Crítica: ‘Rio Mumbai’

rio mumbai

“Rio Mumbai” é um filme nacional de ficção científica místico e com uma proposta atemporal, escrito, dirigido e estrelado por Pedro Sodré, que divide a direção  do longa com Gabriel Mellin. Logo no começo, a narrativa parece um pouco complicada, mas tudo vai sendo explicado no decorrer do longa. O protagonista da história, o jornalista Nelson (Pedro Sodré), começa a perceber mudanças no seu cotidiano e pensa estar em meio a paranoias, pensamentos impertinentes e sem nexo, porém, as coisas começam a mudar quando seu vizinho, o cientista Alberto, interpretado por Bruce Gomlevsky (“Renato Russo – O Musical”), tenta convencê-lo a respeito dos acontecimentos sucessivos em sua vida e que estariam relacionados a seus estudos sobre viagem no tempo.

No começo, Nelson fica cético. No entanto, as mudanças na sua jornada de vida faz com que ele mude de pensamento e comece a analisar detalhes da sua história a partir da teoria do cientista.  Como consequência, Nelson consegue se relacionar de uma forma mais próxima com sua esposa, Maria (Clara Choveaux, indicada ao prêmio de melhor atriz em Cannes em 2003 pelo filme “Tirésia”), por meio de um diário.

Pedro Sodré e Gabriel Mellin levaram sete anos para filmar o longa. Semelhante ao filme “Boyhood – da Infância à Juventude”, de 2014, que levou 12 anos para ser produzido e  mostrou o amadurecimento do protagonista, “Rio Mumbai” começa com o protagonista pré-adolescente, interpretado pelo ator João Leporage, que nas primeiras filmagens tinha apenas 12 anos. As cenas do filme exibem a passagem de tempo e o seu amadurecimento. Já na fase adulta é o próprio Pedro Sodré que interpreta Nelson.

Em seu primeiro longa, Pedro Sodré buscou referências em outros filmes e se inspirou na cultura indiana para a criação do filme. As filmagens aconteceram inicialmente na Índia e, somente depois, foram realizadas no Brasil.

“Rio Mumbai” é um filme diferenciado das demais produções nacionais, mas quem procura uma ficção científica igual às de Hollywood não vai encontrar nessa obra cinematográfica o mesmo tipo de narrativa. Mais econômico nos efeitos especiais, o filme traz belas cenas na Índia, mas a narrativa fica um pouco cansativa durante o desenrolar da história.

 


Daniela Oliveira – 6º período

 

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