Spohr fala sobre seu universo ficcional: ‘Está em expansão contínua’

Um dos nomes mais conhecidos da literatura fantástica brasileira, o escritor Eduardo Spohr teve um contato ímpar com as mais diversas culturas, desde a infância, graças ao trabalho dos pais que eram piloto de avião e comissária de bordo. Para o então jovem Eduardo, essas experiências fomentaram o que viria a ser um elemento crucial de suas obras, a diversidade de personagens e suas filosofias de pensamento.

Obra mais conhecida de Spohr, a tetralogia angélica tornou-se referência no mercado literário nacional por trabalhar o conceito de um universo inteiramente novo e dinâmico feito por um autor brasileiro. Em entrevista exclusiva à AGÊNCIAUVA, o Spohr fala sobre o universo da cultura pop no Brasil e sobre adaptações de livros para o cinema.

AGÊNCIAUVA: É complicado lançar uma obra cujo o tema seja mitologia brasileira?

EDUARDO SPOHR: Eu acho que vai variar de acordo com a qualidade da obra, se o produto for bem escrito e bem divulgado. Não existe essa história de preferência a uma mitologia estrangeira em detrimento de uma brasileira. Isso não é uma questão nem para a editora, nem para o autor, nem para o leitor.

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Eduardo Spohr fala de sua visão da profissão [foto: Lizandra Rios\ Agência UVA Barra]

Sobre a adaptação de um livro para o cinema, você acha que o autor deve acompanhar de perto o desenvolvimento de uma adaptação ou ele deve ficar apenas como consultor e deixar nas mãos do roteirista?

Depende do escritor, cada um tem uma visão. O Bernard Cornwell (escritor), por exemplo, me disse em uma entrevista que ele é o tipo de cara que não se preocupa e deixa tudo nas mãos dos produtores. Já outros preferem ter mais controle, como é o caso, me parece, da J.K Rowling (escritora), que sempre revisava o roteiro dos filmes do “Harry Potter”. Então, depende muito da visão que o autor quer para a sua obra no cinema.

Depois de finalizar a tetralogia angélica, qual será o próximo passo? Você planeja expandir esse universo?

No meu caso, até agora, esse universo do “Batalha do Apocalipse”, que eu criei junto com os meus amigos, é uma expansão contínua. Tanto é que eu lancei o universo expandido há pouco tempo, que é um guia visual daquele universo, que serve também para cada vez gerar mais histórias e mais ideias.

 

Gustavo Barreto – 6º período

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