Cidade

Incêndio atinge Hospital Badim, no Maracanã, e deixa 11 mortos

Com apoio do Corpo de Bombeiros, pacientes foram atendidos na rua e levados para outros hospitais

Um incêndio atingiu o Hospital Badim, localizado no Maracanã, Zona Norte do Rio, na noite desta quinta-feira (12). Foram confirmadas 11 mortes durante varredura dos bombeiros na madrugada, a maioria devido à asfixia. Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML).

Incêndio é registrado por moradores. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

As chamas iniciaram por volta de 18h30, quando já era possível ver uma grande nuvem de fumaça na região. No momento do incêndio, 103 pessoas estavam internadas na unidade e, além do trabalho do Corpo dos Bombeiros, elas contaram com a ajuda dos 224 funcionários (médicos e enfermeiros) que, segundo o hospital, estavam trabalhando durante a tragédia, além do apoio dos moradores da região. Os internos do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) receberam os primeiros atendimentos nas calçadas e posteriormente foram encaminhados a uma creche e à garagem de um prédio próximo ao hospital.

A solidariedade foi o que chamou a atenção da jornalista Cristina Dissat, que passava pelo local. “O trabalho dos moradores que levaram água para ajudar e o trabalho que os profissionais de saúde do Badim fizeram foi espetacular, todos eram muito solícitos. Foi uma rede impressionante de colaboração das pessoas para tentar minimizar o problema que estava ali”, afirma.

Cerca de 90 pacientes foram transferidos para outros hospitais, incluindo unidades da rede D’or, o anexo ao Badim que não foi afetado pelo incêndio, o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, e o Hospital Israelita Albert Sabin. Durante a evacuação, uma mulher que acompanhava um paciente tentou escapar pela janela com uma corda de lençóis, caiu do terceiro andar e terá que passar por cirurgia. O incêndio ainda provocou rachaduras em algumas casas, o que levou moradores vizinhos a terem que sair rapidamente devido ao risco de desabamento.

Um comerciante local, que não quis se identificar, trabalhava perto do hospital quando o incêndio começou:

“Eu estava bem aqui, quando vi o rapaz que toma conta do estacionamento do prédio sair correndo desesperado de lá. Logo em seguida, uma fumaça preta começou a sair de uma das entradas do hospital. Como vi que era algo sério, decidi ir pra casa. Só foi dar o tempo de pegar minhas coisas que a movimentação em frente do hospital começou a ficar intensa com a chegada dos bombeiros”, lembra.

Na tarde desta sexta-feira (13), carro do Corpo de Bombeiros segue no local. (Foto: Breno Silva/Agência UVA)

A suspeita é a de que o fogo tenha iniciado devido a um curto-circuito em um gerador de um dos prédios do hospital. No início da manhã desta sexta (12), o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, esteve no local e anunciou que todos os órgãos da Prefeitura estão à disposição para ajudar no atendimento aos feridos e também no rescaldo do prédio. “Nós estamos completamente devastados. O Rio amanheceu hoje de luto, com o coração estraçalhado de tristeza com essa tragédia. A secretária de Saúde (Beatriz Busch) passou a noite na unidade. Nossa rede pública está toda aberta para as vítimas. Foi formada uma grande rede de solidariedade”, disse o prefeito.

Júlia Reis – 6° período e Breno Silva – 7° período

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