Mais um filme e contando

piratas-do-caribe-5Este título enquadra bem o que significa “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”. O entretenimento é o que tem de ser colocado como principal motivador do filme, já que não dá para esperar algo inovador. Depois do primeiro filme, os seguintes se tornaram apenas sequências de um sucesso de renda e, consequentemente, de público. O segundo “Piratas” foi importante para dizer que a fantástica primeira experiência no universo da pirataria poderia ser revivida. O terceiro longa serviu como uma espécie de conclusão mediante aos fatos ocorridos na segunda obra, formando assim uma trilogia de respeito.

Entretanto, um quarto filme foi anunciado e muita gente ficou sem entender o por quê disso. Este quarto Piratas do Caribe trouxe uma nova história com a mesma tripulação, uma nova aventura focada em Jack Sparrow, e o personagem tendo mais uma vez o apoio do “anti-herói” — se é que podemos chamá-lo assim –, Capitão Barbossa e todos os elementos que fazem o mundo dos piratas ser mágico como o navio Pérola Negra. Mas o fim desta obra deixou em aberto a possibilidade de um novo filme surgir tendo como chavão a volta de personagens como Will Turner e Elizabeth Swann. Claro que fãs ficaram eufóricos, mas o público em geral desdenhou e não achava que valesse a pena mais um filme.

Bem, o quarto filme não seguia a trilogia, era uma história separada e que, por conta disso, fomentou a ideia de ser mais do mesmo. Essa sugestiva decepção com a última obra, fez com que houvessem dúvidas sobre a necessidade de mais filmes da franquia. Entretanto, o mais novo filme fugiu da obviedade. O fator determinante para a Disney ainda fazer produções dos “Piratas” é, sem dúvidas, a garantia de ter uma marca consolidada e o público alvo, composto em sua maioria por crianças e adolescentes, reagir ao personagem de Johnny Depp com uma automática histeria. Seja por ele ser cativante e engraçado ou por todo conjunto.

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Um dos motivos para esse quinto filme ser diferente é a incorporação dos novos protagonistas — Kaya Scodelario, a atriz anglo-brasileira, e Breton Thwaites dão uma renovada nos ares, a representação de ícones amorosos para os fãs colarem como pôsteres na parede rejuvenesce. Certamente não possuem o mesmo carisma de Orlando Bloom e Keira Knightley, e o foco de muitas das tramas não serem eles, mas conseguem seus minutos de fama com dignidade. “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” se comparado a seu antecessor, é ao menos justificável sua existência e até, de certa forma, bem-vindo. A fórmula do filme não é um mistério, é a mesma dos anteriores. Um vilão surge logo no começo querendo vingança perante a algo que ocorreu no passado, e o Capitão Jack tem algo que é do interesse deste. A primeira aparição de Sparrow é diante de uma confusão engraçada em que logo se esbarra com a mocinha da história. Logo, ele é colocado na cadeia e, à procura de ajuda, aparece o protagonista. E por aí vai. Só que a forma que é escolhida para fazer a história funcionar que faz a diferença.

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Claro que a aparição de um irreconhecível Paul McCartney também merece destaque. O Beatle faz, talvez, a cena mais engaçada, se for levado em consideração que ele e Johnny Depp são amigos na vida real. Para os mais saudosos da presença do músico no cinema, seu papel soou bem similar ao de “A Hard Day’s Night”, filme de 1964 dos Beatles – divertido e sarcástico. Ele é o segundo grande músico a fazer uma aparição num filme da franquia; o primeiro foi Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. Keith interpretou o pai de Jack Sparrow em “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”, de 2007. Paul, por sua vez, ficou com o papel do tio pirata.

Os efeitos especiais também são necessários para o ar de ilusão ao padrão Disney. Mas a manutenção de personagens chaves para qualquer enredo foi providencial para o fator emocional, Capitão Barbossa e Will Turner ganham pontos nisso. O vilão da vez,  Capitão Salazar, é talvez o elo mais fraco para a liga do filme. Motivações fracas e uma história mal contada para libertação da maldição. Seu antagonismo perante Jack é importante, mas não grandioso. Sua presença serviu apenas para introduzir o jovem Jack Sparrow. Ademais, a nova empreitada da franquia “Piratas do Caribe” serve para compararmos com as antigas e tentar deduzir qual é a melhor. O que se tem garantido é muitas risadas e diversão. Pode levar sua família sem medo aos cinemas.


Roani Sento Sé – 7º Período

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