Dos ateliês às exposições de moda: a nova face da alfaiataria

Uma das profissões mais antigas do mundo é homenageada hoje: a alfaiataria. Datada do século XVIII, o ofício continua firme e forte no mercado, com inovações que consolidam a tradição do serviço. Inicialmente, de forma autônoma em ateliês, até atualmente, em lojas de conserto e ajuste de roupas, os alfaiates são conhecidos por proporcionarem peças com o caimento perfeito no corpo do cliente. Além do molde certeiro da costura, o profissional também aposta na produção de modelos únicos e – em sua maioria – artísticos.

Alfaiate Macedo Leal em sua loja no Centro do Rio

Alfaiate Macedo Leal em sua loja no Centro do Rio. [foto divulgação: facebook Alfaiataria Macedo Leal].

Quem ilustra esse cenário é Macedo Leal (63), conhecido no ramo por produzir figurinos para setores artísticos, como a dramaturgia televisiva e peças teatrais. O Baiano representa a quarta geração de alfaiates da família e, ao se mudar para o Rio de Janeiro onde, se encontrou na confecção de peças culturais. Produziu modelos para novelas da TV Manchete – dentre elas, Marquesa de Santos e Amazônia – e da Rede Globo. Hoje, possui uma loja no Centro do Rio e reconhece a dificuldade na área, mas segue acreditando – sobretudo – na inovação.

Antiga Fábrica Bhering – Zona Portuária do Rio

Antiga Fábrica Bhering – Zona Portuária do Rio. [foto: Raíssa Pires/ Agência UVA].

Blazers, calças sociais e terninhos são peças originalmente masculinas que incrementam o guarda-roupa feminino e comprovam a renovação da alfaiataria. Para exibir esses e outros itens feitos artesanalmente por mais de 50 artistas, a Antiga Fábrica da Bhering – localizada no Centro do Rio – abre as portas no primeiro sábado de cada mês, reunindo amantes de arte, moda e design.

A jovem carioca Camila Maciel, 29 anos, ilustra a nova face da costura. Ela confecciona roupas originais em um dos ateliês da fábrica e nota a presença de um público jovem e mais moderno. “É possível ter roupas com formação de moda sem preços astronômicos.”, diz a artista. Sejam mudanças na forma de divulgação – o antigo ‘boca a boca’ ou as instantâneas redes sociais – ou na própria história da profissão, a alfaiataria permanece atemporal: ela cede, se transforma, ocupa novos espaços e ainda carrega – sem tirar nem pôr – a beleza da moda.


Raísa Pires- 4º Período

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