“ConCertando” os erros

354197-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxHá um ditado popular que diz que “o único modo de evitar os erros é adquirindo experiência; mas a única maneira de adquirir experiência é cometendo erros”. Essa frase é a que melhor resume a linha do tempo da saga da “Bruxa de Blair”. Depois de revolucionar o cenário cinematográfico em 1999 com o primeiro longa, a franquia falhou ao lançar o segundo, “O Livro das Almas”, e decepcionou os fãs. Mas nesse ano, a obra que marcou a história está de volta para se redimir e provar que o terror não precisa de produções milionárias para ser bom.

A saga marcou a história do cinema por diversos motivos. Primeiro por inaugurar uma nova característica de filmes, o Found Footage, espécie de gravação amadora, subjetiva, feita sem nenhuma estabilização, para passar a impressão de filmes caseiros. E segundo por se tratar de um estilo de produção barata, que fatura muito nas bilheterias. O primeiro longa, “Projeto Bruxa de Blair”, só custou 35mil dólares para ser feito e arrecadou mais de 250 milhões.

Além disso, a obra original também contava com uma história boa, muito envolvente, que – aliada com um belo plano de marketing – fazia com que os espectadores pensassem que tudo era real. Todavia, tudo que sobe, uma hora tem que descer. Um ano depois, já pensando mais no lucro e não na qualidade, os detentores do direito autoral do filme fizeram a besteira de lançar uma continuação, pensando que repetir a mesma coisa sem nenhuma novidade daria certo. Pois não deu e causou raiva nos fãs.

Depois de cair no esquecimento, os produtores decidiram reviver a história. Intitulado apenas de “Bruxa de Blair”, o novo longa é uma continuação do primeiro – jogando de vez o segundo no lixo – e mostra que a perfeição é inimiga da pressa, e da ganancia. Suspense e surpresa são as palavras que melhor definem esse filme, começando pelo fato dele só ter sido anunciado há dois meses.

O brilhante diretor Adam Wingard, muito famoso no cenário do independente, consegue dar um tom claustrofóbico a obra e resgatar essências do terror clássico, com sustos fora de hora – mas sem exageros –, muito suspense – potencializado por uma sonoplastia perfeita e um tratamento de imagem/cor impecável – e, é claro, aflição de saber quando o monstro irá aparecer. Ele ainda utiliza muitos equipamentos tecnológicos – como Drones, Smartphones e Action Cams – para atualizar a obra, trazendo-a para os dias atuais.

Blair Witch

Lisa (Callie Hernandez)

Contextualizando, um grupo de documentaristas recebe uma fita gravada há muito tempo. Dentro dela, existe um vídeo da irmã de um deles, que se perdeu na floresta no passado – referência ao primeiro longa. Com isso, o grupo se reúne e vai até o local que o objeto foi encontrado para investigar o sumiço da garota. O problema, é que isso os levam direto para a área da Bruxa.

Os cenários antigos foram resgatados. A história do novo longa se passa na cidade de Burkittsville, mais especificamente na temida floresta de Black Hills, local onde a Bruxa foi morta. Dois moradores locais oferecem ajuda ao grupo, guiando-os pela região, mas acabam se envolvendo demais com a situação e participam ativamente do desenrolar da trama.

Sucesso nas críticas, “Bruxa de Blair” não agrada todos os públicos, visto que nem todo mundo é fã de Found Footage, mas – ao que tudo indica – não será um fiasco que nem o segundo. A verdade, preferencias a parte, é que bons  filmes precisam ser aplaudidos e são com obras como essa que o terror – clássico – se mantem vivo, como toda boa lenda de monstro.


Iago Moreira- 6º Período

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