A invasão da Ditadura Militar nas salas de aula

O período da Ditadura Militar foi especialmente conturbado para a área da educação.
Docentes e estudantes sofriam violência tanto psicológica, quanto física, quase que diariamente.

Segundo o professor de sociologia, Márcio Franco, hoje diretor da Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (SINPRO), a situação era a pior possível. Apesar de não ter pego os “Anos de chumbo”, como ele mesmo se refere aos anos mais difíceis da ditadura, teve que conviver com agentes militares infiltrados dentro de sua sala de aula.

Se dentro dos colégios a tentativa de controle se dava de forma mais discreta, o mesmo não acontecia fora do âmbito escolar. Márcio conta que sofreu perseguição, teve seu telefone grampeado e sua casa vigiada por semanas. E mesmo tendo vivido situações abusivas, como essas, afirma que teve sorte, pois nunca foi detido.

Essa junção de fatores originou um abalo profundo na educação básica. Além de todo marco deixado pelo regime militar, dois elementos marcantes herdados da ditadura, segundo o entrevistado, são a desregulamentação do setor privado da educação e o medo. Uma herança com peso demais para carregar.


 Larissa Barreiros Pinheiro 

Reportagem para a disciplina de Oficina Multimídia

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