Um mar de agonia

132481.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxDe tempos em tempos chega aos cinemas uma nova onda de “reaproveitamento de histórias cinematográficas”. Hoje em dia, inclusive, é normal encontrar diversas e diversas regravações de títulos clássicos sendo feitas. A maioria, muito decepcionante. Todavia, algumas pessoas decidem fazer alusões a alguns longas que assistiu durante a infância e junta diversas referencias dentro de um novo produto. Então, o que sairia da mistura de “Tubarão”, de Spielberg e “Naufrago”, protagonizado por Tom Hanks? A resposta é “Águas Rasas”, o melhor dos dois mundos.

Contextualizando, Nancy (Blake Lively) visita uma praia secreta para reviver a sensação que sua falecida mãe teve ao i ao mesmo lugar, e fugir um pouco dos problemas familiares. Enquanto aproveitava as ondas do litoral mexicano, a protagonista é surpreendida por um tubarão e nada para uma rocha para não morrer. A partir dai começa o desafio: chegar em terra firme sem ser devorada pelo maior predador do mundo.

Blake Lively cumpriu bem a função de papel principal. A atriz consegue deixar clara a sensação de se estar ilhada em algum lugar com um predador faminto lhe caçando. Toda essa atuação foi muito bem complementada com uma bela maquiagem, que evidenciou os efeitos de uma exposição a um ambiente tão hostil. O roteiro não é nada sofisticado, mas também não decepciona, a história é repleta de referências a filmes clássicos, como “Tubarão” e “Naufrago”, contando – inclusive – com um “novo Wilson”.

Jaume Collet-Serra assinou o filme com perfeição. O diretor, que ficou muito conhecido pelo seu trabalho em “A Órfã”, fui muito cuidadoso em todos os detalhes da obra. Começando pela paleta de cores, que muda de acordo com a situação em que Blake se encontra. No início o longa tem um tom ensolarado, feliz. Mas com o decorrer dos acontecimentos, todas as cores vivas e felizes dão lugar a variações de cinza, tristes e opacas.

A fotografia, sem dúvida nenhuma, é o ponto alto do filme. Em especial nas cenas iniciais, as mais vivas, em que o diretor precisa ambientar o espectador e – para isso – da de presente ao público belíssimos takes gerais da praia mexicana, aliado a lindíssima Blake Lively. Os primeiros 20 minutos são, de verdade, de tirar o fôlego, devido a tamanha beleza da imagem. Pouco tempo depois Jaume também tira o ar de quem está assistindo, mas – desta vez – por causa das cenas de afogamento da personagem principal.

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A sonoplastia também foi outro ponto muito bem cuidado pelo diretor espanhol. O som tem uma mixagem muito boa e varia de acordo com as tomadas dentro e fora da água. E, é claro, é um dos elementos mais importantes para construir a aura de terror que todo bom filme de tubarão deve ter.

De modo geral. “Águas Rasas” vale muito a pena. Não promete nenhuma revolução cinematográfica, mas surpreende com o cuidado impecável nos mínimos detalhes. Infelizmente, outra vez, mais uma distribuidora Hollywoodiana entrega grandes spoilers no trailer de divulgação, então – se ainda não tiver visto – não veja.


Iago Moreira- 5º Período

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