“Buscando…” traz crítica social em um suspense inovador

Computadores, celulares e câmeras são janelas para nossas vidas. E é através dessas janelas que acompanhamos a saga de David Kim no filme “Buscando…”. A história narra a vida de uma família comum que é marcada por uma tragédia. Procurando seguir em frente após a morte de sua esposa, David tem que enfrentar uma grande busca por sua filha de 16 anos, Margot, que desaparece aparentemente sem deixar vestígios. No entanto, não existe atualmente um adolescente que não deixe suas “pegadas” virtuais, e é através delas que David realiza sua busca.

PÔSTER

Longa estreia no Rio no dia 20/09 Foto: Divulgação.

A tecnologia e as redes sociais são os protagonistas do filme, uma vez que toda a narrativa é construída pelas telas. O espectador não vê diretamente os personagens, mas sim suas imagens em vídeos, streaming, computadores e celulares. Uma proposta original, que parece complicada na teoria, mas na prática foi realizada de forma agradável e com muitas saídas criativas.

Com direção de Aneesh Chaganty, “Searching” (no original) é uma produção extremamente visual, com muitas informações que podem passar despercebidas para quem está concentrado no cinema. As redes sociais de cada personagem, os “avatares”, as mensagens recebidas, contatos, tudo é pensado com muito cuidado e de modo que esteja diretamente ligado à história principal. Assim, nada é feito por acaso, e a escolha da forma inovadora de narrativa se justifica.

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A história do filme é contada através das tecnologias atuais Foto: Divulgação.

Apesar de ser um suspense clássico, com reviravoltas e um final surpreendente, o longa também tem momentos que geram reflexão ao espelhar os comportamentos das redes sociais. Nesses momentos, que mostram por exemplo a busca desmedida por “likes” e “views”, os comentários muitas vezes cruéis dos internautas e até a ilusão gerada pelo grande número de “amigos” no Facebook, o filme lembra a série “Black Mirror”, conhecida pela crítica ferrenha à tecnologia. No entanto, “Buscando…” retrata de forma mais neutra a realidade, deixando a reflexão para quem assiste.


Maria Carolina Martuchelli – 6º período

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