Unindo forças e salvando vidas! 14 de junho é o Dia Mundial do Doador

Apesar de ser algo relacionado às revistas em quadrinhos ou aos cinemas, se tornar herói na vida de uma pessoa não é tão complicado quanto se imagina. O Viva Rio, uma organização não governamental voltada para enfrentar os problemas sociais da população, tem em seu projeto “Salvando Vidas, Gota a Gota”, uma campanha de doação de sangue, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, por meio das Clínicas da Família, e mais de dez hospitais e hemoterapias mobilizam a população carioca para o tema. Mantendo parcerias com hemocentros, associações comunitárias, igrejas e empresas, o voluntariado é responsável por mobilizar, informar e, muitas vezes, até levar os doadores aos bancos.

São mais de 6.500 vidas salvas desde 2010 e média de 300 doações ao ano. O responsável pelo projeto da ONG, Jorge Alberto, reforça a ideia de que a campanha é contínua, sendo necessário estimular o voluntariado para o doador retornar mais vezes. “O objetivo é promover a doação de sangue por meio de ações, realizando caravanas para as hemoterapias. O projeto “Salvando Vidas, Gota a Gota” convoca parceiros, colaboradores e usuários das unidades de saúde para doar sangue”.

Uma doação pode salvar de três a quatro vidas, e algumas campanhas surgem na importância de poder ajudar a causa. O auxiliar administrativo Paulo Roberto, de 38 anos, é doador frequente desde os 18, e conta que sai de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, para doar no Centro do Rio. O auxiliar afirma que a maior razão que o faz sair de casa para ir doar é a vontade de ajudar o próximo. “Eu nunca sei o dia de amanhã, talvez possa ser eu que precise, então eu faço a minha parte para quando eu precisar, ter alguém que faça o mesmo por mim”, revela Paulo.

As campanhas de doações são contínuas e, por este fato, em determinados momentos do ano, o número de voluntários varia, em alguns períodos aumenta, em outros diminui. Na opinião de Ana Ester Machado, Assistente Social do Hemorio, a taxa de doação de sangue no Brasil é muito baixa, tanto em nível nacional, quanto no estado: apenas 1,8% da população do Rio de Janeiro doa sangue. E o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de três a cinco por cento.

Ana Ester acredita que uma das ações para aumentar o número de doadores seria quebrar alguns mitos, pois as pessoas acham que podem contrair doenças durante o processo da doação. A Assistente Social reitera. “O procedimento não oferece nenhum risco para o doador, todo o equipamento é esterilizável e descartável. O voluntário não sentirá falta do sangue doado. Estudos científicos comprovam que em 24 horas o volume de liquido sanguíneo retorna ao normal”, esclarece.

Algo que é comum são as pessoas que doam só uma ou duas vezes devido a problemas particulares e depois não retornam mais. É o caso de Kelly Estéfany, de 32 anos, que, após doze anos, voltou a doar sangue novamente. “É a segunda vez que eu doo, a primeira foi por conta de uma cirurgia de mioma da minha mãe, o que me fez exercer o ato”, declara Kelly. Outro caso semelhante aconteceu com a enfermeira Èrica dos Santos Pereira, de 38 anos. “Já doei três vezes. A primeira foi em 1997, a segunda foi em 2009, quando minha irmã sofreu de câncer, e agora volto a doar depois de oito anos. O país está com tantos problemas que se cada pessoa ajudar de alguma maneira, a gente consegue ir melhorando aos poucos”, diz Èrica.

Aplicar esforços em campanhas para conscientizar as pessoas é uma tarefa que o Viva Rio tem buscado desenvolver e difundir. É importante investir em projetos para que o jovem tenha a noção da diferença que ele pode fazer na sociedade. E geralmente, quando a pessoa vai fazer sua primeira doação, este processo deve ser bem elaborado, para o voluntário ter vontade de voltar novamente. O estudante universitário David Marques da Silva, de 21 anos, que doou pela primeira vez, confessa que fez isso a partir do incentivo do pai. “Ele queria doar, mas não queria ir sozinho, então me chamou para vir junto. Confesso que foi uma grande experiência ter noção dessa importância toda. Talvez se ele não tivesse me chamado eu não teria vindo”, admite David.

O Dia Mundial do Doador é celebrado no dia 14 de junho, e o que muitas pessoas não sabem são os procedimentos que existem até o sangue chegar no paciente que necessita. A Assistente Social Karla de Oliveira Santanna esclarece o percurso. “Após a doação, o sangue é fracionado e dividido em plasmas, plaquetas e hemácias, posteriormente verificam-se os níveis de HIV, HTLV, Sífilis e Doença de Chagas e Hepatite. Depois as bolsas são conservadas e distribuídas aos locais de saúde que solicitarem”, informa Karla.

REQUISITOS BÁSICOS PARA DOAR

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem apresentar autorização assinada pelo responsável legal)
  • Possuir mais de 50 quilos
  • Estar em boas condições de saúde
  • Ter descansado bem na última noite
  • Estar alimentado
  • Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial.

POR DENTRO DA DOAÇÃO DE SANGUE

  • A média de sangue doado é de 450ml
  • O intervalo de uma doação e outra é de 60 dias para homens, com um máximo de quatro doações ao ano
  • Espaço de 90 dias para as mulheres, com o máximo de três doações no período de um ano.

Paulo Alberto Marques para a disciplina Projeto Interdisciplinar em Jornalismo I – Impresso

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