A volta do rei da selva

547595.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxEm tempo onde as salas de cinema são dominadas por regravações, ou releituras, de contos clássicos, a Warner decidiu entrar na onda e levar até às telonas mais um longa que já possui raízes bem definidas na história da arte. Comandado por David Yates, famoso por dirigir quatro filmes da franquia do Harry Potter e escolhido para dar forma a “Animais Fantásticos e Onde Habitam” – que também está no universo do bruxo inglês –, “A Lenda de Tarzan” é mais um filme que só foi feito para arrecadar alguns trocados às custas dos desavisados.

Contextualizando, na década de 30 – já adulto – Jhon Clayton, mais conhecido como Tarzan (Alexander Skarsgård), volta a morar na capital inglesa. Depois de um suposto convite político, o herói – acompanhado de George Washington Williams (Samuel L. Jackson) e de sua esposa Jane Clayton (Margot Robbie) – volta às selvas de Congo como um emissário do Parlamento Britânico. O que ele não sabia é que o seu antigo inimigo Chefe Mbonga (Djimon Hounson) havia se aliado ao braço direito do príncipe belga Leon Rom (Christoph Waltz) para capturar o rei da selva.

De modo geral o roteiro – cheio de romances baratos que fazem sucesso em filmes teens – não tem profundidade. Falta motivação para as ações dos personagens. Por conta disso, o desempenho de quase todos os atores é prejudicado. Todavia, a experiência de trabalho acabou salvando dois interpretes dessa lista. Samuel L. Jackson mais uma vez pegou um papel ruim em um filme fraco, um grande desperdício de talento, mas fez bem o papel de coadjuvante, o alívio comido do drama. O maior destaque fica por conta de Christoph Waltz, o austríaco imortalizado nos papeis de vilão de “Django Livre”, “Bastardos Inglórios” e “Os 8 Odiados”, onde mostrou que também sabe ser cruel longe de Quentin Tarantino.

Mesmo com um orçamento de 180.000.000 de dólares, o filme não faz jus ao investimento e peca em diversos fatores. Yates apostou nos efeitos especiais para dar vida ao cenário e por se tratar de uma história com muito animais, foi necessário que grande parte deste dinheiro fosse destinado a produção gráfica dos mesmos, mas a impressão que fica, é que a quantia não foi suficiente para entregarem um bom trabalho e o drama acabou ficando com uma aparência batida, ultrapassada frente aos longas atuais.

“A Lenda de Tarzan”, de David Yates, não instiga o espectador e – é muito provável – que não deixe saudades em ninguém. Infelizmente mais uma vez a clássica história do Tarzan, escrita por Edgar Rice Burroughs no início do século XIX, não foi bem aproveitada no mundo da sétima arte e só serviu para enriquecer produtores hollywoodianos que não se importam com a qualidade e sim com os números.


Iago Moreira- 5º Período

Um comentário sobre “A volta do rei da selva

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