Da sala de aula

Entenda por que o número de veículos independentes dobrou nos últimos dez anos

Apesar das dificuldades de financiamento, mídia independente surge como uma alternativa e agrega credibilidade ao jornalismo

Por Cíntia Almeida, Leonardo Minardi, Marcella Nascimento e Marina Figorelli

A mídia independente recebe essa denominação por romper com os grandes conglomerados midiáticos tradicionais e por não estar vinculada estritamente a anunciantes e grupos políticos. Resultado de um produto sociopolítico que ocorreu no mundo, principalmente a partir do início do século XXI. Fatores como a explosão das redes sociais, e a politização da grande mídia, contribuíram para que o jornalismo tradicional perdesse credibilidade aos olhos do público, e abriu um leque de oportunidades para o jornalismo independente.

O primeiro fator relevante é a modernização da internet, que trouxe uma democratização do poder de notícia, antes dominado apenas por grandes conglomerados. Com o advento tecnológico, profissionais de comunicação puderam começar a construir seu próprio trabalho de forma mais simples, usando recursos comuns do dia a dia.

A democratização tecnológica é ponto chave no avanço do jornalismo independente. Enquanto antes a grande mídia enviava equipes com diversas pessoas dentre repórteres e cinegrafistas, além de equipamentos caros e volumosos, agora somente um jornalista com seu smarthphone é capaz de realizar todo o trabalho.

Somado a isso, a internet tem um papel fundamental para esse novo modelo de jornalismo. Atualmente, qualquer profissional consegue utiliza-la para divulgar seu trabalho, seja em formato textual, no caso de blogs, auditivo, no caso de podcasts, ou visual, em canais no youtube. Desta forma se criou o jornalismo independente como conhecemos, em sua maioria fomentado por pequenas equipes ou até mesmo por apenas uma pessoa.

O crescimento da mídia independente

É indiscutível que os jornais independentes tem aumentado no país. E isso muito se deve à falta de oportunidade nos veículos tradicionais, há alguns anos a economia passa por crises, ocasionando redução nas redações e consequentemente muitas demissões. Desde 2012, mais de 2 mil jornalistas foram demitidos e entre 2012 e 2018 ocorreu o maior número de cortes em redações de jornais impressos, cerca de 40%. O Repórter e Comentarista da Antena Esportiva, uma rádio independente, Lucas Rosendo, corrobora o pensamento. “Na minha visão o crescimento e popularização do jornalismo independente se dá pela falta de oportunidade e em alguns casos pela independência financeira e possibilidade de falar sobre qualquer assunto sem que tenha alguém em cima, cobrando”, afirma Lucas Rosendo.

Com isso o jornalismo independente ganhou mais força nos últimos anos e tem ganhado cada vez mais visibilidade no cenário jornalístico, principalmente por publicarem conteúdos que a mídia tradicional não cobre. Outra razão é o impacto da internet no jornalismo, já que hoje qualquer postagem pode ser disseminada em grande escala e mais rapidamente. Assim, propicia maior pluralidade, democratizando a informação, pois quanto mais diversa for a mídia, mais discussão proporciona e, por consequência, maior conhecimento sobre a notícia.

“Nos últimos anos, o meio digital traz uma oportunidade de utilização de plataformas que oferecem serviços em troca de dados. Isso trouxe um desenvolvimento para projetos digitais e uma oportunidade de criação de estudantes e profissionais já formados, na criação e expansão de novos projetos e negócios na área. Acompanho e realizo mentoria com alunos que desenvolvem podcasts, sites de notícias, canais no Youtube e newsletters por exemplo, que crescem a cada dia. E isso é realizado com conhecimento, um celular e acesso à Internet. O aumento de interesse, na realidade, se dá por três fatores: desenvolvimento da criatividade, necessidade e também pela vontade de fazer algo próprio”, afirma a Pesquisadora e Professora Universitária de Jornalismo Carina Seles.

Como mostra o gráfico, o jornalismo independente cresceu consideravelmente a partir de 2010, fazendo um paralelo com a onda de demissões das grandes redações em 2012. E também, de acordo com o Catarse (Plataforma de financiamento coletivo), o número de assinantes cresceu entre 2017 e 2018, refletindo como a mídia independente tem ganhado a confiança dos leitores.

O Redator Everton Lima, de 27 anos, consome mídia tradicional e independente e aponta suas críticas ao jornalismo tradicional. “Acho um modelo ainda engessado, que nem sempre sabe se comunicar com as diferentes faixas da população. Acredito que os veículos impressos e sites dão muito valor às colunas de opinião, quando deveriam valorizar as reportagens”, completa Everton.

O jornalismo independente muitas das vezes é responsável por produzir um trabalho investigativo e, assim, tem mais facilidade em publicar vazamentos. O maior caso recente é o The Intercept Brasil, um jornal independente americano que teve sua versão no Brasil em 2016, e ganhou notoriedade com o vazamento de mensagens comprometedoras do então juiz Sérgio Moro com procuradores, influenciando o julgamento do Ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

A crise de credibilidade da grande mídia e seu viés político

Se tratando do Brasil, os fatores políticos, como o papel da grande mídia em momentos cruciais da história foram fundamentais, a exemplo da ditadura militar: anos após a redemocratização, a Globo, maior conglomerado de mídia do país, se desculpou ao vivo pelo apoio ao regime que marca um momento obscuro na história nacional.

O caso não se resume a um jornal apenas, SBT e Record também se mostraram omissos durante os escândalos de corrupção do Governo Lula. E posteriormente, nas manifestações de junho de 2013, houve uma revolta ainda maior contra a mídia tradicional no Brasil. Ponto este fundamental para entender também a perpetuação do jornalismo independente.

Enquanto a grande mídia era crucificada, o jornalismo como um todo perdia credibilidade aos olhos do público, possibilitando a expansão do jornalismo independente. De acordo com dados apurados, a partir de 2010, o número de jornais independentes aumentou mais de 100%.  Além disso, vale ressaltar também a correlação entre o jornalismo independente e as fakes news.

Nos últimos anos, o crescente número de fake news, contribuiu para a perda de credibilidade do jornalismo, a exemplo das eleições de 2018. E muito disso se dá por conta dos métodos dos brasileiros de consumirem informação, considerando que é a população que mais usa o WhatsApp para se informar no mundo.

Desde o boom das redes sociais, surgiu a transmissão exacerbada de informações e, dentre elas, muitas falsas. Foi então que o termo fake news se popularizou, trazendo à tona a necessidade da notícia dada não por qualquer um, mas por quem tem o conhecimento técnico e a dedicação de apuração e checagem.

Neste sentido, a perda de credibilidade da grande mídia somada a necessidade da busca pela notícia bem apurada, trouxe ao jornalismo independente um grau de importância significativo. Isto é comprovado quando observamos os números do jornalismo independente no Brasil. E também pode-se observar que a maioria dos portais independentes com um jornalismo de cunho informativo, seja local ou nacional.

O gráfico acima representa bem esta função principal do jornalismo independente no Brasil. Cerca de 60% dos jornais apurados tratam acerca do jornalismo informativo, com caráter noticioso e factual, bem equiparado à cobertura da grande mídia, porém cativando maior confiabilidade no público, considerando a liberdade que o jornalista independente tem.

Essa credibilidade é observada através da estudante Isabela Carvalho, de 21 anos. A jovem prefere o consumo de jornais independentes e explica o motivo: “A minha crítica ao jornalismo tradicional é a lógica comercial. Ele se pauta pelos empresários, e ao meu ver acaba realizando omissões”, afirma Isabela.

Outra característica fundamental da mídia independente é a quebra dos padrões tradicionais exercidos pela imprensa hegemônica. Temas como jornalismo feminista, racial e ambiental mostram a busca pela diversidade e pelos movimentos sociais crescentes. A estudante Isabela cita ainda que essa ausência do papel social no jornalismo tradicional também resulta na perda de credibilidade. Segundo ela, “Não dão visibilidade a movimentos sociais e não tem diversidade, e isso pra mim é muito importante.”

Além do caráter informativo, o jornalismo independente no Brasil também cobre amplamente o universo cultural. Cerca de 13% dos jornais apurados tratam do jornalismo cultural. Enquanto o jornalismo político compreende 7% do gráfico, se tornando o terceiro tema de maior relevância no ranking das editorias dor jornais independentes apurados.

Conforme a Pesquisadora em Comunicação e Jornalista, Cecília Seabra, algumas das mídias independentes brasileiras possuem um recorte na cobertura, por exemplo, o Colabora que possui um recorte de meio ambiente, o Cajueiro com um recorte regional, a Ponte cobrindo direitos humanos. Assim, cada veículo se aprofunda em um segmento setorizado e isso permite que temas que não seriam contemplados pela grande mídia sejam abordados.

“Então isso é muito legal porque ao mesmo tempo que dá luz e dá publicidade – no sentido de tornar público – a temas que a gente não vai ver na pauta da mídia tradicional, acaba também tendo pessoas ali muito especializadas no que fazem e isso é importante porque a sociedade é tão diversa que a mídia tradicional nunca vai ser suficientemente capilarizada pra poder dar conta dessa diversidade de cobertura de interesses dos públicos”, conjectura Seabra.

Isso ocorre muitas das vezes pelo jornalismo tradicional ter que fazer uma cobertura ampla sobre os acontecimentos do país e mundo, além de engessamento devido aos vieses do grupo midiático e patrocinadores. Visto que hoje, os maiores veículos jornalísticos do Brasil, respondem diretamente a grandes conglomerados. Novamente a Pesquisadora Cecília Seabra, explana as características do jornalismo tradicional:

“O jornalismo tradicional é muito enviesado, é produto de uma empresa jornalística com uma lógica comercial privada que rege os interesses dessa empresa jornalística. Teoricamente, o jornalismo deveria ser desvinculado ao ambiente comercial, mas ambos estão atrelados e por isso um poda o outro”, completa Cecília.

A Pesquisadora em Comunicação e Jornalista, Cecília Seabra, comenta sobre a mídia tradicional e seus vieses. Foto: Arquivo Pessoal

Dessa forma o universo empresarial e corporativo atua ativamente no processo operacional do jornalismo. Já que para um grande veículo funcionar e atuar, precisa de alto investimento para empregar a mão de obra necessária afim de cobrir os acontecimentos, fiscalizar governos e instituições públicas e transmitir para a sociedade. “A imprensa tradicional tem uma aura de muita hipocrisia que cerca os assuntos de crítica de mídia do Brasil”, finaliza Cecília Seabra.

Considerando as editorias das mídias independentes, mesmo que a maioria trate de um jornalismo informativo geral, seja local ou nacional, 40% dos portais independentes, isto é, quase a metade, são de temas específicos, divididos em diversas categorias. Uma das principais características que diferencia os veículos independentes dos grandes veículos jornalísticos tradicionais.

A regionalização do Jornalismo Independente no Brasil

Assim como a mídia tradicional, a mídia independente também se concentra na região Sudeste, com enfoque em São Paulo e Rio de Janeiro, o que gera o chamado deserto de notícia, que consiste em regiões que possuem 2 ou menos veículos, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. O gráfico a seguir representa a distribuição dos veículos jornalísticos de acordo com o Atlas da Notícia:

Enquanto a Região Sudeste corresponde a aproximadamente 40% de todo o conteúdo jornalístico nacional, regiões como Norte e Centro-oeste-Oeste combinados, equivalem a cerca de 20% apenas. Estes dados revelam que o produto jornalístico tradicional está mal distribuído, se mantendo apenas em regiões tradicionalmente mais populosas e desenvolvidas. No que tange ao jornalismo independente, ao considerar os dados obtidos, observamos uma proporcionalidade melhor, conforme o mapa a seguir:

O gráfico ilustra bem essa maior distribuição, apesar do Sudeste compreender a maior parte, com 27% dos portais, as demais regiões se aproximam. A região norte, uma das que possuem mais desertos de notícias no país, compreende 18% dos portais independentes, com 33% destes apenas no estado do Amazonas, focados em suma em denúncias ambientais e jornalismo local.

Já a região Centro-Oeste corresponde a apenas 15% do total, sendo a região que menos possui portais independentes. E ainda 80% dos jornais localizados no Centro-Oeste são de Brasília, capital política do Brasil, o que reafirma a relevância do jornalismo político para a mídia independente.

O jornalismo independente na pandemia

É importante observar como o papel do jornalismo independente é diferente daquele prestado pela mídia tradicional. Enquanto esta última foca nas questões sanitárias envolvendo o vírus, fazendo o acompanhamento do número de casos, de mortes e da vacinação, a mídia alternativa funciona como uma rede de denúncias.

Jornalismo investigativo acerca das mais diversas denúncias é comum no jornalismo independente, e no momento pandêmico são fundamentais. A exemplo temos o jornalismo feminista, com diversos portais que focam em acompanhar o trabalho de autoridades e especialistas na violência contra a mulher. Enquanto a mídia tradicional criou um consórcio para apurar e discutir os dados da COVID-19, a mídia independente criou uma parceria, entre os jornais Amazônia Real, #Colabora, Eco Nordeste, Marco Zero Conteúdo, Portal Catarinas, AzMina e Ponte Jornalismo com foco na violência doméstica.

Outro ponto crucial da diferença de abordagem das mídias durante a pandemia é quando tratamos de jornalismo político. Neste sentido a grande mídia prioriza as informações vindas do Governo, em principal o Governo Federal. A mídia independente, por sua vez, trabalha mais relacionada com governos estaduais e municipais, por ter um foco especializado.

Além disto, as denúncias do jornalismo independente podem ser observadas massivamente nas questões políticas, como ocorreu recentemente nas manifestações geradas em face do governo. Durante maio de 2021, houveram diversas manifestações em relação ao trabalho feito pelo Governo. Muitos se mostraram contrários às decisões governamentais nesse período pandêmico, pedindo o impeachment do presidente, com o slogan “Vida, pão, vacina e educação”, como fundo. As críticas foram sobre a demora do governo pela compra de vacinas, a quantidade de mortes no país e o aumento do preço dos alimentos, culminando no retorno do Brasil ao mapa da fome.

Só em São Paulo, 80 mil pessoas se reuniram aos gritos de “Fora Bolsonaro”, que foram diminuídos na cobertura do jornalismo tradicional. Dentre os maiores jornais impressos do país, apenas a Folha de São Paulo deu matéria de capa para as manifestações, enquanto os demais focaram em outros assuntos. É importante ressaltar que os editoriais da mídia tradicional têm como instrução evitar noticiar qualquer aglomeração de pessoas, devido ao contágio do coronavírus. Portanto, este, poderia ser um dos motivos da baixa repercussão das manifestações, mas, apesar deste fator, o jornalismo não pode se abster da informação.

Já portais de mídia independente fizeram coberturas e divulgações constantes das manifestações, sobrepondo os motivos dos atos às questões sanitárias referentes à aglomeração gerada. É importante observar o cunho político dos jornais, uma vez que a maioria da mídia independente no país possui vieses políticos opositores aos ideais do governo.

A exemplo, tem-se as manifestações pró-governo, ocorridas em diversas cidades do país, que vieram à luz do jornalismo independente apenas sob críticas. Esta dualidade política observada na mídia é constantemente vista durante a pandemia. Devido ao grau de comercialização da grande mídia, é comum que ela se atente mais a dados técnicos ou assuntos gerais, omitindo o caráter crítico, mais observado em portais independentes.

O financiamento do jornalismo independente

O financiamento no jornalismo independente é um dos fatores mais importantes de sua composição, pois sem ele não é possível que o veículo se mantenha ativo e produza suas reportagens, já que essas demandam muitos recursos para matérias investigativas e também para contratar jornalistas e colaboradores. Após análise dos jornais independentes coletados, constatou-se que 57% dos veículos utilizam anúncios e publicidade como forma de financiamento principal.

Existem muitas divergências entre o jornalismo tradicional e o independente, uma das principais é o método de financiamento. Bruno Fonseca, Jornalista de dados da Agência Pública, ressalta que o divisor de águas entre o modelo de financiamento do jornalismo independente e o tradicional é que as mídias independentes não dependem somente de anúncios publicitários, google ads e clicks para se manterem. Todos esses modelos de financiamentos citados acima consistem em propagandas pagas, nas quais o anunciante, ou seja, o veículo paga para as plataformas como o Google, Facebbok ou afins para serem divulgados.

Segundo a pesquisadora e professora universitária do curso de jornalismo, Carina Seles, as principais formas de financiamento para o jornalismo independente – excluindo os anúncios e propagandas, citadas anteriormente – são:

Professora Universitária de Jornalismo e Pesquisadora, Carina Seles, ensina os caminhos para métodos de financiamento para projetos independentes. Foto: Arquivo Pessoal

“A falta de uma estrutura maior faz com que seja importante ter estratégias sólidas de captação de recursos para conseguir desenvolver pautas mais robustas, sobretudo que envolvam viagens e grandes apurações”, aponta o jornalista de dados da Agência Pública, Bruno.

As grandes dificuldades desse modelo jornalístico para a fundadora da Revista Capital Econômico, Kelly Couto, são o alto custo operacional e a falta de apoio e investimentos para impulsionar o setor. “Produzir uma informação cara e de qualidade tem um custo caro. É preciso ter, além de muita infraestrutura, uma equipe disciplinada, empreendedora e com visão de mercado e de mundo. Combinar tudo isso para se posicionar no mercado tem um preço. Por isso, no início, o custo operacional foi a maior dificuldade para tornar o negócio autossustentável”, completa Kelly.

Muitos veículos começam a desenvolver seus trabalhos e, devido à falta de investimento precisam paralisá-los. Segundo o levantamento de dados desenvolvido para essa reportagem, apesar de crescente o número de novos veículos, 18% dos jornais apurados encerraram suas atividades no decorrer dos últimos anos. Porém esse fator não desestimulou a criação de novos meios de comunicação independentes.

A fundadora da Revista conta que foi necessário investir seu próprio capital para ser possível empreender no jornalismo independente. “Eu já sabia o potencial do meu negócio e o quanto ele iria e ainda vai se valorizar no mercado, principalmente depois que alcancei o mercado internacional. Lembrando ainda que é fundamental, antes de começar todo e qualquer negócio, não tentar abraçar o mercado todo de uma vez só, porque você pode queimar sua reserva financeira, não atingir aos resultados significativos e se frustrar”, ressaltou Kelly.

Fundadora da Revista Capital Econômico, Kelly Couto, aconselha os interessados a investir no jornalismo independente a estudar muito e escolher com cuidado o nicho de atuação. Foto: Arquivo Pessoal

E ainda outras dificuldades apresentadas por kelly, foram a falta de um preparo acadêmico voltado para a área do jornalismo independente, a desvinculação do modelo tradicional de trabalho e a escolha da editoria que o veículo irá se especializar. Por isso, ela deixa uma dica para os estudantes que desejam ingressar na área:

“Primeiro: estude muito sobre o mercado, principalmente Google. Não é uma tarefa fácil disputar atenção da audiência com veículos já posicionados. É preciso criar estratégias e parcerias certas para entrar na disputa. Em segundo lugar, o profissional que deseja mergulhar neste novo modelo em que caminha o mundo do jornalismo atual precisa esquecer a ideia fixa de mercado de trabalho, ou seja, ser um jornalista como colaborador. É imprescindível ter a mente de empreendedor, de dono do negócio. Há muitas oportunidades de empreender no jornalismo, até mesmo nos próprios veículos de comunicação já consolidados. Além da escolha do nicho a se posicionar, visto que quando o jornalista foca em um determinado nicho para se posicionar, ou uma região, tem mais chances de impulsionar seu crescimento profissional”, aconselhou a CEO da Revista Capital Econômico.

Metodologia

Foram coletados os veículos independentes no Brasil através do Atlas da Notícia, do Mapa do Jornalismo Independente da Agência Pública e de um forms que foi divulgado.

Então, a partir dos nomes dos veículos coletados, realizamos uma pesquisa para coletar as seguintes informações sobre eles: se estavam ativos ou inativos, o ano que foram fundados e a editoria que atuam.

Analisamos e reunimos os dados manualmente a fim de realizar a reportagem, no período de 28 de maio de 2021 a 11 de junho de 2021. E após observarmos os dados, decidimos quais seriam interessantes e relevantes para serem abordados, ditando assim o recorte da reportagem.

Dados disponíveis aqui.


Reportagem especial, análise de dados e visualização por Cíntia Almeida, Leonardo Minardi, Marcella Nascimento e Marina Figorelli, para a disciplina de Jornalismo de Dados (2021.1), ministrada pela professora Daniela Oliveira.

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

0 comentário em “Entenda por que o número de veículos independentes dobrou nos últimos dez anos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s