A Madrinha do samba sacode o Imperator

 

Na última quarta-feira, 15, o teatro da Casa de Cultura João Nogueira, o Imperator, recebeu o público para um evento mais que especial – tratava-se do show da Madrinha do Samba, Beth Carvalho. A apresentação era o principal acontecimento da comemoração de quatro anos desde a reabertura do Imperator. Porém, o destino agiu, fazendo com que, neste mesmo ano, a cantora celebrasse setenta anos de vida e cinquenta de carreira.

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Mesmo com o início do show marcado para às 21h, por volta das seis da tarde, uma considerável fila – composta majoritariamente por mulheres da terceira idade – já se formava em frente às portas do salão. Um detalhe importante é que a entrada do evento eram duas latas de leite em pó, as quais, posteriormente, serão doadas à Instituição Casa de Lázaro.

Desde antes da abertura dos portões, via-se um empolgado público, o qual, volta e meia, soltava frases como “o show dela é sempre maravilhoso”, “ela é incrível”, etc. No interior do teatro, uma das arquibancadas de poltronas foi recolhida para que as pessoas tivessem espaço livre caso quisessem se acabar no samba.

Antes de Beth subir ao palco, foi apresentado, em um telão, um vídeo no qual diversos artistas como Bibi Ferreira e Maria Bethânia deram declarações a respeito da sambista. “A Beth é o samba em forma de mulher”, declarou, Zeca Pagodinho, afilhado musical da cantora. Após o encerramento da mídia, as cortinas se abriram e o público foi ao delírio com a entrada na cantora.

Ao longo da apresentação, Beth cantou seus maiores sucessos, como o hino dos festivais, “Andança”. A sambista também divertiu a plateia contando histórias de sua época de boemia. “Sempre que a gente chegava em um bar depois do show, os garçons já falavam ‘é hoje que a gente não sai daqui’´”, relembrou, aos risos.

Antes de iniciar a canção “Folhas Secas”, Beth mostrou ao público um presente especial, o qual mostra a importância de sua trajetória. “Esse cavaquinho, para mim, é uma relíquia, porque quem me deu foi o Nelson Cavaquinho”, ela disse, erguendo o instrumento para que todos pudessem vê-lo. A cantora também ressaltou a importância dos fãs para um artista. “Já pedi a compositores para fazerem canções dedicadas os fãs; vamos ver se eles fazem”.

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O ponto alto da noite foi o momento em que Beth Carvalho cantou sua música mais famosa, “Vou Festejar”, a qual foi anunciada como a última do show. Porém, segundos após o apagar das luzes do teatro, as cortinas voltaram a se abrir e Beth animou o público cantando as mais tradicionais marchinhas de carnaval do Rio de Janeiro.

No entanto, esta não foi a única surpresa da apresentação. Cerca de um minuto após o show, de fato, encerrado, o pano voltou a ser aberto, e Beth Carvalho e todos os seus músicos e membros do coro surgiram no palco erguendo uma grande faixa branca com os dizeres em vermelho: “Viva a Democracia”. Instantaneamente, a plateia se declarou em uníssono: “Fora Temer!”. E este foi o fim da noite comandada pela Madrinha do Samba.


Daniel Deroza – 3º período 

 

 

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