Godzilla 2: Rei dos Monstros acerta nas criaturas, mas apenas nisso

Longa erra em dar mais atenção que o necessário ao núcleo humano

Godzilla é um ícone do cinema. O ser monstruoso, metade baleia, metade macaco criado pela Toho, nos anos 50, foi responsável por dar início ao genêro kaiju no Japão e assim, construiu uma franquia de sucesso que já conta com mais de 30 produções.

Certamente que tamanho sucesso chamaria a atenção de Hollywood. A primeira adaptação norte americana de Godzilla veio em 1998, dirigido por Roland Emmerich. O longa, no entanto, não recebeu respostas positivas tanto do público, quanto da crítica, fazendo com que o monstrengo ficasse relegado à apenas produções direcionadas ao público japonês.

Até que em 2014, a Warner Bros em parceria com a Legendary Pictures decidiu não apenas trazer Godzilla de volta para os holofotes, como também deu a criatura seu próprio universo compartilhado. Kong: A Ilha da Caveira (2017) deu prosseguimento a este universo e um filme que juntará ambos os personagens já está prometido para 2020. Mas, enquanto o embate entre os dois monstros não chega, Godzilla recebe seu segundo capítulo.

Godzilla 2: Rei dos Monstros chega aos cinema no dia 30 de maio Foto: Divulgação / Warner Bros.

Em Godzilla 2: Rei dos Monstros, a agência Monarch, após os eventos do primeiro filme, monitora o surgimento de novos titãs. Enquanto, o governo exige que os titãs sejam eliminados, a agência prega que nem todos os monstros apresentam perigo para a humanidade e que ambos podem coexistir. No meio disso, Guidorah é despertado, o que ocasiona no retorno de Godzilla e na disputa entre os dois para saber quem comandará o planeta.

O longa dirigido por Michael Dougherty vai bem sempre que os monstros entram em cena. O diretor consegue transpor para a tela toda a imponência que se espera de criaturas do porte apresentado, além de produzir boas cenas de ação durante os combates dos titãs. Não são as melhores já vistas dentro do gênero, mas o trabalho é competente.

No entanto, assim como no filme de 2014, o lado humano volta a ser o ponto mais fraco da produção. Os personagens humanos estão em maior número desta vez, mas quase todos são desinteressantes, com exceção de Mark Ruffel – interpretado por Kyle Chandler. Charles Dance, Vera Farmiga, Sally Hawkins e Ken Watanabe, embora estejam no elenco, acabam sendo subaproveitados pelo diretor.

Godzilla 2: Rei dos Monstros acerta com os titãs e expande o universo apresentando figuras clássicas como Mohtra e Rodan, mas falha miseravelmente em dar mais espaço para os humanos sem conseguir aprofundá-los ou criar um mínimo de empatia por esses que cercam as criaturas.

Breno Silva — 6° período

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