
Sabe aqueles filmes de ação que parecem ser os mesmos sempre, com o mesmo ator e a mesma premissa? Então, “Desejo de matar” é um desses filmes. A mesma história (matam brutalmente alguém da família e o mocinho vai atrás de vingança), os mesmos cenários (gangues de rua, dias nublados)… os ingredientes perfeitos para um blockbuster do gênero. Ah, e o protogonista é claro não poderia ser um ator diferente dos já habituais: Bruce Willis.
Aí você pensa: “mais um Duro de matar” . Exatamente o que a maioria que assistir ao trailer poderá pensar. Só que não!
Em “Desejo de matar” (no original Death Wish), Willes não é um policial marrento, que conhece artes marciais e sabe lidar com todo tipo de armas. Ele não mata. Ele salva vidas. O ator interpreta um médico que tem uma vida tranquila com esposa e filha, vive em uma excelente casa em Chicago, sossegado e feliz. Buscando sempre não lembrar da adolescência difícil que teve.
Ele é calmo, nada acelerado, pensa muito bem antes de fazer ou falar qualquer coisa…seu Paul Kersey em nada lembra o detetive John McClane da famosa franquia. E isso nota-se ao olhar em seus olhos: quando a câmera fecha o close nos olhos azuis de Bruce, o espectador consegue sentir que ele não faz a menor ideia de como irá levar a justiça aqueles que fizeram mal à sua família. Ele tem um olhar de desespero!
E esse desespero leva-o a buscar vingança com as próprias mãos (o que já era esperado). Porém, o doutor terá que aprender tudo. Absolutamente tudo! Como se defender, defender aqueles a quem ama e, por tabela, defender aqueles que precisam de defesa e não a encontram nas autoridades.

“Desejo de matar” é sim mais um dos muitos filmes de ação, porém, não tem ação de início ao fim. E esse é outro diferencial. Com uma pitada de drama, mostrando todo o sofrimento pelo qual Paul tem que passar. E o suspense fica por conta da investigação policial, revelando que, em alguns casos, não enxergamos o que está bem próximo de nós.
Débora Esteves, 7° período

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