Assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes são presos

Crime contra a vereadora completa um ano nesta quinta-feira, dia 14 de março. Assassinos foram encontrados dois dias antes do fato

A Polícia Civil e o Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro prenderam, na madrugada desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, acusados de matarem a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março do ano passado.

Ambos foram denunciados pela Justiça após ampla investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo MP. Foram utilizados recursos tecnológicos, como rastreio de celulares e de placas de carro, para localizar os acusados e ligá-los ao crime. O Ministério Público, segundo o G1, afirmou que foram ouvidas 230 testemunhas ao longo da investigação e cerca de 760 gigabites de imagens de ruas foram revisadas para analisar o caminho percorrido pelo carro utilizado no crime.

Relembre o caso
A vereadora do PSOL, Marielle Franco, foi assassinada na noite de 14 de março de 2018, junto ao motorista Anderson Gomes, que fazia seu transporte para o evento na Casa das Pretas, no bairro da Lapa, Centro do Rio, naquela noite. Sua assessora, Fernanda Gonçalves, também estava no carro, mas sobreviveu.

Marielle saiu do evento por volta das 21h. Cerca de meia hora depois, o carro onde estava foi atacado a tiros por um veículo em posse dos assassinos. O crime impressionou o país. Marielle Franco foi eleita para a Câmara de Vereadores com a quinta maior votação e vinha tendo uma atuação de destaque em seu mandato, notadamente no trabalho pelos direitos das minorias (pretos e LGBTIs) e pautas feministas.

Câmara dos Deputados em Brasília realiza sessão solene em memória à vereadora Marielle Franco e ao motorista Anderson Gomes assassinados em 14 de março de 2018, no Centro do Rio de Janeiro Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A causa principal do assassinato ainda se encontra sob investigação, na busca por identificar os mandantes do crime. Segundo o MP, a razão seria por “motivo torpe”, que são mortes consideradas por repúdio moral, algo desprezível ou sobre qualquer tipo de preconceito. Marielle Franco era uma mulher negra e bissexual. Foi moradora do Complexo da Maré, assessora parlamentar de Marcelo Freixo na ALERJ, era Cientista Social (PUC-Rio) e Mestra em Administração Pública.

A viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, refaz grafite em homenagem à Marielle feita por Malala Yousafzai na comunidade Tavares Bastos, no Catete Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil


Priscilla Romana – 7° Período

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