Da sala de aula

Entre vampiros e piratas

A Saga Crepúsculo ajuda a revelar a complexa relação entre pirataria digital, streaming, e acesso à mídia no Brasil

Por Gabriel Folena

Menina conhece menino, menina e menino se apaixonam. A história é antiga e considerada comum, por vezes até clichê. Se o menino for um vampiro, entretanto, já há algo de novo na equação, e se adicionados milhões de dólares arrecadados e mais de dez anos de presença na mídia, esse romance fica longe de ser um lance qualquer.

A “Saga Crepúsculo”, iniciada com os livros de romance paranormal da autora estadunidense Stephenie Meyer, dominou prateleiras e telas em meados da primeira década de 2000. Com lançamentos literários inéditos esporádicos, mantém acesa, de tempos em tempos, a chama que movimentava uma legião de fãs até 2012, quando a última adaptação cinematográfica dos títulos estreou nos cinemas.

A chegada dos cinco filmes à plataforma de streamming Netflix, em fevereiro de 2021, garantiu que a franquia reencontrasse antigos admiradores e alcançasse novos espectadores entre os milhares de assinantes que navegam pelo catálogo disponível. O acesso à saga, que hoje pode ser realizado em massa, nem sempre aconteceu dessa forma. No Brasil, fãs aguardavam a tradução dos livros, a estreia dos filmes, e a chegada dos DVDs. Essa espera, contudo, acabava encontrando atalhos.

Downloads não oficiais, traduções independentes e filmagens em salas de cinema são alguns dos percalços relatados por quem acompanhou a saga em seu auge, entre 2008 e 2012. Do início da década passada até hoje, a franquia pode não mais ter tido estreias mundiais e lançamentos anuais nas livrarias, mas entre o espaçado novo conteúdo (como um novo livro em 2020) e as eventuais datas comemorativas de relevância, como os 10 anos da saga, a internet se lembra. No Google, principal buscador usado por internautas, no mês de estreia do último filme da franquia, em 2012, um par emblemático de termos aparecia nos resultados de buscas.

Com o lançamento, em 2012, o termo oficial relacionado à série disparou em relevância no site. No Brasil, segundo o Google Trends, recurso de rastreio e quantificação de tendências de qualquer termo pesquisado na ferramenta, buscas pelo último filme da saga, “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”, chegaram ao topo da escala utilizada, atingindo o valor 100. Ao mesmo tempo, outro termo disparou nas pesquisas lado a lado ao primeiro: “a saga crepusculo amanhecer parte 2 filme completo dublado”, e esse não era o título oficial anunciado pelos cinemas do país.

Hoje, após a disponibilidade da saga na Netflix, a popularidade dos termos não oficiais relacionados aos filmes da série no buscador, outrora em 100, se encontra no extremo oposto: zero. Os picos de interesse por conteúdos ilegais da saga Crepúsculo no Brasil podem contar, junto à chegada do romance vampírico na plataforma de streaming, uma história real sem qualquer traço de ficção sobre o acesso à mídia e à cultura no país.

Dentes falsos

O ano é 2009, e Alice*, estudante, se senta em frente ao computador para checar o Orkut por novos livros, descer pelas várias páginas do fórum Foforks, e navegar pelo YouTube em busca de novos trailers, cenas e entrevistas com atores e atrizes. Esse era apenas mais um dia acompanhando seu universo fictício favorito, a Saga Crepúsculo. Hoje, doutora em Engenharia Mecânica aos 28 anos, Alice se senta no sofá e chega aos filmes favoritos da adolescência sem atalhos. O ícone vermelho se abre na tela da TV ou do computador, ela acessa um vasto catálogo, e pesquisa pelas idas e vindas de Edward Cullen e Bella Swan, divididas em cinco partes de até 2 horas de duração. Depois, basta apertar o play. Pouco mais de dez anos separam as duas rotinas, e não somente a data no calendário mudou.

A atriz Kristen Stewart interpretou a adolescente Bella Swan nas adaptações cinematográficas da saga. Imagem: Reprodução/Google Imagens

“Eu posso assistir aos filmes a hora que quiser, em boa qualidade, com a legenda sincronizada no tempo certo… Às vezes até me pergunto, ‘nossa, como eu fazia para assistir antigamente?’”, reflete Alice sobre a comodidade de possuir, na palma da mão, a plataforma Netflix, que coleciona milhões de assinantes ao redor do mundo. Humor a parte, ela se lembra bem, sim, do que precisava fazer caso quisesse assistir mais de uma vez ao que desejava. “Era muito difícil e caro. Os DVDs demoravam a chegar, e na época não existia tanto isso de estreia mundial. Se o filme fosse lançado antes nos Estados Unidos, em duas semanas já havia a versão pirata no Brasil.”

Alice tentava de tudo para se manter conectada à narrativa que a conquistou. Na extinta rede social Orkut, onde os usuários podiam se dividir em comunidades, havia dezenas focadas em atualizar e compartilhar conteúdo sobre a Saga Crepúsculo. De roteiros vazados que geravam discussões sobre o que mudou entre o livro e a adaptação, ao risco de “pegar um vírus” no computador, Alice viveu de tudo, e não somente pela tela digital. Cada estreia no cinema era um evento, e assim como outros fãs, Alice retornava para assistir mais de uma vez. “Voltava quando o fluxo estava mais calmo, e a gritaria era menor”, recordou a integrante do “Team Edward” (ou “Time Edward”, as torcedoras apaixonadas pelo mocinho vampiro).

Mas havia um limite para o quanto se podia gastar em um ingresso de cinema, principalmente quando, na maior parte das vezes, o dinheiro vinha de pais e responsáveis. Além disso, o filme podia levar até dois meses para chegar às locadoras após a estreia – por vezes, sequer era a versão oficial, como lembra Alice. Nesse caso, como assistir novamente? A internet, como sempre, parecia ter a solução. Nas mesmas comunidades e fóruns especializados na Saga, como o Foforks, choviam links. “Não existia streaming, então as pessoas gravavam no cinema. Às vezes, o arquivo do filme vinha em 30 partes, a qualidade era ruim, já assisti até sem áudio, mas o importante era conseguir visualizar aquilo que você leu e dar cara à sua imaginação. Gravei todas as falas de ‘Crepúsculo’ de tanto que assisti.”

Hoje, entre os 10,5 milhões de brasileiros que acessam plataformas como a Netflix, segundo a pesquisa Digital Brazil 2019 feita pelas agências We Are Social e Hootsuit, também está Sônia Ferreira. A pedagoga de 53 anos, que sempre cultivou o hábito de ir ao cinema, se viu substituindo a sala clássica pela sala de casa graças à flexibilidade e possibilidade de escolha proporcionadas pelo streaming. Fã do gênero Romance, Sônia se deparou com a Saga Crepúsculo quando a Netflix anunciou sua chegada ao catálogo, em fevereiro de 2020. “Eu já a conhecia desde a época do lançamento, mas nunca tinha assistido. Na época, trabalhava como supervisora pedagógica e sempre via, nos intervalos, alunos lendo os livros, comentando, e presenciava até as brincadeiras de ‘ser vampiro’ entre os mais novos. Ver que todos os filmes ficaram disponíveis, podendo assistir um seguido do outro no momento em que eu pudesse e quisesse, foi um atrativo.”

Seriados estão entre os tipos de conteúdo mais acessados por Sônia Ferreira na Netflix. Imagem: Acervo pessoal

“É diferente dos canais de filmes da televisão, majoritariamente os da TV paga, onde você precisa esperar por algum filme que te interesse aparecer na grade da programação. Ainda antes disso, era a TV ‘aberta’, que não tinha grandes programações para filmes”, disse Sônia, que também acredita na capacidade do streaming de suprimir a vontade de ir ao cinema nos tempos atuais, quando a permanência em ambientes fechados como uma sala de cinema pode levar à contaminação pelo novo Coronavírus.

Quem também cita a TV por assinatura é Guto Lacerda, doutorando em Comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e docente da Universidade Veiga de Almeida (UVA), ressaltando que, por mais que vivamos em um país onde a maioria da população têm acesso à televisão, nem todos têm acesso a uma condição de consumo que permita a inscrição em plataformas de Video On Demand (“vídeo por demanda”, termo que também designa o streaming) ou a assinatura de uma TV a cabo. Vindo desse Brasil, quem chega à Forks, Washington, residência dos vampiros de Stephenie Meyer?

O acesso ao streaming no Brasil

Sob o título “Streaming é cultura, cultura é direito”, Jake Neto, Vice-presidente de vendas e licenciamento no Studio BKS de dublagem e pós-produção, discorre sobre o acesso à mídia no Brasil em números. No artigo, Neto traz mais resultados da pesquisa Digital Brazil 2019, revelando que, dos aproximadamente 149 milhões de brasileiros conectados à internet (70,3% da população estimada em 212 milhões) apenas 7%, entre eles Sônia e Alice, acessam as plataformas de streaming, como Netflix, Amazon Prime, e a nacional Globoplay.

Sobre a Netflix como um facilitador do acesso à mídia oposto ao conteúdo pirata, Guto Lacerda reconhece as possibilidades mais inclusivas e democráticas da plataforma, mas é cauteloso ao definir o real alcance da abertura proporcionada por ela. “É algo facilitador por que distribui esse tipo de conteúdo de uma forma centralizada, e você observa, ali, diferentes distribuidoras, por vezes concorrentes, dentro da mesma plataforma. Ao mesmo tempo, existe um ‘gargalo’ do acesso. Se você já paga uma TV a cabo, por exemplo, quanto mais você vai pagar pela Netflix? E pela Disney+? E a Amazon Prime? Quantos reais a mais? Essa logística deve ser observada”, questiona o professor de Telejornalismo.

Calculada em uma publicação da Universidade de São Paulo (USP), a soma das assinaturas de alguns dos serviços mais populares no país chega a R$165,30, sem que se leve em consideração valores adicionais como plano de internet, que podem variar conforme região e modalidade. Na checagem recente, as assinaturas iam de R$ 21,90 (Netflix) à R$ 27,90 (Disney+) e R$ 37,90 (Telecine Play), entre outras.

Tatiana, de 30 anos, possui o hábito de investir na compra de filmes e ingressos de cinema, mas acredita que nem sempre é possível acompanhar os lançamentos que aguarda. Para a universitária, são dois os principais motivos que a fazem recorrer a downloads de filmes e seriados pela internet. “Os valores são, muitas vezes, abusivos. No serviço de streaming da Disney, por exemplo, você pode chegar a pagar até 70 reais pelo aluguel de um filme, mais a mensalidade da plataforma. Além disso, ocorre a falta de disponibilidade de certos conteúdos. Nem todo filme ou série chega ao país, então muita gente acaba assistindo de forma não oficial.”

O crime da pirataria, no Brasil, tem como parâmetro central a violação dos direitos autorais, como previsto no artigo 184 do Código Penal brasileiro. A venda e a exposição à venda são os principais alvos das medidas legais contra a pirataria no país. Para a maior parte dos casos, se há lucro a partir do conteúdo pirateado, há crime. O debate em torno da reprodução individual sem fins lucrativos diretos ou indiretos, entretanto, ainda parece dividir especialistas e usuários da internet.

A pirataria digital, que em termos gerais engloba filmes, séries, música e jogos, também se ramifica nos livros. No caso da Saga Crepúsculo, um conteúdo multimídia que vai do texto ao audiovisual, não é apenas a imagem na tela que passa por reproduções tidas como ilegais. A palavra na página também foi, e é, traduzida, compartilhada, disponibilizada, comentada e baixada livre de custos na web.

Páginas piratas

Em maio de 2020, a Editora Intrínseca, responsável pela publicação da Saga Crepúsculo no Brasil, anunciou o lançamento de um novo título. O livro em questão era Sol da Meia-noite, com lançamento previsto para agosto do mesmo ano, após anos de espera pelos fãs. Acontece que o livro, que reconta o primeiro volume da saga pela perspectiva do vampiro Edward, par da personagem Bella, já era domínio público entre os seguidores da franquia – ou, pelo menos, parte dele o era. “Sol da Meia-Noite havia vazado até o capítulo 13, entre os primeiros anos da franquia”, conta Alice sobre o projeto antigo da autora Stephenie Meyer. O lançamento oficial, planejado para bem antes do ano passado, foi adiado por decisão da escritora logo após o compartilhamento nada previsto.

A tradução independente feita por membros da fanbase (“conjunto de fãs”) era uma realidade, e nas mesmas comunidades e fóruns onde era possível encontrar trailers, cenas e versões completas e incompletas dos filmes, os livros também figuravam entre as postagens. Publicados, em média, com um ano de diferença, os calhamaços que chegaram a alcançar quase 600 páginas mantinham leitores ansiosos – tão ansiosos que, se o lançamento em outro país ocorresse antes que o do Brasil, daria-se um jeito, ou vários, de consumir a obra.

“A Travessa era a única livraria que tinha o livro importado, caríssimo, no estoque que já era pouco. A versão importada que comprei demorou tanto a chegar que li online”, confessa Alice sobre o terceiro volume da série, Eclipse, publicado nos EUA em 2007 e, no Brasil, em 2009. Antes, ela também havia acessado os demais títulos por download, traduzidos ou não, no formato PDF formatado de modo nada profissional pelos fãs. Na aventura de consumir o conteúdo escrito e visual em seus formatos originais, Alice diz ter começado a desenvolver seu inglês, língua na qual hoje ela é fluente. “Eu queria entender, e isso quebrou a barreira da linguagem”.

Tatiana, leitora por hobby e por necessidade acadêmica, já se viu tomando a mesma atitude que Alice. “Da mesma forma que o acesso ao conteúdo audiovisual é dificultado, seja pelo preço abusivo ou pela falta dele em veículos oficiais no país, com livros e outros textos acontece o mesmo. Nem sempre é possível encontrar o título, ou está esgotado, ou quando se encontra o preço é exorbitante. Então, o acesso acaba acontecendo de outras formas.”

Durante a faculdade, Bruna Tenório não se questionava sobre a prática de textos disponibilizados em xerox pelos professores. Imagem: Acervo pessoal

Bruna Tenório, assessora de imprensa da Globo Livros, uma das grandes editoras do país, observa o consumo de versões PDF na internet como profissional do mercado literário. Jornalista por formação, Bruna acredita que ainda há pouca movimentação no que diz respeito à conscientização do grande público sobre a prática de pirataria digital literária. “A gente vê campanhas enormes contra a pirataria. Em uma época, houve muitas sobre CDs e filmes, mas isso não acontece com os livros. Os PDFs são compartilhados como se isso fosse a coisa mais natural do mundo, quando na verdade, isso também é pirataria”, contou Bruna, que ganhou maior consciência sobre a questão após ingressar no mercado.

“É uma linha delicada principalmente para quem busca uma igualdade de acesso. As pessoas precisam, sim, ter esse acesso, mas outras também precisam receber pelo trabalho que fazem”, continuou a profissional sobre as perspectivas conflitantes. Monitorar e tomar medidas contra a pirataria digital, contudo, ainda é uma dificuldade notada por ela no mercado literário nacional, que vem enfrentando diversas crises nos últimos anos. “Derrubar um link não é algo tão fácil, é passado de uma equipe para outra. A equipe de Direitos Autorais fica sabendo de links compartilhando algum livro da editora, e essa equipe então aciona a equipe jurídica. É um processo de ‘enxugar gelo’, por que derrubamos um link, mas existem outros tantos, e não conseguimos ter uma pessoa que fique buscando por esses PDFs para derrubar. Isso, também, é algo gerado pela crise do mercado. Temos uma crise, então temos menos pessoas trabalhando.”

Sol da Meia-noite não foi imune ao processo pirata, mais uma vez. De acordo com o Google Trends, ambos os termos relacionados à versão original e à versão pirata atingiram o pico máximo de popularidade (100) no buscador. Em 2020, o único mês em que o termo oficial superou o termo pirata (“livro sol da meia-noite pdf’) foi dezembro, durante a semana do Natal. Alice, que quando mais nova desbravou uma língua que pouco conhecia para ler a versão incompleta do texto, riu ao comparar seu passado com o presente. “O engraçado é que o oficial, até hoje, eu não li. A vida dá muitas voltas…”

Fonte: Google Trends

Felizes (e pirateados) para sempre?

O Brasil, país que em 2018 figurou como o terceiro entre os que mais acessam filmes e programas de televisão pirateados segundo relatório da MUSO, empresa britânica de análise de mercado, foi um dos maiores consumidores da Saga Crepúsculo no ápice da franquia. Como reflexo, o país se tornou o destino de lua-de-mel de Edward e Bella, e a cidade do Rio de Janeiro marca presença na série desde o terceiro título, Eclipse, onde o público – provavelmente aos gritos – pôde ver Robert Pattinson, ator que deu vida ao vampiro nas telas, com o Cristo Redentor ao fundo em uma das cenas. Esse mesmo público pagante teceu ambas as redes de lucro e pirataria relacionadas à saga.

Os personagens Edward e Bella visitaram a região da Lapa, símbolo da boêmia carioca, no filme “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1”. Imagem: Reprodução/Google Imagens

Desde a década passada, espectadores e leitores de um dos maiores fenômenos literários da modernidade (aproximadamente 150 milhões de cópias da série foram vendidas ao redor do mundo) ajudam a iluminar uma questão contemporânea, pensada pela Comunicação, pelo mercado literário, e pela legislação: quem pirateia, e por qual motivo? A resposta parece ser vaga, como a identidade de quem disponibiliza um PDF avulso na vasta rede mundial de computadores. As atitudes e motivações de quem toma, ou já tomou parte no ato, entretanto, apontam para um possível denominador comum: nem sempre é por lucro.

Alice, que hoje relembra com afeto a jornada que acompanhou em páginas, computadores e salas de cinema, acredita que os limites cruzados por quem dava asas – e dentes – à imaginação diz muito sobre a profundidade do amor que fãs brasileiros demonstram por qualquer que seja o ídolo, ou mundo paralelo de escolha. “A dificuldade faz com que a gente dê mais valor, e aqui no Brasil, os fãs são muito apaixonados.”

Metodologia

Para a construção da base de dados que possibilitou a observação dos picos de interesse pela Saga Crepúsculo entre os anos 2012 e 2021 foi consultado o Google Trends, recurso disponibilizado pelo próprio Google para que se possa consultar a relevância de qualquer termo possivelmente pesquisado por usuários. As informações são apresentadas em forma de gráfico de picos, e podem ser filtradas em períodos de tempo personalizados, de acordo com o interesse de quem está analisando os dados.

Interface do Google Trends. Imagem: Print de tela

Para a reportagem, o recorte temporal 2012—2021 foi escolhido por representar um período onde novos lançamentos da Saga Crepúsculo foram escassos, logo, poderia se descobrir se a relevância da série foi mantida de alguma forma, se o conteúdo foi lembrado, e por quais razões. As informações dos gráficos de pico foram traduzidas, então, para uma planilha em formato .xls e organizadas conforme data (mês, ano e, em alguns casos, semana), momento da franquia, termo pesquisado, e o valor do pico de popularidade na escala 0 a 100 do Google Trends.

A partir da observação da planilha completa, ficou clara a presença de outliers (dados que chamam a atenção), como os picos altos de relevância durante o período de estreia do último filme, durante o lançamento do livro mais recente da série, e a queda brusca no interesse pelos filmes pirateados após a chegada da franquia na plataforma Netflix. O que ocasionou essa perda de interesse? Constatou-se, através da conversa com espectadores e especialistas, que o serviço de streaming pode ser um facilitador de acesso às mídias, e que pessoas antes usuárias assíduas de sites de download ilegal, agora podem acessar o conteúdo de maneira oficial pela disponibilidade do mesmo na Netflix.

O acesso à base de dados pode ser feito clicando aqui.


* Os nomes dos entrevistados foram trocados, atendendo a seus pedidos.

Reportagem especial, análise de dados e visualização por Gabriel Folena, para a disciplina de Jornalismo de Dados (2021.1), ministrada pela professora Daniela Oliveira.

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

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