Disposição que não tem idade

Todos sabem que a atividade física é algo muito importante não apenas para manter o corpo em forma, mas principalmente para garantir que a saúde esteja sempre em dia. E se estar com o corpo em constante movimento é importante para os mais jovens, para quem está na terceira idade, se exercitar é uma forma muito eficaz para evitar a ociosidade e o cansaço do corpo.

O processo de envelhecimento é caracterizado por várias transformações progressivas e irreversíveis em função do tempo e pode ser observado não apenas no corpo, mas também na mentalidade e no modo de agir de cada um. Assim como profissionais de educação física, familiares e os próprios idosos devem manter esforços na busca de um envelhecimento bem-sucedido, que pode ser caracterizado por um equilíbrio entre o envelhecimento biológico e psicológico.

Equipamentos ao ar livre são usados para o exercício físico. Foto: Zahyr Neto / AgênciaUVA

Equipamentos ao ar livre são usados para o exercício físico. Foto: Zahyr Neto / AgênciaUVA

O envelhecimento para muitos é visto como o fim da vida, onde a pessoa idosa não tem mais condições de realizar com firmeza as tarefas que sempre executou, mas há também aqueles que tem uma vontade imensa de viver como o famoso caso de Robert Marchand, que bateu o recorde ao percorrer 22,547 quilômetros em uma hora aos 105 anos de idade.

A falta de oportunidade de praticar atividade física na terceira idade fazem com que os idosos desanimem ainda que tenham muita vontade de viver, e para essas pessoas a atividade física é um modo de mostrar que ainda são capazes de fazer coisas extraordinárias. A fisioterapeuta Alexandra Diniz é proprietária de uma academia de educação física no Rio de Janeiro e tem entre seus alunos alguns representantes da chamada “melhor idade”. Ela conta que alguns chegam desanimados e se dizem obrigados a estar ali, mas depois de algum tempo de exercícios todos se animam. É importante não apenas a dedicação em si, mas também a socialização entre eles durante as aulas.

“Eles conversam durante as aulas entre si e é muito legal ver essa troca entre eles. Cada um conta um pouco a sua história e eles vão se entendendo. Eles aproveitam a aula do início ao fim e os ajudam a ter uma velhice mais saudável e uma vida mais duradoura. Dentre os benefícios da atividade física na terceira idade temos a melhoria do bem-estar geral, a melhor condição da saúde física e mais importante, a preservação da independência, lembrando que a atividade física é uma das intervenções mais eficientes quanto à melhora da qualidade de vida dos idosos, pois auxilia no controle das mudanças ocorridas pelo processo de envelhecimento, promovendo a independência e autonomia nas atividades do cotidiano.”

Mas apesar de todos os seus benefícios, Alexandra ressalta é preciso ter cautela com os alunos que têm uma idade mais avançada. Ela afirma que sempre solicita uma consulta ao médico e ao cardiologista, para evitar quaisquer problemas de cansaço, fadiga ou espasmo muscular. Ela lembra de um dos seus alunos que teve um grave problema na academia durante um exercício de musculação e que atualmente se recupera de uma intervenção cirúrgica.

“Durante uma aula de musculação, ele acabou lesionando o ombro direito e após alguns exames, foi constatado uma ruptura no ligamento entre os tendões. Ficamos todos muito preocupados e serviu como um alerta aos colegas dele que as aulas têm os prós, mas também têm os contras e que a prevenção é o melhor remédio”, explica Alexandra.


Zahyr Neto – 8º período

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