A intenção até que foi boa, mas…

282704-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxAkira Kurosawa revolucionou o cinema mundial ao lançar “Os Sete Samurais” em 1954. De lá para cá, diversos filmes se inspiraram na obra do diretor japonês para basear suas premissas. Seis anos depois John Sturges criou “The Magnificent One”(Sete Homens e Um Destino, na tradução), uma adaptação norte-americada – não tão boa, mas também não chega a ser ruim – da história oriental. Agora, em 2016, Antoine Fuqua aparece a publico com um Remake da história da década de 60, ou seja, uma adaptação da adaptação.

Como na maioria dos casos, cada vez que uma história é modelada e refeita, um quê de qualidade é perdido nesse meio do caminho. Desta vez não foi diferente. “Sete Homens e Um Destino” não chega a ser um filme ruim, mas sucessivos erros – especialmente na direção – estragam a experiência dos expectadores presentes. Mas, para as pessoas que não são tão críticas quanto ao acabamento de um longa, um divertido filme as esperam.

Contextualizando, Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard) – um tirano dono de terras – decide que irá explorar as minas de ouro de uma cidade do velho-oeste americano. Para isso, ele oferece uma mísera quantia de 20$ e uma semana para que os moradores do local saiam das terras. Com o intuito de defender seu lar, Haley Bennett (Emma Cullen) contrata Sam Chisolm (Denzel Washington) para que ele, junto com quem mais for preciso, os proteja.

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Por sua vez, o caçador de recompensas Chisolm decide recrutar um grupo de renegados e veteranos de guerra para ajudá-lo nessa batalha. Com isso, o “poderoso” time – formado pelo alcoólatra viciado em jogos Josh Farraday (Chris Pratt), pelo atirador de elite traumatizado Goodnight Robicheaux (Ethan Hawke), pelo ex-confederado Jack Horne (Vincent D’Onofrio), pelo asiático especialista em facas Billy Rocks (Lee Byung-hun), pelo mexicano fugitivo Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo) e pelo índio guerreiro Martin Sensmeier (Red Harvest) – é formado.

Mesmo com esse elenco poderosíssimo, Fuqua (famoso por dirigir obras como “Dia de Treinamento” e “Nocaute”) não os explora e a relação entre eles fica muito rasa. Veja bem, a história é um western clássico, ou seja, um velho oeste. A improvável junção entre esses personagens tão diferentes e caricatos deveria render boas horas de risadas e conflitos ideológicos, todavia o roteiro não se aprofunda nesses pontos e força uma amizade, quase imediata, entre os personagens, ao melhor estilo “Esquadrão Suicida”.

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Outro ponto que incomoda bastante os mais atentos são os, repetitivos, erros de continuidade. Objetos de cena, sendo alguns até importantes, somem – ou trocam de lugar – conforme as mudanças de quadro acontecem. Esse erro primário, e gravíssimo, de produção mostra que o diretor não teve cuidado com a finalização da obra, uma vez que com a computação gráfica esse engano poderia ter sido corrigido.

Todavia, as cenas de ação, principalmente as que envolvem Denzel Washington e Ethan Hawke, entretêm e deixam o público animado, no melhor estilo Bang-Bang acrobático. E mesmo com a má exploração por parte do roteiro, os atores principais, e até mesmo os secundários, fazem muito bem seus respectivos papeis caricatos. No fim das contas, “Sete Homens e Um Destino” não é um filme sensacional, mas rende algumas horas de divertimento para o grande público.


Iago Moreira- 6º Período

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