Cultura

Da literatura às telas do cinema

No 6° dia da Bienal do livro, a Arena #SemFiltro recebeu Thalita Rebouças e elenco de seu novo filme

Um debate sobre a adaptação do livro Ela disse, Ele disse para o cinema marcou a Bienal do Livro, na última quarta-feira (4). A escritora da obra e, também, roteirista, Thalita Rebouças, se uniu a parte do elenco do filme para contar sobre este processo. A presença da jornalista Fernanda Gentil, da influenciadora Bianca Andrade, do canal Boca Rosa, do ator Marcus Bessa e da roteirista Tatiane Adão contagiou o público da Arena #Sem Filtro, onde ocorreu o bate papo mediado pela cineasta Letícia Pires.  

Thalita Rebouças e parte do elenco do filme Ela Disse, Ele disse. (Foto: Júlia Reis/Agência UVA)

Não era só a plateia que estava alegre. Os profissionais convidados também se mostraram entusiasmados e iniciaram a conversa falando sobre a empatia que o filme busca retratar ao contar a história dos adolescentes Rosa e Léo, que são alunos novos em uma escola e enfrentam os desafios da aceitação. “Acho que cada vez mais a gente tem que ver os outros como se fossem a gente”, afirma Thalita.

Tudo indica que a escritora que já vendeu mais de 2,2 milhões de livros, e tem duas obras adaptadas para o cinema, terá sucesso com o novo longa-metragem. A narrativa, que se assemelha a realidade de muitos jovens, provoca a identificação dos espectadores, como evidencia Bianca Andrade. “É uma história que todo mundo já passou. Os pais já passaram e os filhos estão passando. Isso trai todos os públicos”, comenta a influenciadora que atua no filme.

Bianca Andrade interpreta a professora Fátima. (Foto: Reprodução/ Papodecinema)

Quem também acredita que todas as faixas etárias vão se divertir assistindo a obra cinematográfica é a Fernanda Gentil. “O filme dá uma lição sobre a vida, proporciona um encontro de gerações nas cadeiras dos cinemas”, expõe a jornalista que, apesar de estar acostumada com a TV, diz estar se desafiando como atriz. “Não ser você mesma diante das câmeras é diferente. Sempre estive acostumada a ser eu. Passei a admirar ainda mais os profissionais dessa área”, declara.

Fernanda Gentil nos bastidores do filme. (Foto: Reprodução/Instagram)

Ela não é a única que encara o papel nos cinemas como uma novidade. O ator Marcus Bessa já trabalhou em peças e novelas, mas vive sua primeira experiência nas grandes telas. “É um grande desafio, porque eu vim do teatro, estou acostumado a ser mais expressivo”, conta. Entretanto, o jovem revela ter se encantado com a nova possibilidade. “Fazer cinema foi uma das melhores coisas da minha vida”, conta Marcus sobre sua estreia.

Marcus Bessa e Duda Matte, como Léo e Rosa. (Foto: Reprodução/festivalteen)

O ator, mais do que nunca, está feliz atuando como Léo. Ele admite que a vontade de participar de uma obra da Thalita era tão grande que ele tentou se comunicar com a escritora por meio do Instagram para pedir o papel. “Quando fui aprovado no teste até apaguei a mensagem porque pensei ‘o que ela vai pensar sobre mim?”, revela. Em tom bem-humorado Thalita diz que conseguiu visualizar Marcus como o protagonista assim que o viu pela primeira vez.

Da mesma forma, ocorreu com a Bianca, que dá vida a professora Fátima. “Quando encontrei pessoalmente com a Bia, lembrei da professora do livro. Então, quando estava na fase de escolher os atores, não pensei em outra pessoa”, conta. O convite para Fernanda atuar no filme não foi muito diferente. Thalita diz ter imaginado imediatamente a jornalista vivendo Paloma, mãe de Rosa. “Quando a convidei, queria muito que ela aceitasse, porque já tinha idealizado ela no papel. Descobri seu talento oculto”, brinca. “É tão bacana ver as pessoas que saíram do meu livro se transformarem”, complementa Thalita.

Thalita Rebouças durante as gravações de Ela Disse, Ele Disse. (Foto: Reprodução/Instagram)

Ela procura permanecer fiel aos seus leitores não só ao fazer a escolha do elenco. O livro Ela disse, Ele disse foi publicado em 2010, e o filme será lançado em 3 outubro deste ano. Com 9 anos de diferença, entre a narrativa original e o longa, o roteiro precisou passar por algumas modificações, como a questão das redes sociais, que não tinham tanta força na época em que a obra foi para o mercado e agora não poderiam ser ignoradas. “Adaptações tiveram que ser feitas”, diz Thalita.

Contudo, a autora demonstra preocupação em manter a essência da história. “Eu quero que meus leitores vão ao cinema e pensem ‘esse é o livro que eu li’. Ano que vem faço 20 anos de carreira e ‘seus livros tem que virar filmes’ é o que eu mais escuto desde os anos 2000″, conta a escritora. Ela agora divide seus afazeres sendo roteirista, mas indica que o cinema não supre sua imaginação.

“No livro ninguém manda na minha cabeça. Escrever livros sempre vai ser minha maior paixão”, conclui Thalita.

Júlia Reis – 6° período

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