Gayle Forman: ‘Livro é como terapia. Então, leia!’

O poder dos livros como agente de mudança.

“A vida não muda em um dia, mas há eventos que são pontos cruciais na mudança e você só percebe depois que muito tempo se passou”. Foi desta forma que a escritora norte-americana Gayle Forman explicou a temática de seus livros na arena #semfiltro da Bienal do Livro do Rio, no último dia 7 (quinta-feira). Já no espaço Café Literário, o jornalista e escritor André Trigueiro falou sobre o papel do cidadão brasileiro, em meio aos colapsos ecológicos do presente, e de como ações diárias geram exemplos que mudam o Planeta,  no debate “Futuro Sustentável”.

“Intercâmbio, uma viagem com Gayle Forman e Paula Pimenta” reuniu cerca de 200 pessoas nas arquibancadas da arena #semfiltro para um papo descontraído em forma de entrevista e mediado por Rosane Svartman. Os três falaram sobre os temas taboos que Gayle explora em nas obras “Se eu ficar” e em seu mais novo lançamento, “Leave Me”, além de comentar sobre adaptações cinematográficas, inspirações pessoais e dicas para quem quer se aventurar no mercado.

“Livros são como terapia, só que mais barato. Então leia, leia, leia. Todo autor vai te influenciar, seja de forma boa ou ruim, se te fez ter inveja por que o autor escreveu tão bem e te inspira a ser mais ambiciosa e arriscar, continue lendo”, afirma a americana.

download

Para Gayle o ponto comum em todos os livros que já escreveu são as mudanças drásticas que viram pontos-chave da vida. “Todo mundo vive momentos que vê claridade. São acontecimentos que te fazem ver que não queria estar ali ou ser aquilo que você olha no espelho, mas perceber que tem o poder de mudar que dão esperança e empoderam os personagens”.

E, dessa forma, a arte imita a vida, como defendido pelos autores presentes na discussão “Futuro Sustentável”, realizada no Café Literário. Maurício de Paiva, Sérgio Túlio Caldas, André Trigueiro e Matthew Shirts conversaram sobre a importância de se tomar atitudes drásticas e cobrar do governo, para mudar o mundo.

“Somos o único país com nome de árvore, mas nunca chegamos perto de valorizar nossos recursos. Sejam ‘ecochatos’ e ‘biodesagradáveis’ cobrando medidas”, defendeu Trigueiro quando perguntado sobre formas de sensibilizar mais pessoas da importância de ser realmente verde. “O programa ‘Cidades e Soluções’ do André, as fotografias da Amazônia do Maurício trazem muitas coisas positivas, porque dão visibilidade”, exemplificou Sérgio, autor do livro juvenil “Terra sob Pressão”.

Seja na vida pessoal ou na pública, em questões particulares ou socioambientais, as atitudes que se tomam hoje impactam o futuro. É por isso que mesmo que os autores de ambas as sessões não tenham se encontrado, deixam a lição de que fazer parte da mudança é essencial. “Vocês são agentes da mudança. Ninguém vem ver um painel sobre Futuro Sustentável por obrigação. Nosso papel é incomodar”, finalizou Trigueiro.

Luana Feliciano – 6º período 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s