Potencial desperdiçado

332164.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx“Será que existe vida fora da Terra? ” “E se existir, estamos preparados para lidar com os extraterrestres? ”. Essas duas perguntas são exemplos levantados quando o assunto é vida alienígena. E é justamente a dúvida central que paira pela trama do filme “Vida”. No mais novo longa hollywoodiano, seis astronautas descobrem a verdade sobre essa questão.

Contextualizando, em uma estação espacial internacional, seis astronautas tem a missão de pegar uma célula coletada em Marte e analisa-la. Sho Murakami (Hiroyuki Sanada), Rory Adams (Ryan Reynolds), Miranda North (Rebecca Ferguson), David Jordan (Jake Gyllenhaal), Ekaterina Golovkina (Olga Dihovichnaya) e Hugh Derry (Ariyon Bakare) compões o time de desbravadores do espaço.

Ao coletar a célula, a equipe descobre que ela tem vida – um marco para a história – e, melhor – ou não –, ela também tem a capacidade de pensar e reagir a estímulos, ou seja, é vida inteligente. O problema começa quando Calvin – nome dado ao pequeno alienígena – fica maior e decide se rebelar. A partir daí a trama vira uma perseguição, um suspense muito parecido com “Alien- o Oitavo Passageiro”.

Até aí a trama vai bem, o tom obscuro e de total tensão consegue construir uma ótima aura para a obra, o problema é que na metade do filme, o longa deixa de ser um produto de suspense e passa a ser ação, uma verdadeira caça de cão e rato. O ritmo acelerado foi um recurso de roteiro para segurar os espectadores que gostam de cenas frenéticas, o problema é que isso acaba traindo o timing imposto no início.

Essa virada de gênero não foi o único erro do roteiro. A trama super clichê de filmes espaciais e as histórias pessoais, completamente desnecessárias, dos personagens ali envolvidos, cansam o espectador e tiram o brilho da obra. Os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick, que já trabalharam com Ryan Reynolds em “Deadpool” não foram tão bem dessa vez. Contudo o diretor Daniel Espinosa não decepciona e consegue passar tensão nos momentos certos e velocidade nas cenas de ação, mesmo apresentando uma fotografia quase copiada de “Gravidade”.

David Jordan (Jake Gyllenhaal) in Columbia Pictures' LIFE.

Outro ponto baixo do filme são as atuações. Como já dito, o roteiro não ajuda, mas mesmo assim, a falta de carisma dos astronautas é nítida, nem mesmo o super extrovertido Ryan Reynolds consegue convencer. Só Jake Gyllenhaal, talvez, agrade, uma vez que seu papel era a de um médico solitário, quase depressivo, e isso o ator sabe fazer muito bem, vide “Donnie Darko”, “O Abutre”, “Prisioneiros”, “Nocaute” etc.

Mesmo com tantos pontos baixos, “Vida” não é um filme ruim. A história é sim medíocre e não apresenta nada de novo, mas entretêm e faz bem o papel de responder as perguntas iniciais que abriram o texto.


Iago Moreira- 7º Período

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