Lugares do delírio

No Museu de Arte do Rio (MAR), sob a gestão do Instituto Odeon, está em cartaz, até o dia 10 de setembro a exposição Lugares do delírio. Idealizada por Paulo Herkenhoff e com curadoria de Tania Rivera, a mostra apresenta cerca de 150 trabalhos – entre instalações, mapas, performances, pinturas e objetos – de diversos artistas, como Cildo Meireles, Laura Lima, Anna Maria Maiolino, Arthur Bispo do Rosário, Fernand Deligny, Lygia Clark, Raphael Domingues, Gustavo Speridião, Fernando Diniz, Cláudio Paiva, Geraldo Lúcio Aragão e outros. Trata-se de uma reflexão política e ética sobre loucura e arte.

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Exposição “Lugares de Delírio” [foto: Canal Arte].

Ao longo da exposição começamos a ter contato com um acervo de fotos e vídeos, e também desenhos e pinturas que impactam o espectador, a presença tanto de artistas que nunca tiveram contato com experiências psicóticas como o artista Arthur Bispo do Rosário, que viveu mais de 50 anos internado em clínica psiquiátrica e até artistas que ficaram internados denotam a realidade através da arte que a loucura não é impedimento nem um divisor que inferioriza a visão do artista, pelo contrário apenas constitui um novo olhar sobre o próprio universo do artista.

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Exposição “Lugares de Delírio” [foto: Canal Arte].

A exposição se insere num eixo de programação do MAR que se chama arte e sociedade e aposta na possibilidade da arte nos ajudar a pensar problemas sociais, expõe Tania Rivera psicanalista e curadora da exposição na coletiva lugares de Delírio no MAR. A ideia é trazer a loucura que é uma questão tabu na sociedade para que a arte seja um modo de repensar essa visão social. E através disso poder ver de forma mais sincera a e intimista esse universo, podendo assim trazer questionamentos e soluções de inclusão na sociedade.

A palavra “delírio” denota na verdade a força criadora de re-estabelecimento e reposicionamento da razão e o século XXI tem nos impedido a rever o “bom senso” e o “senso comum”,  não se pode fazer uma reflexão acerca do recobramento da razão sem antes entender até onde se define ou não o que é de fato a loucura. A partir dessas indagações, Lugares do delírio foi idealizada há mais de dois anos por seu primeiro diretor cultural, e agora está em exposição no Museu de Arte do Rio.


Caroline Persón – 3º Período

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