Morte de Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, completa 25 anos
Um dos primeiros à levar o Grunge para o público, Kurt é considerado uma lenda da música
A música do final dos anos 80 não era exatamente representativa para a juventude da época. Bandas como Guns N`Roses e Mötley Crüe faziam bastante sucesso falando sobre mulheres e festas, mas não conseguiam responder as expectativas de alguns que sentiam falta de uma música que retratasse a realidade mais pesada daquele público. Neste cenário, surgiu no início dos anos 90, em Seattle (EUA), o movimento do grunge, cujo maior expoente era o Nirvana.
O primeiro álbum da banda, intitulado Nevermind de 1991, foi um sucesso imediato. Com músicas como “Come As You Are” e o maior hit da banda “Smells Like Teen Spirit”, o Nirvana alcançou números de venda impressionantes, mas a verdadeira marca foi a influência deixada pelo disco, que começou a onda das bandas de Seattle. Soundgarden e Pearl Jam surgiram desse mesmo movimento.

Kurt era um dos maiores músicos de seu tempo. O psicólogo Matheus Silva fala sobre o perfeccionismo de Kurt. “Gostava muito da banda, li alguns livros e soube que ele só mostrava as músicas que escrevia para a banda quando achava que aquilo estava perfeito”, comenta Matheus.
Além de ótimo músico, Kurt influenciou toda uma geração de artistas, é o que diz um dos fãs da banda, o estudante de publicidade Philippe Pereira. “Kurt influencia uma galera até hoje, muito pela música, mas acho que mais ainda pela personalidade que ele passava nas letras. Até um rapper, o Lil Peep tinha uma música chamada ‘Cobain’, e ele era comparado ao Kurt pelo estilo de vida, e pela mesma morte trágica. Kurt era um ser humano fantástico em muitos aspectos, mas infelizmente não era uma pessoa saudável”, diz Philippe.

O baixista e arquiteto João Paulo Miranda fala sobre a diferença do som criado por Kurt: “Pra mim, o Kurt e o Nirvana foram os últimos a criar arte. Eles criaram um padrão estético, quando você fala do grunge, se lembra de várias outras bandas, mas nenhum desses sons lembra o som do Nirvana. O que o Kurt escrevia era visceral em todos os sentidos. Era visceral no sentido de onde vinha aquele grito, das vísceras mesmo”, comenta.
João Paulo continua e explica o conceito de estética da banda. “Na música, tem várias bandas que tentaram se aproximar, mas nenhuma conseguiu isso. É até difícil classificar o Nirvana como uma banda grunge, porque nenhuma outra se parece ou chega perto do estilo deles. Acho que hoje, no rock alternativo, tem muita influência da sonoridade deles. No trap, que é uma vertente do Hip-hop ele também é muito influente, é parecido com o estilo do XXXtentacion”, completa João Paulo.
Daniel Fernandes – 7° Período
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