto da população em geral quanto de vários artistas que se posicionarem contra e a favor das manifestações que tomaram o país. As atrizes Samantha Schmütz e Ingrid Guimarães expressaram seu descontentamento no Twitter sobre os protestos pró governo.

Já no caso dos cantores Latino e Sérgio Reis, o posicionamento foi em apoio às manifestações pró governo. Latino postou um vídeo cantando em seu Instagram, que foi deletado, mas posteriormente resgatado e publicado pelo jornal Metrópoles. O cantor Sérgio Reis, que atualmente é investigado pela Polícia Civil por ameaças à democracia, optou por fazer um post em seu Instagram.

O cantor atualmente está sendo investigado por ameaçar a democracia.

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O educador físico Leonardo Tebaldi Selem, de 36 anos, marcou presença nas manifestações lideradas pelo Presidente da República. O morador do bairro de Copacabana, localizado na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, afirmou ser patriota e de direita liberal e foi para o protesto com o intuito de defender as ideias do governo.

Uma das pautas mais frequentes nos protestos foi o posicionamento contrário ao Supremo Tribunal Federal (STF), reclamações contra a censura das pessoas que se declaram de direita – como são silenciadas – o direito à liberdade de expressão para este grupo, a defesa da meritocracia e do voto impresso.

“Na última eleição vi muitas pessoas reclamando que apertavam branco ou nulo não ia no candidato escolhido, o Bolsonaro não aparecia e ia direto para o candidato do PT, então acredito em fraude sim”, conta Leonardo Tebaldi.

Uma das pautas defendidas pelos manifestantes tratava sobre o Deputado Federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que foi preso no dia 16 de fevereiro de 2021 por crime inafiançável, após ter divulgado um vídeo de discurso de ódio em que defendia o Ato Institucional nº 5 (AI-5), e atacava o Ministro do STF Alexandre de Moraes.

Para os apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro, Daniel Silveira não deveria estar preso visto que foi eleito de maneira legal, e que apenas cometeu um “crime de opinião”. “Ainda está preso até agora, enquanto outros bandidos são soltos por aí”, afirma o educador físico, que também acredita no sucesso da manifestação em Copacabana.

“Bateu mais de 1 milhão facilmente e infelizmente a mídia atual é política e militante, tenta enganar o povo relacionado a quantidade, de pessoas que estavam presente. Era um ambiente saudável com crianças, idosos, e sem sujeira no chão. A maioria eram democratas e patriotas, pedindo o que eu estava defendendo e apoiando o Presidente, mas existia sim cartazes um pouco radicais, pedindo ditadura, intervenção militar, que pedem mesmo! Mas é a minoria insignificante. Eles igualmente têm o direito de se manifestar, isso não é um ato antidemocrático. A constituição permite a liberdade de expressão e a de manifestação. Foi impagável”, finaliza o apoiador.

Já a estudante de jornalismo e fotógrafa freelancer Ana Carolina Amaral, de 20 anos, compareceu ao protesto contra o atual governo realizada no Centro da Cidade do Rio de Janeiro. A carioca confirma que sofreu represália e dificuldades de manifestantes que apoiam o governo.

“O percurso até o protesto foi marcado por alguns conflitos entre indivíduos pró e contra Bolsonaro. Eu inclusive fui ameaçada de agressão e xingada por apoiadores do presidente da República”, declara Ana Carolina.

As reinvindicações das inúmeras manifestações contra o governo foram diversas. Os participantes solicitavam medidas efetivas de Bolsonaro na pandemia, exigiam a vacinação em massa contra a Covid-19, além da exigência de visibilidade às pautas dos movimentos feminista, negro, LGBTQIA+ e indígena.

Manifestação contra o governo, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, no dia 7 de Setembro. Foto: Ana Carolina Amaral

Os integrantes também gritavam palavras de ordem com críticas ao preço da gasolina e dos alimentos, contra as privatizações dos Correios e da Petrobras. A carioca afirmou que o ato no qual participou ocorreu pacificamente, sem conflitos, com presença de idosos, crianças, gestantes e até de animais.

Ana Carolina conta que decidiu ir ao protesto para realizar uma cobertura fotográfica do movimento e por estar alinhada política e ideologicamente com a manifestação, que se opõe ao atual governo e sua gestão. A universitária informou que o professor de história e Vereador do Rio de Janeiro Tarcísio Motta (PSOL), e a comunicadora e Deputada Estadual Renata Souza (PSOL), foram avistados na manifestação.

Nas redes socias, hashtags também foram levantadas pró e contra o governo do Presidente Jair Bolsonaro, movimentando as discussões e a rivalidade entre os grupos e sobre as demais questões levantadas pelos grupos.

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Leticia Pizanelli – 4° período

Com revisão de Bárbara Souza – 7° período

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