Cidade Cultura

Exposição externa reúne peças recuperadas do Museu Nacional, um ano após o incêndio

O compilado de itens históricos pode ser visitado a partir desta terça-feira na Caixa Cultural, no Centro do Rio

O Museu Nacional inaugurou nesta segunda-feira (2) a exposição “Santo Antônio de Sá: Primeira Vila do Recôncavo da Guanabara”, que acontece na Caixa Cultural, no Centro do Rio. A data escolhida para estreia da mostra reflete o marco exato de um ano do episódio em que o museu de história natural esteve em chamas. A partir desta terça-feira, o público poderá conferir gratuitamente mais de 60 obras que apontam para as raízes brasileiras.

A exposição inclui peças de origem europeia e das culturas africana e indígena, que refletem o cotidiano dos primeiros nativos da região fluminense, quando o estado do Rio ainda era conhecido como Vila de Santo Antônio de Sá. “São peças de grande importância para a pesquisa arqueológica brasileira”, afirma a museóloga Amanda Cavalcanti, que atua no setor responsável pela produção, montagem e manutenção das exposições do Museu Nacional.

A mostra engloba tanto peças que foram recuperadas, quanto outras que estavam fora da estrutura, já que, além dos itens encontrados em meio aos escombros do Museu, esta nova edição da exposição, que ocorreu inicialmente em 2010, conta com um acervo de escavações arqueológicas do Complexo Petrolífero do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). Tais peças não estavam expostas no palácio, mas sim armazenadas no Horto Botânico do museu, localizado na Quinta da Boa Vista. Segundo a profissional, os objetos remetem à ocupação do perímetro denominado recôncavo da Guanabara.

A exposição já é a terceira realizada após o incêndio do Museu. As anteriores ocorreram no Centro Cultural Casa da Moeda e no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o que indica que a memória do Museu, que gora passa por uma reconstrução da sua estrutura, se mantém.

“Mostrando esse trabalho de pesquisa para a sociedade, é evidenciada a atuação do Museu Nacional no desenvolvimento da ciência no país. As exposições são parte das atividades do Museu que chegam até o grande público, mas, por trás, a instituição desempenha muitos outros papéis, como a formação de recursos humanos por meio dos programas de pós-graduação”, explica Amanda.

Museu Nacional passa por reformas para recuperar sua estrutura. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

A museóloga ainda aponta para a riqueza cultural da mostra que estará aberta para todas as faixas etárias de terça a domingo, entre 10h e 21h, até 8 de dezembro deste ano. “O visitante pode encontrar uma belíssima exposição sobre artefatos arqueológicos que revelam questões sobre a estrutura social do interior do estado do Rio de Janeiro e da sua ocupação, revelando a complexidade de sujeitos que estiveram presentes durante essa história”, conta.

A curadoria é da historiadora e museóloga Thereza Baumann, que foi responsável pela pesquisa histórica da exposição. A antropóloga Maria Dulce Gaspar também é curadora da iniciativa e coordenou as pesquisas nos sítios arqueológicos do Comperj.

Júlia Reis – 6º período

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