Fobia de animais pode ser um transtorno psicológico e precisa de tratamento

Quantos medos uma pessoa pode ter, sobre o que ou quais situações ela pode se sentir acuada e amedrontada? Para parte da população, o que causa esse medo são animais ou insetos e as motivações podem ter causas diferentes. Muitos já começam na infância com esse temor que com o passar do tempo pode se tornar uma fobia. Mas como se explica esse trauma que traz tantas complicações para as pessoas?

O medo por animais ou insetos pode prejudicar o indivíduo no trabalho, na escola ou até nas relações pessoais. Algumas pesquisas feitas por norte-americanos relatam que esse temor pode ser muito antigo, tendo sido passado por gerações mais antigas. O fato de a maior parte da população morar em áreas urbanas ajuda a criar uma repulsa maior por bichos.

Apesar de muitas pessoas terem seu medo manifestado na infância ou por conta de influenciadores, existem aquelas que desenvolveram já na fase adulta como é o caso da auxiliadora de documentação Andrea Giovanna, de 38 anos. Ela conta que sempre sentiu nojo por ratos, mas foi com 22 anos, em um restaurante com a sua mãe, que isso se tornou algo muito maior do que podia controlar.

Andrea Giovanna faz de tudo para não esbarrar com um rato pelo caminho. Foto: Acervo pessoal

Andrea faz de tudo para não esbarrar com ratos pelo caminho. Foto: Acervo pessoal

Enquanto as outras pessoas que estavam no restaurante fugiram, Andrea não conseguiu de imediato sair do local e um rato passou em cima dela. Desde esse acontecimento, ela evita almoçar em alguns restaurantes que não passam por inspeção da Vigilância Sanitária. Recentemente, o prédio onde mora teve uma infestação de ratos e Andrea passou a evitar jogar o lixo na lixeira ou ficar passeando pelos corredores. “Vou procurar a síndica do prédio de novo e pedir que ela tome uma providência, para que isso não ocorra mais.”

Medo também é uma forma de proteção

Os cientistas concordam que o medo é uma forma de proteção para o corpo, que atua como aliado na percepção de perigo ao redor. Todo mundo tem medo de alguma coisa, porém não são todos os que deixam de fazer algo na vida por conta disso. Quando isso acontece, psicólogos são indicados para tratar esses casos. Fobias por animais podem ser consideradas como transtorno de ansiedade, no qual o indivíduo possui medo até um determinado momento. Os estudos sobre esse assunto apontam que a fobia pode ser dividida em duas categorias: medo relevante e irrelevante.

A auxiliar administrativa Tatiana Rubim,  de 36 anos, sentia um simples medo quando uma barata chegava perto dela, entretanto, quando a sua casa na infância estava em obra, ela se deparou com o inseto voando para cima dela e assim a fobia se iniciou. Depois do incidente, Tatiana não conseguia ficar no mesmo ambiente em que o inseto se encontrava. “Eu parava o que estava fazendo até que conseguissem dar um fim no bichinho.” Atualmente, depois de se tornar mãe, teve uma diminuição do seu medo por consequência dos filhos. “Antes eu ficava paralisada quando via uma barata; hoje eu já consigo enfrentar o medo para o bem dos meus filhos.”

São tantas as causas que podem fazer surgir esse medo tão intenso e, em muitos casos atrapalha a vida das pessoas. A psicóloga Helen Alice faz um resumo de como pode ocorrer isso: “As origens da fobia podem ser várias. A pessoa pode ter vivenciado alguma experiência traumática ou pode ter presenciado alguma pessoa próxima vivenciar uma experiência traumática”.

Fobia por baratas. Foto: Pixabay

Para muitos, uma barata é percebida como uma ameaça. Foto: Pixabay

A fobia é o termo usado para esse medo que impede de fazer alguma coisa, como explica a psicóloga Helen Alice Bezerra. “A fobia é caracterizada por um medo intenso frente a um objeto ou situação. No entanto, esse medo precisa estar associado a um prejuízo social e interferir na qualidade de vida do sujeito, ou seja, ele deixa de trabalhar, de sair, de estar com amigos, família por causa desse medo. A fobia possui tratamento através de acompanhamento psicológico, onde são definidas seções e são utilizadas várias técnicas. Algumas dessas técnicas são a aproximação ao objeto fóbico e a de enfrentamento. Essas técnicas não são utilizadas de uma vez e nem logo de cara no início do tratamento. Elas ocorrem de acordo com a evolução do paciente no processo terapêutico.”


Nathalia Gonçalves e Dayane Rodrigues – 6º período

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s