Conheça curiosidades do cantor Mr. Catra

O funkeiro Mister Catra, nome artístico para Wagner Domingues Costa, faleceu há um mês, no dia 9 de setembro, com 49 anos de idade, em decorrência de um câncer no estômago. Muitos só o conhecem por essa profissão, mas ele era uma pessoa de multifaces, desde sua formação, até seu passado em outros estilos musicais. Conheça algumas peculiaridades da vida do cantor.

1 – Nos anos 80 e 90, Catra tinha uma banda de rock e tocava em eventos da faculdade. Chegou a se apresentar com seu grupo chamado O Beco em uma emissora de TV pequena. Ele era guitarrista e vocalista. Em 2017, também lançou um experimento do mesmo gênero, porém mais voltado para o funk com Os Templários.

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Mr. Catra faleceu aos 49 anos de idade Foto: Divulgação

2 – Em 2001, junto do rapper MV Bill, ele criou o Partido Popular Poder para a Maioria (PPPOMAR). Uma das regras do partido na época era que somente negros podiam se afiliar. Antes mesmo dele ser criado, já existiam mais de 50 mil pessoas interessadas em participar. No ano seguinte, devido a desentendimentos com o produtor Celso Athayde, o cantor saiu da liderança do partido.

3 – Também no começo do milênio, em 2004, a agência de Catra chamada RapSoulFunk realizou o maior festival de Rap da América do Sul, o Festival Hip Hop Manifesta. O evento aconteceu nas cidades do Rio de Janeiro e Florianópolis. Nomes como Ja Rule e Snoop Dogg, famosos rappers dos Estados Unidos, inclusive vieram para o país.

4 – Outra curiosidade, já conhecida de alguns, é que o funkeiro era poliglota. Além do português, ele falava mais quatro línguas: inglês, francês, alemão e hebraico. Isso se deve a sua educação, já que foi adotado pelos patrões de sua mãe, que trabalhava como doméstica. Do Morro do Borel, ele foi morar no Alto da Boa Vista, Zona Sul do Rio de Janeiro. Por ter tido um aprendizado melhor, conseguiu estudar no Colégio Pedro II e chegou a ser líder estudantil nessa época.

5 – Uma das razões de ter aprendido hebraico foi a sua ida a Israel para shows no exterior. Depois de visitar o Muro das Lamentações e ter descoberto um novo sentido para sua vida, se converteu ao judaísmo. Após isso, ele criou músicas nesse idioma propagando sua nova religião. No mesmo país, ele quase foi apedrejado, já que existem leis no país que permitem isso. Tudo não passou de um mal-entendido. Em entrevista à Jovem Pan, ele contou que foi andar de carro em um bairro judeu ortodoxo, o que era proibido, além de ouvir Rap no último volume e fazer uso de maconha.

6 – A posição de Mr. Catra sobre as cotas raciais era diferente do que muitos imaginam. Ele era contra essa Lei no Brasil. Dizia que na realidade “não foi o branco que escravizou o negro e sim os negros que escravizaram os próprios negros, vendendo-os para os europeus”. Achava que não deveria existir o Dia da Consciência Negra, só se existissem dias para todas as outras raças. Para ele, isso também era uma forma de racismo. Assista ao vídeo da entrevista abaixo.

7 – Mais um aspecto sobre a vida do cantor, é o fato dele apoiar a poligamia, sendo casado com três mulheres, que sabiam uma da outra. A primeira era casada com ele há mais de 20 anos. Catra deixa 32 filhos e quatro netos. O que poucos sabem é que ele adotou duas crianças soropositivas, sobrinhas de uma funcionária dele. “Trouxe para minha casa porque onde comem 30, comem 32”, disse o funkeiro.

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Mr. Catra com alguns de seus filhos Foto: Divulgação

8 – Por último, Catra defendia claramente o seu apoio à legalização da maconha, já que era usuário. Escrevia muitas músicas contando sobre o assunto, uma delas após um festival que ele organizou. Com a mesma música do Snoop Dogg, ele criou um hino para quem é usuário, intitulado: “Cadê o isqueiro?”.

Mr. Catra era doador de órgãos, porém, como morreu em consequência da falência múltipla de órgãos, foi somente possível que sua família doasse suas córneas. Apesar de ser julgado por suas letras de funk, o cantor demonstrava se importar com todos ao seu redor, por isso era considerado uma boa pessoa pelos que o conheceram.


Kim Oliveira – 7° período

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