“Fúria em Alto Mar” prende o espectador em tenso thriller do início ao fim

Ação, suspense e tensão. Muita tensão! O filme Fúria em Alto Mar, que entra no circuito nacional neste fim de semana, não é apenas mais um caça-níquel do gênero. Trata-se de um thriller de ação inteligente, que tem como pano de fundo um tema comum na cabeça de uma parcela da sociedade brasileira nos últimos meses, que vai fazer o espectador pensar mais ainda sobre. Quem for ao cinema, poderá ver uma de suas conversas do happy hour sendo retratadas no longa.

Baseado no livro Firing Point, de George Wallace e Don Ketih, Hunter Killer, no original, relata a história de um submarino americano que vai em uma missão de reconhecimento, para saber o porquê do abatimento de um de seus submarinos no mar de gelo, que corresponde ao território russo. Ao chegarem no local, descobrem algo inusitado: além do abate à embarcação norte americana, os russos bombardearam a marinha do próprio país.

Agora, cabe ao comandante Jon Glass, interpretado pelo ator escocês Gerard Butler (300 e P.S. Eu Te Amo), descobrir a causa de toda essa confusão no fundo do Ártico. Em meio a todos esses ataques, a democracia russa também é acometida. O presidente do país é sequestrado por um grupo de militares, em um plano arquitetado pelo seu Ministro de Defesa, na intenção de iniciar uma guerra.

Capitaneados por Gerard, que é o comandante do submarino e do elenco em questão, a película desenvolve uma tensão do início ao fim, trazendo várias perguntas à cabeça do espectador: Em quem confiar? Quem está falando a verdade? Quem são os verdadeiros mocinhos? E os vilões?

O elenco traz atuações de coadjuvantes luxuosos. Os oscarizados Gary Oldman – vencedor do prêmio desse ano por sua atuação em O Destino de Uma Nação – interpretando um oficial cético e extremamente autoritário e Common – vencedor, em parceria com John Legend, de 2015 pela canção original Glory do filme Selma – um sub-oficial que arrisca não cumprir as ordens dadas pelo personagem de Oldman, porque acredita em seus homens que estão em combate. Porém o papel de herói, fica mesmo a cargo de Butler. Depois de já ter salvo o presidente dos Estados Unidos duas vezes (Invasão à Casa Branca e Invasão à Londres), agora ele terá que salvar o líder russo.

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Gerard Buttler em ação como Jon Glass Foto: Divulgação

O ator entrega um Jon Glass firme em sua posição de comandante do submarino. Com poucos sorrisos, porém afetuoso, Butler consegue sustentar o filme todo, mesmo em momentos que o roteiro deixou a desejar. Seu olhar traz convicção para sua tripulação e convencimento para o público, de que todas as suas ações são o certo a se fazer naquele momento. Tanto é que, um dos “diálogos” mais intensos do filme, é uma troca de olhares entre ele e o capitão da embarcação russa. A tensão do longa é transmitida pela tripulação do submarino. Nota-se no semblante de cada personagem o medo e o desespero de nunca mais sair do fundo do oceano, caso algo dê errado.

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Michael Nyqvist e Gerard Buttler como os comandantes que tentam solucionar o conflito. À esquerda na imagem, o ator sueco faleceu pouco tempo após o fim das filmagens Foto: Divulgação

A ação ocorre em três cenários distintos: o submarino – onde acontece a maioria das cenas, a sala de operações da inteligência militar dos Estados Unidos – onde está reunida a cúpula norte americana para a tomada de decisões e em terra – por um grupo formado de quatro fuzileiros que entram em terreno russo, para conseguir mais informações e é claro, dar alguns tiros.

O filme é longo. São quase duas horas e trinta minutos sentado na poltrona do cinema, onde os espectadores terão a oportunidade de refletir sobre temas extremamente relevantes na vida real. Um deles é em quem creditamos confiança. Será que essa pessoa irá corresponder positivamente esse crédito? E nós? Temos autoconfiança suficiente para assumir riscos mediante a tomada de decisões importantes?


Débora Esteves – 8° período

 

 

 

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