Os sonhos se tornam grandes pesadelos para o pequeno Cody, do filme “O Sono da Morte”. O diretor e roteirista, Mike Flanagan, foge do clichê de banhos de sangue ou demônios, famosos no gênero, e torna mais realista e tocante. Mas para os amantes do terror, os sustos e reviravoltas estão presentes no longa.
Na narrativa, o casal Jessie e Mark, após a trágica morte do filho Sean, decidem adotar uma criança. A escolhida é Cody, que aos oitos anos já foi adotado e devolvido algumas vezes. A principio, demonstra- se introvertido e distante, mas é através dos seus sonhos que ele melhor se comunica. Com um dom, Cody torna real aquilo que vê enquanto dorme, inclusive seus pesadelos.
Definido como terror, o filme é predominantemente dramático. A primeira parte conta todo o drama do casal e a adaptação do menino na nova família. Os sustos e gritos ficam reservados apenas da metade para o final. Jacob Trambley, que encantou o mundo ao estrelar “O Quarto de Jack” mostra o porque de ser chamado de nova estrela de Hollywood. O filme é dele. Com o rosto angelical e a voz doce, é impossível odiá-lo por conta de determinadas cenas.
Outro ponto alto do filme é Kate Bosworth, que soube dar o tom exato a Jessie. Toda a culpa e saudade que ela sente do filho morto é transpassado na tela. Além disso, ela foge do padrão de mocinhas de filme de terror. Para começar, é uma mulher adulta e madura, além de ser decidida e lutar contra a criatura maligna que permeia os sonhos de Cody. Tudo bem que uma parte do filme ela não age como uma verdadeira mãe, mas o motivo é compreensível.
O espectador pode sair do cinema frustrado pelos sustos não dados, mas sairá surpreso com o final apresentado. É um filme mais real do que se imagina, claro que há o exagero do longa, mas a premissa pode fazer parte da rotina de muitas pessoas. “O Sonho da Morte” é capaz de arrancar lágrimas em vez de gritos.
Gabriel Brum – 6º período

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