Cultura

80 anos do Batman: melhores filmes

Na última parte da série especial dos 80 anos do herói, conheça as principais obras cinematográficas de Batman

Tendo feito sucesso nos quadrinhos, na TV e até mesmo nos games, não há a menor dúvida de que o desempenho do homem-morcego nas grande telas fosse ser diferente. Sua primeira adaptação cinematográfica aconteceu ainda em 1966 com Adam West, o protagonista da clássica série de TV, e o personagem entre altos e baixos continua ativo nos cinemas até os dias de hoje.

Confira abaixo os melhores filmes do Batman:

Batman (1989)

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A escolha de Keaton para o papel foi mal recebida pelos fãs.
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)

Batman (1989) foi o primeiro filme da série inicial de longas-metragens produzidos pela Warner Bros. Dirigido por Tim Burton, o filme foi estrelado por Michael Keaton, como Bruce Wayne, e ainda trazia Jack Nicholson (Coringa) e Kim Basinger (Vicki Vale) no elenco.

A Warner contratou Tim Burton para o cargo de diretor depois do grande sucesso comercial de As Grandes Aventuras de Pee-Wee. A partir disso, os primeiros esboços do filme começaram a ser escritos, mas a Warner estava receosa quanto a realização do longa devido a popularidade do homem-morcego ter caído no fim da década anterior. A produção só recebeu sinal verde após a estreia de outro filme de Burton, Os Fantasmas se Divertem, que também contava com Keaton.

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Michael Keaton em Os Fantasmas se Divertem.
(Foto: Reprodução/Os Fantasmas se Divertem)

A presença de Burton e Keaton na produção foram vistas com maus olhos pelo público. Ambos eram conhecidos por trabalhar em comédias, então, logo se pensou que o filme seguiria o tom da série do Batman dos anos 60. Embora tivesse sido um sucesso, o seriado divergia completamente do momento que o herói vivia nos quadrinhos, guiado pelos lançamentos de Cavaleiro das Trevas e Piada Mortal. Foi apenas com a divulgação das primeiras imagens e da contratação de Jack Nicholson para viver o Coringa que o longa passou a ganhar um pouco mais de confiança por parte dos fãs.

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Keaton, Nicholson e Burton durante as filmagens.
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)

Jack Nicholson, ganhador do Oscar de melhor ator, foi o primeiro a interpretar o palhaço do crime desde Cesar Romero. O Coringa de Nicholson é uma mistura da versão cômica de Romero com o lado mais psicótico, que acabou virando o cerne do vilão. É possível dizer que o Coringa deste filme seja a adaptação que mais se assemelha com os quadrinhos. Nicholson era um dos poucos que acreditava firmemente no sucesso do projeto. Para facilitar a sua participação, o ator reduziu o seu salário e pediu uma parte das bilheterias. A Warner aceitou e esse acabou por ter sido o trabalho mais lucrativo de Nicholson.

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Jack Nicholson, ganhador do Oscar, foi o escolhido para viver o vilão no filme.(Foto: Reprodução/Batman (1989))

Com um orçamento de US$ 35 milhões, o filme arrecadou US$ 411 milhões, sendo um sucesso de público e crítica. O longa possuía um tom mais sombrio, mas a violência presente era lúdica, o que não impedia os jovens de assistirem. A Gotham da produção tinha uma arquitetura gótica que passava um aspecto de fantasia à obra. Batman (1989) mostrou à Hollywood que filmes de super-heróis podiam ser rentáveis e pavimentou o caminho para que outros longas com a mesma temática viessem nos anos posteriores.

Trilogia O Cavaleiro das Trevas

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Filmes de Christopher Nolan são considerados os melhores do personagem.
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)

O fracasso dos filmes Batman Eternamente e Batman e Robin colocou o herói na geladeira por quase uma década. Foram 8 anos longe das grandes telas até a sua volta, em 2005, com Batman Begins, que seria a primeira parte da trilogia dirigida por Christopher Nolan. O lado galhofa e infantil das últimas produções saiu para dar espaço a versão mais séria e densa do personagem já vista no cinema.

Os filmes de Nolan eram totalmente calcados no realismo, ou seja, o diretor procurava inserir o herói em uma realidade parecida com a do público. O traje do Batman é uma armadura de combate, o batmóvel um veículo militar e os vilões não possuem nenhuma habilidade sobre-humana. Nolan também teve bastante liberdade de imprimir a sua visão. Seus filmes não adaptam nenhum arco específico do homem-morcego, mas fazem referências à algumas histórias.

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Bruce em frente ao seu traje de combate. (Foto: Divulgação/Warner Bros.)

Em Batman Begins, está a origem do herói, seu treinamento e início de carreira como o vigilante mascarado. O longa é estrelado por Christian Bale, como Bruce Wayne, e ainda conta com Liam Neeson, Morgan Freeman, Michael Caine, Gary Oldman e Cillian Murphy no elenco.

Bruce retorna de Pricenton com a intenção de matar Joe Chill, o responsável pela morte dos seus pais. Pouco antes de Bruce ter a chance de concluir seu plano, Chill é morto por um dos capangas do mafioso Carmine Falcone. Bruce, naquela mesma noite, confronta Falcone, que diz que seu império é imbatível e que controla a cidade pelo medo. Bruce, então, parte em uma viagem buscando conhecer o mundo do crime até que é recrutado por Henri Ducard (Liam Nesson) para se integrar à Liga das Sombras. Após concluir seu treinamento, Bruce volta mais uma vez para Gotham, mas dessa vez permanentemente e com o objetivo de acabar com a máfia de Falcone e impedir que o alucinógeno do Espantalho se espalhe pela cidade.

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Bruce treinando com Henri Ducard em Batman Begins.
(Foto: Reprodução/Batman Begins)

Batman Begins foi um sucesso de público e crítica. O longa arrecadou US$ 374 milhões mundialmente para um orçamento de US$ 150 milhões. Porém, o auge da franquia viria três anos depois, com O Cavaleiro das Trevas.

Lançado em 2008, O Cavaleiro das Trevas é a segunda parte da trilogia e coloca o Batman frente à frente com seu maior inimigo: o Coringa. Christian Bale, Morgan Freeman, Gary Oldman e Michael Cain retornaram para a continuação, reprisando os seus respectivos papéis e o elenco contou com adição de Heath Ledger, Aaron Eckhart e Maggie Gyllenhall, que substituiu Katie Holmes no papel de Rachel Dawnes.

Na trama, vemos a ascensão do Coringa (Heath ledger) no submundo do crime de Gotham, enquanto Harvey Dent, o novo promotor público, está enfrentando os criminosos de maneira bem mais incisiva que seus antecessores. A partir disso, Batman e Gordon decidem incluir Dent em seus planos para acabar com a máfia. Bruce começa a se questionar se não está chegando o momento de aposentar o manto do morcego e enxerga em Dent alguém capaz de ser o símbolo de justiça de que a cidade precisa.

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Dent, Gordon e Batman durante discussão de planos para acabar com a máfia.(Foto: Reprodução/O Cavaleiro das Trevas)

Em O Cavaleiros das Trevas, Nolan resolve dar mais espaço para os personagens que cercam o herói, pois são melhor aprofundados e ganham maior relevância conforme o andamento do filme. Dessa forma, pode-se observar o caminho traçado por eles e os motivos que os fizeram chegar ao ponto em que se encontram. O Batman é apenas uma parte dessa história e ninguém está ali por acaso.

Mas, de todos os acertos, a presença de Heath Ledger como Coringa é a que se sobressai. Ledger, que foi extremante criticado ao ser escolhido para o papel, mesmo tendo feito ótimos trabalhos anteriormente, entrega uma atuação intensa e visceral. A interpretação de Ledger abraça por completo o lado mais psicótico do vilão, que, aqui, é retratado como um gênio do crime.

Algumas características do personagem, apesar de mantidas, foram repaginadas. O sorriso permanente do palhaço é formado por cicatrizes e o esbranquiçado da pele é apenas maquiagem. Então, nada é fruto de um acidente químico, como nos quadrinhos. Seu passado misterioso também é abordado na forma como o vilão conta como conseguiu as suas cicatrizes apresentando uma versão diferente a cada momento. Ledger, infelizmente, acabou falecendo pouco depois de terminar as gravações do longa e não pode ver o seu trabalho em tela, mas entregou a todos nós a melhor atuação de sua carreira.

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Heath Legder como Coringa em O Cavaleiro das Trevas.
(Foto: Reprodução/O Cavaleiro das Trevas)

Batman: O Cavaleiro das Trevas foi o segundo filme do herói a superar os US$ 500 milhões de bilheteria e o primeiro a chegar a US$ 1 bilhão. O filme também foi o primeiro do gênero a levar duas estatuetas do Oscar por melhor edição de som e melhor ator coadjuvante, prêmio este que foi recebido pela família de Ledger. O Cavaleiro das Trevas está marcado, não apenas por ser o melhor longa do homem-morcego, mas por figurar entre os melhores filmes da história do cinema.

O Cavaleiro das Trevas Ressurge teve a função de encerrar a história construída por Nolan. Lançado em 2012, é o terceiro e último filme da trilogia. Além da presença de grande parte do elenco original, Anne Hatheway foi adicionada como Selina Kyle e Tom Hardy faz o vilão Bane.

Oito anos se passaram e, devido aos acontecimentos finais de Cavaleiro das Trevas, Batman se encontra fora de atividade e Bruce decide se isolar em sua mansão. Os índices de criminalidade de Gotham caíram bruscamente graças a implementação da Lei Dent, que permitiu que os grandes chefões da máfia fossem presos sem a necessidade de um julgamento. Gordon, durante a busca por um policial desaparecido, acaba encontrando Bane e seu capangas e é ferido na fuga. A presença de Bane na cidade faz com que Bruce volte a atuar como Batman.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge conquistou a maior bilheteria do personagem nos cinemas. (Foto: Divulgação/Warner Bros.)

O longa tem leves inspirações na séries de quadrinhos A Queda do Morcego; O Cavaleiro das Trevas e Terra de Ninguém. Embora não tenha atingido o nível do filme anterior, O Cavaleiro das Trevas Ressurge fez um bom trabalho apresentando os novos personagens e retomando alguns elementos de Batman Begins. Bane é o primeiro vilão da franquia que representa não só uma ameaça intelectual ao protagonista, mas física também. Arrecadando pouco mais de US$ 1 bilhão, O Cavaleiro das Trevas Ressurge se tornou a maior bilheteria do personagem e deu um fim à altura que o Batman de Nolan merecia.

Breno Silva – 7° período