Ritmo gaúcho em terras cariocas

Na última sexta, dia 7, a Casa do Choro, localizada na tradicional Rua da Carioca, no centro do Rio de Janeiro, recebeu uma apresentação embalada pelo bandolim do músico porto-alegrense Elias Barboza, que veio à capital do samba com um repertório que foi do chorinho à polca – tradicional ritmo sulista – para o evento Saraus Cariocas, que vai até o dia 29 de outubro, no Auditório Radamés Gnatalli. O show começou pontualmente ao meio-dia e meia, horário marcado na programação do evento. Elias subiu ao palco acompanhado pelo pianista Fernando Lietzke, Rafael Mallmith, responsável pelo violão de sete cordas, Daniel Delavusca, no cavaquinho, e Marcus Thadeu – o único carioca do quinteto – cuidando do pandeiro e da percussão.

O concerto, composto apenas por canções instrumentais, foi iniciado por “Quando o Samba Chora”, que recebeu aplausos da plateia. Logo em seguida, o grupo mostrou a variedade musical com a polca “Doce no Formigueiro”, composto por Elias e inspirado na banda carioca Os Matutos. Na metade da apresentação, o músico principal explicou o porquê de à composição “Luminoso” ser tão especial para a carreira dele. “Os festivais lá de Porto Alegre são muito voltados para a música gaúcha, e o Festival Moenda da Canção é um dos mais abertos, dá para tocar um choro, um samba… E eu tive a honra de ganhar com essa música”.

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Elias Barboza (centro) e equipe de músicos.

Outro ponto alto do show foi quando Elias falou sobre sua amizade com Rafael Mallmith, que foi o primeiro do grupo de gaúchos a se mudar para o Rio de Janeiro. Devido à façanha, Elias compôs “Mallmith Vem Aí”, e, como uma forma de retribuição, quando o bandolinista decidiu ir à Cidade Maravilhosa, Rafael compôs a canção “Elias no Rio”. E, claro, ambas as composições foram tocadas, para a alegria da audiência. A parte final do concerto foi dedicada a homenagens e agradecimentos, além de uma revelação para a plateia. “Essa apresentação está sendo transmitida ao vivo pelo Facebook”, anuncia Elias. “Um beijo especial para os meus pais, para a minha noiva, Ju, os familiares dela, que estão assistindo lá em Porto Alegre… E a vocês, é claro! Não posso descrever a honra que estou sentindo desde que cheguei aqui”, completa o artista.

Entre “Os Velhos Chorões”, “Lançando a Isca”, “Frevilhando” – as últimas músicas do show – e o bis “O Galho Seco do Jacaré” – “um choro com sotaque nordestino”, segundo Elias –, o bandolinista aproveitou para dar dois últimos recados. “A minha irmã sempre reclama que eu falo dos meus pais e não falo dela, então, Mari, um beijo para ti também”, declara, e completa agradecendo os outros músicos que mesmo com pouco tempo de ensaio, fizeram um excelente trabalho.


Daniel Deroza- 4 Período

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