Força feminina

Para lutar contra o machismo e tantos outros problemas presentes no cotidiano, é cada vez mais comum encontrar mulheres que se reunem em grupos – virtuais ou não – para debater e colocar em prática ideias que possam melhorar o convívio em sociedade. E esses movimentos também já são parte da vida estudantil. Seguindo o exemplo de outras faculdades, foi criado, na Universidade Veiga de Almeida, o Coletivo Feminista.

13043467_1009786132437845_1400854449832461120_nNo grupo do Facebook, as alunas criaram um espaço só para elas: seja para relatar atos machistas sofridos dentro da universidade, pedir ajuda com projetos de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) ou simplesmente compartilhar filmes, livros ou mensagens que possam servir como inspiração para a luta feminina.

Juliany Nóbrega estuda psicologia na UVA e é uma das responsáveis pela criação do Coletivo. A ideia surgiu pois ela já fazia parte de alguns grupos só para mulheres na internet e notou como o ambiente era acolhedor. “Eram locais onde as meninas podiam desabafar, desconstruir com mais respeito”. E, então, a segunda tentativa de criar um Coletivo na faculdade, finalmente deu certo.

E deu certo mesmo. Julia Tumminelli, estudante de publicidade, conta que, além de encontrar um lugar para desabafar, encontrou também um ambiente para reforçar a representatividade das mulheres no mundo acadêmico. “A maioria dos estudantes nas universidades ainda são homens. Coletivos como esse dão voz à mulher, além de ser uma forma de defesa”. Além disso, Julia também achou um lugar para ajudar e ser ajudada. “Quando eu estava precisando de dinheiro, várias meninas participaram do meu projeto para colaborar financeiramente”.

Para Thaís Lima, também estudante de publicidade, o Coletivo é importante por ser uma maneira de unir as mulheres e fazer com que, juntas, elas possam buscar por mais espaço dentro e fora da faculdade. “Além disso, é um espaço muito bom para tirarmos dúvidas em relação ao feminismo, ou então apenas compartilhar histórias. É só amor!”, conta.

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E se engana quem acha que a conversa fica apenas no grupo do Facebook. Até agora, já foram realizadas quatro reuniões presenciais. Julia participou de uma delas e afirmou que a experiência foi maravilhosa. “Muitas meninas estavam lá. Nos apresentamos, contamos como conhecemos o movimento e também debatemos alguns projetos”. Um deles é a “caixinha de ajuda” nos banheiros. A ideia é que sejam depositados nessa caixa absorventes, remédios para cólicas e tudo mais que uma mulher possa necessitar em um momento de emergência.

O Coletivo Feminista da UVA tem espaço para crescer e, por parte das integrantes, não falta força de vontade. As reuniões presenciais e a “caixinha de ajuda” são apenas os primeiros passos. Mas, no fim das contas, o importante mesmo é que cada universitária saiba que ela não está sozinha. E Júlia já afirma sentir essa segurança. “Sei que a qualquer momento, se algo acontecer comigo, eu tenho esse espaço e sei que as mulheres que fazem parte dele vão me ajudar”.


Nathalia Araújo – 7º período

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