10 dicas para deixar de lado o preconceito com documentários

Gênero cinematográfico pouco falado e, principalmente, pouco explorado. Não é difícil encontrar quem mostre resistência aos documentários, mesmo entre aqueles que apreciam o cinema e boas histórias. No meio da crítica, há quem diga ser mais “difícil” analisar um documentário, por ser estruturalmente diferente de um filme convencional.

A verdade é que esse é um gênero importante, não só como ferramenta de informação aprofundada sobre determinado assunto ou acontecimento – claro, sempre carregando a visão dos seus autores. Os documentários têm seu devido valor na história do cinema – afinal, o que são os primeiros filmes feitos pelos irmãos Lumière se não um recorte do cotidiano? Pensando nisso, aqui vai uma lista de dez documentários imperdíveis disponíveis na Netflix.

1 – “Making a Murderer” (2015)

MaM

Steven Avery é culpado? Foto: Divulgação

Original Netflix, “Making a Murderer” é uma série documental dividida em dez episódios e conta a história de Steven Avery, morador de um condado dos EUA, que passa 18 anos preso por um crime que não cometeu. O caso, porém, começa a se tornar obscuro quando, após ser solto em 2013, Steven é acusado de um novo crime, dessa vez em 2005. Tecnicamente bem executada e vencedora de quatro Emmys (incluindo melhor documentário), a série também se destacou por conta da alta complexidade do caso, que mesmo extremamente detalhado, ainda deixa brechas. O sucesso fez render uma segunda temporada, que estreou em outubro.

2 – “The Keepers” (2017)

The Keepers

Irmã Cathy Cesnick em destaque Foto: Divulgação

Realidade assustadora. Necessário. Assim se resume “The Keepers”, uma minissérie documental dividida em sete episódios, que conta a história do desaparecimento e assassinato da freira Cathy Cesnik, em 1969, Baltimore. Duas ex-alunas resolvem investigar o caso que permanece sem solução quase 50 anos depois. O que intriga aqui é a estranha omissão por parte das autoridades durante tanto tempo e como se dá o envolvimento de um dos padres no caso. Sem falar na direção precisa, que recria momentos aterrorizantes de forma que o espectador veja pouco e monte o que está sendo falado em sua cabeça.

3 – “Life, Animated” (2016)

Life Animated

Owen Suskind encontrou superação para o autismo nos filmes da Disney Foto: Divulgação

Esse documentário conta a história de um garoto que desenvolve autismo aos três anos de idade e encontra nos filmes da Disney uma real possibilidade de melhorar sua relação com o mundo ao seu redor. Delicado e emocionante, o filme acompanha sua história de superação e mostra como as animações cativantes contribuíram na vida de Owen e sua família.

4 – “Icarus” (2017)

Icarus

Cineasta Bryan Fogel viveu como atleta para mostrar a fácil entrada de doping Foto Divulgação

Vencedor do Oscar de melhor documentário, “Icarus” é o exemplo perfeito da importância e peso que esse gênero pode trazer para o mundo. O filme começa mostrando o cineasta Bryan Fogel – que também é ciclista amador – tentando provar o quão fácil é a entrada do doping no esporte. O caso, porém, vai ganhando outras proporções a partir do momento que Fogel vai descobrindo diversos escândalos envolvendo atletas russos, chegando até o governo. “Icarus” se tornou o primeiro documentário distribuído exclusivamente por um serviço de streaming a ganhar um Oscar.

5 – “The White Helmets” (2016)

The White Helmets

“Capacetes Brancos” durante resgate na Síria Foto: Divulgação

Outro vencedor de Oscar, dessa vez em curta-documentário, “The White Helmets” (“Os Capacetes Brancos”, como são chamados) mostra a rotina do grupo de voluntários que ficou famoso na Síria por tentar resgatar sobreviventes em meio aos escombros nas zonas de conflito. A obra acompanha de perto o trabalho dos socorristas, mostrando como é arriscada e árdua a tarefa de quem está disposto a salvar vidas em lugares assim. Coragem dupla nesse caso, tanto dos que estão atuando como de quem estava lá para acompanha-los.

6 – “Attacking The Devil” (2014)

Attacking

Uso de Talidomida provocava o nascimento de bebês com má formação Foto: Divulgação

Esse documentário exalta o brilhante trabalho investigativo de uma equipe de jornalistas que resolve pesquisar algo intrigante que ocorreu na Europa, no período pós-Segunda Guerra Mundial. Havia, na época, um alto número de mulheres grávidas que ingeriram Talidomida, uma substância que vinha provocando má formação em bebês. Interessante – e assustador também – é observar como o caso vai escalando cada vez mais e aos poucos vai se revelando um aterrorizante esquema que envolvia inclusive os nazistas.

7 – “The Confession Tapes” (2017)

TCT

Imagens de arquivo de um dos interrogatórios em “The Confession Tapes” Foto: Divulgação

Essa é outra minissérie documental dividida em sete episódios, só que dessa vez cada um conta um caso diferente – só os dois primeiros falam do mesmo caso. O documentário se apoia em gravações dos interrogatórios feitos com os “supostos suspeitos” de terem cometido crimes e entrevista tanto autoridades, como parentes e amigos de quem foi interrogado. Curioso aqui é que fica escancarada a forma desleal como são conduzidos os interrogatórios por parte das autoridades. Em alguns casos são notórias as tentativas de incriminar a pessoa, mesmo sem ter provas. Pode se dizer que esse documentário é quase um grito de denúncia em forma de audiovisual.

8 – “A 13ª Emenda” (2016)

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De acordo com a diretora, os cenários de fundo das entrevistas representam a perda da liberdade da população negra nos EUA Foto: Divulgação

Dirigido por Ava DuVernay – que dirigiu o filme “Selma” – esse documentário, que concorreu ao Oscar de 2017, é um olhar profundo acerca do crescimento da população carcerária dos EUA ao longo da história. Mais do que isso, ele aborda a questão racial que assola o território americano até hoje e o fato de que o número de pessoas negras presas só cresceu no decorrer do tempo. Importante pelo tema e extremamente bem produzido, “13ª Emenda” chegou a ser incluído na versão mais recente do livro “1001 filmes para se ver antes de morrer”.

9 – “Turismo Macabro” (2018)

Dark tourist

O jornalista David Farrier se prepara para ver um ritual de uma família de vampiros Foto: Divulgação

Imagine um jornalista que resolve sair da zona comum e, ao invés de explorar lugares turísticos reconhecidos por beleza e qualidade de vida, se aventura em busca do exótico e perigoso. É o que faz David Farrier em “Dark Tourist” (“Turismo Macabro”). Ao longo dos oito episódios, Farrier passa pela famosa floresta suicida de “Aokigahara”, no Japão, conhece o ex-assassino particular de Pablo Escobar e passa o dia com uma família de vampiros nos Estados Unidos – sim, eles bebem sangue de verdade. Embora Farrier não seja um “poço” de carisma, é interessante conhecer lugares e hábitos tão bizarros e “fora da caixinha”.

10 – “Tales by Light” (2015)

Tales

Teria coragem de “domar” centenar de tubarões em prol de uma imagem? Foto: Divulgação

Sabe aquela história sobre o poder da fotografia de contar histórias que não vimos? “Tales by Light” é o exemplo perfeito disso e mostra diferentes fotógrafos por episódio tentando fotos perfeitas em diferentes lugares ao redor do mundo. Aqui, o mais interessante é ver os bastidores, as histórias de vida e os desafios encontrados da busca por essas imagens fascinantes – destaque para o episódio dos tubarões e da Índia. O documentário já está na terceira temporada – as duas primeiras estão na Netflix.


Márcio Rodrigues – 7º período

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