Games e o desenvolvimento infantil

Nos anos 80 havia o mito de que os videogames estragavam os aparelhos de TV. Era muito comum ouvir os pais impondo restrições de horários para seus filhos jogarem. Passou-se a década e nos anos 90 chegaram os jogos que continham violência e sangue, mais motivos para pais restringirem ainda mais o uso de videogames. A briga chegou a ficar acirrada por mais duas décadas até o momento em que ser gamer tornou-se profissão. Cada dia que passa mais jovens ingressam mais cedo no mundo dos games só que dessa vez recebem apoio dos pais. Esse apoio pode vir muito por conta dos campeonatos televisionados de League Of Legends, torneio que tem como premio uma grande quantia em dinheiro. Mas não, aparentemente não se trata só disso.

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O clássico console “Atari” [foto: Reprodução da Internet].

Pais mais atentos conseguiram ver que a evolução dos jogos com histórias e designs diferenciados podem estimular de forma didática os jovens a se interessarem em trabalhar o cérebro criando estratégias com fácil adaptação. Em 2011 uma pesquisa realizada pelo NPD Group nos Estados Unidos mostrou que 91% das crianças do país já jogavam em aparelhos eletrônicos e estas com a faixa etária entre os 2 aos 17 anos de idade. Esta rápida aptidão dos jovens ocasiona uma abertura maior, ou seja, cada vez mais pessoas deixam os filhos terem contato com IPhones e Smartphones nem que seja para apenas distraí-los. Esse primeiro contato influencia cada vez mais os jovens e seus estímulos cerebrais, tornando as crianças que jogam games mais criativas.

Para o artista de design de jogos 3D e ex-professor da escola de computação gráfica Seven, Diego Maia, de 22 anos, a questão possui dois lados. “Vejo que traz benefícios e malefícios. Os jogos se tornaram muito acessíveis para variadas plataformas que temos hoje e são um grande potencial de ajudar a desenvolver cognições e noções desde a infância, mas também podem se tornar um grande limitador, tornando as crianças e jovens mais dispersos e menos enfáticas em relação ao mundo real assim como qualquer outra forma de mídia como televisão, filmes e web. O excesso também pode ser prejudicial”, ele afirma.

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Criança jogando o clássico game “Pac-Man” [foto: Reprodução da Internet].

Quanto à forma como os designs e histórias são feitos pelas empresas de games de maneira até didática, Diego explica como os games sempre desempenharam essa função. “Desde a época que os jogos tinham várias limitações técnicas, como a era dos 8 bits já era possível perceber uma forte influência sobre essas questões. Através de simples gráficos e puzzles já era possível criar experiências totalmente inovadoras que estimulassem o público ao desafio e à criatividade, os fundamentos de design e lógica se mantiveram quase os mesmos até hoje. Já existem vários estudos e pesquisas sobre como os jogos podem ajudar as pessoas a desenvolverem a cognição de tomada de decisões, reflexos”.

O artista também conta que, aos cinco anos, já era fã de games e logo se viu inspirado a fazer cursos para aprender como criar os próprios jogos. “Games servem até como válvula de escape para o estresse. Eu ainda desejo explorar desde a produção de arte, como a modelagem em 3D, até o design funcional, como definir uma experiência interativa. Ainda existem muitas coisas a serem aprofundadas quanto ao que sabemos sobre o assunto e há, sim, uma preocupação quanto à maneira como isso afeta no psicológico de uma maneira geral”.


Roani Sento Sé – 7º Período

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