Eleições 2018: Bolsonaro abre vantagem na disputa pelo segundo turno

O DataFolha divulgou ontem (10) a primeira pesquisa de intenções de voto do segundo turno. O resultado mostra o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) à frente do concorrente Fernando Haddad (PT), com 58% e 42%, respectivamente. De acordo com o levantamento, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Votos brancos e nulos representam 8% e 6% não souberam responder.

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Resultado foi divulgado na noite de quarta-feira (10) Arte: Pablo Guaicurus / AgênciaUVA

Outra simulação do DataFolha perguntou aos entrevistados que votaram em outros candidatos no primeiro turno, em quem votariam agora. Entre os eleitores de Marina Silva, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes, a maioria disseram que seriam indiferentes. Dentre os que migrariam a escolha junto ao candidato escolhido no último domingo (7), Haddad leva vantagem nos três casos.

O Instituto perguntou ainda quando o eleitor decide o voto. A maioria, 63%, disse que escolhe com um mês de antecedência. Já 12% disseram escolher o candidato somente no dia da eleição. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de São Paulo e pela Rede Globo. O nível de confiança é de 95%. Para o cientista político Marcio Sales Saraiva, o resultado mostra algo parecido com os números do primeiro turno, quando Bolsonaro teve 17 pontos percentuais sobre Haddad. Ele acredita que a maior variação vai ocorrer quando a campanha eleitoral recomeçar.

O especialista analisou os movimentos que podem ser feitos nessa nova corrida. “Se o Haddad tiver habilidade política, ele poderá virar o jogo. Basta lembrar que a Dilma, em 2014, também chegou a estar perdendo para o Aécio Neves”. Enquanto se recupera do atentado, Jair Bolsorano tem restringido a campanha às redes sociais, estratégia que Marcio considera perigosa. “O segundo turno é um confronto de propostas. Se Bolsonaro mantiver a postura de falar somente para os seus, pode perder votos dos eleitores que não fazem parte de sua base”.

Ele continua e afirma que para evitar dano eleitoral, o presidenciável do PSL deve começar a debater ideias e ter uma postura mais ao centro, visto que agora a disputa está entre os eleitores que não votaram em nenhum dos dois candidatos. Já sobre Haddad, Marcio acredita que é preciso consolidar a força do candidato no Nordeste e buscar redutos eleitorais no Norte e no Centro-Oeste.

Por fim, salienta que o perfil do eleitor mudou e que não haverá uma transferência direta dos eleitores de Ciro, Marina e Alckmin, como em outras eleições: “Em tempos de redes sociais, o líder partidário não decide mais para onde vão os votos. Ele influencia, mas não determina”. A campanha oficial do segundo turno começa nesta sexta-feira (12).


Pablo Guaicurus – 8º período

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