Esporte

Nação bem representada

Mais um dia de provas paralímpicas chega ao fim. E junto com ela, mais vitórias brasileiras. Na tarde desta sexta (20), ocorreu o penúltimo dia de competições de atletismo, que servem de testes para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, com várias finais programadas para o evento, o Brasil esteve presente na maioria delas. Alan Fonteles e Daniel Tavares foram  as maiores estrelas do evento.

Na primeira prova do dia, Renata Teixeira fico com a medalha de prata dos 1.500 metros rasos para deficientes visuais (T11) , para ela a sensação de jogar em casa é única. “O público te apoia muito e, às vezes você quer desistir e isso é um incentivo a mais” completa  velocista. Correndo na mesma categoria, mas entre os homens, Carlos José conquistou a medalha de prata enquanto o Anderson de Souza ficou com a de bronze. Mudando para a classe de amputados (T47),  velocista Teresinha de Jesus conseguiu atingir a marca de 26.62 e vencer de suas adversárias, se conseguir a convocação será sua primeira paralimpíada.

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Teresinha de Jesus cruzando a linha de chegada [foto: Iago Moreira/Agência UVA]

 

Na primeira prova do dia de velocistas que possuem paralisia cerebral (T36), a brasileira Tascitha Oliveira estava com a argentina Andrea Martinez. No fim, Andrea bateu a oponente depois de 200 metros de pista percorridos. A classe de deficientes visuais (T12) entrou na pista nos 200m rasos femininos para a pista para duelar, em duas finais, quem se consagraria. A cubana Oara Elias ganho.

Depois de três disputas para decidir os finalistas, a colombiana Luna Rodriguez e as brasileiras Silvania Costa e Jhuia Karol conseguiram os melhores tempos de cada bateria, mas foi a “gringa” que levou o ouro do 200 metros para deficientes visuais (T11). Na segunda disputa de 200, a maior velocista brasileira a disputar os Jogos Paralímpicos do Rio, Terezinha Guilhermina, sentiu a coxa e não terminou o percurso. Jerusa Geber se consagrou campeã. Com a mesma deficiência, mas em outra classe (T11 masculino), Felipe de souza ficou com a vitória.”Fiquei satisfeito com o resultado pois estava machucado e só voltei a treinar nas últimas tres semanas”, diz o atleta

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Rafael Lazarine carregando Terezinha Guilhermina depois da prova [foto: Iago Moreira/Agência UVA]

 

Quatro brasileiros entraram na pista para disputar a prova de 200 metro rasos para amputados (T44). No fim, Alan Fonteles conquistou a vitória e disse esperar o Engenhão cheio para setembro. “Faltando 70 metros para a linha de chegada, a minha prótese, que é presa a vácuo, ficou com pouco de ar e soltou. Tive que diminuir a passada para ela encaixar novamente e no fim tudo deu ceto”, relata o velocista mais rápido do mundo na categoria. Já na categoria de 400m masculino (T20), o único brasileiro da final, Daniel Tavares, ganhou o ouro e bateu o próprio recorde mundial. Com essa mesma distancia, mas na classe T47, o venezuelano Samuel Colmenares e os brasileiros Washingto Assis e Yagonny Reis ficaram com as medalhas dourada, prateada e bronzeada.

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Alan Fonteles assistindo a competição [foto: Iago Moreira/Agência UVA]

 

Quando o relógio bateu 18h50min da noite, Júlio Cesr saiu em disparada para conquistar o lugar mais alto do pódio na prova de 1500 metros (T13). Na mesma classe, mas com uma distancia de disputa bem menor, Simone dos Santos venceu as adversárias depois de 400 metros de pista percorridos.

Continuando na classe dos deficientes visuais (T13) Gustavo Henrique ganhou a prova de 400 metros rasos masculinos. Adriele de Moraes, única brasileira da prova de deficientes mentais (T20) que disputou a corrida de 400 metros rasos a noite, ficou em último lugar, dentre seis competidoras. Fechando o dia de competições, Dixon de Jesus conquistou o ouro para a Colombia.


Juliana Favorito- 5º Período
Iago Moreira- 5º Período

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

1 comentário em “Nação bem representada

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