Esporte

Vitória na raça

O forte fedor da lagoa de Jacarepaguá tinha de tudo para ser o maior vilão do dia, mas a equipe da Lituânia roubou a cena e quase arruinou os planos dos torcedores presentes. Por sorte, os heróis brasileiros apareceram para combater o mal e aumentar as expectativas da nação para as Paraolimpíadas.

Na partida entre Finlândia e Estados Unidos, Erkki Miinala se destacou. Marcando quatro gols, o atleta foi o melhor em campo, mas não conseguiu impedir a reação dos americanos. A disputa terminou 4 x 4, como as duas equipes se encontravam nas ultimas posições da copa (3º e 4º colocador), continuavam não se classificando para a final.

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Craque finlandês Erkki Miinala

Em um dos duelos mais emocionantes do dia, Brasil e Lituânia entraram na quadra para disputar o segundo jogo das eliminatórias, Como já tinham ganhado a primeira partida, e os adversários empatados na outra, as duas equipes eram as favoritas para jogar a final. Ao fim dos 15 primeiros minutos, os lituanos lideravam o placar com larga vantagem. Somando 12 pontos, os visitantes só levaram três gols da equipe brasileira e precisavam de apenas mais um para conseguir o Down Game (quando a diferença de pontos chega a 10, o jogo termina).

Motivados para a segunda etapa, os brasileiros conseguiram somar oito pontos aos três que já tinham ganhado no primeiro tempo. O placar final foi de 14 x 11 para a Lituânia. Todavia, mesmo com a derrota, o técnico da seleção brasileira Alessandro Tosim ficou satisfeito com a postura da equipe. “O jogo foi atípico, não esperávamos que eles fossem entrar tão ligados, mas a resposta do time no segundo tempo foi muito legal. Essa reação faz a gente sair da quadra com gostinho de vitória”, conta o treinador, explicando que os europeus tem um perfil de serem mais elétricos que os outros.

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Brasil (verde) e Lituânia (amarelo) durante aquecimento 

Alessandro Tosim vê esse evento como o “carro-chefe” para os jogos Paralímpicos, momento perfeito para acertar o time e chegar voando na competição principal. Para o treinador, o maior legado que a Paraolimpíada deixará para a população é o aprendizado. “além de técnico eu também sou um professor. Ensino a prática para os atletas e para quem queira participar. Acho que o maior presente que ficará para o pouco é a oportunidade de conhecer novos esportes”, comenta o especialista.

Seguindo a mesma linha de pensamento do treinador, o jogador de numero cinco da seleção brasileira, Pará, acha que com a visibilidade que as Paraolimpíadas darão para o esporte, mais patrocínios virão juntos. E com esse apoio, os atletas poderão evoluir e – consequentemente – o goalball também.

Além de vestir a camisa de numero um da seleção, Zé também é um patriota nato. Carregando o título de maior entusiasta do Brasil dentro da quadra, o atleta não esconde a ansiedade para competição. “já fomos prata em Londres e dentro de casa queremos o ouro. Estamos trabalhando forte para garantir o primeiro lugar. (…) Se depender de fome de medalha, nós com certeza vamos ganhar”, completa o atleta, com um grito de “Vai Brasil” ao final.

Chegou à tarde. E junto com ela a última chance para se classificar para a final. Lituânia, já garantida, entrou em quadra como favorita, mas teve dificuldades em vencer a abusada seleção da Finlândia. Depois de 29 minutos e dois tempos jogados, a equipe ‘azarenta’ teve um último lance para empatar a partida, mas não conseguiram converter a oportunidade.

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Finlândia (branco) contra Lituânia (amarelo) 

Estados Unidos e Brasil disputaram a outra vaga da final. Como os conterrâneos já tinham vencido uma partida e perdido a outra, bastava um empate par abrigar pela medalha de ouro. Todavia, os americanos perderam a primeira partida e empatado a segunda, logo, a vitória era o único resultado que interessava os americanos, mas isso não acontecer e os canarinhos passaram com facilidade pela equipe da terra do Tio Sam.

A briga pela coroa

Brasil e Lituânia ficaram nas posições mais altas do ranking classificatório, consequentemente ganharam o direito de disputar a final. Antes de jogo o clima de apreensão pairava pelos ares do estádio, afinal a seleção visitante ganhou facilmente dos brasileiros na primeira fase. Contudo, a equipe nacional demonstrou desde o início da partida que a medalha de ouro era o objetivo e não ia deixar ninguém atrapalhar o caminho.

Logo no primeiro lance da partida, Lemon Silva – atleta de número quatro e artilheiro da equipe – conseguiu converter um ponto. Abrindo a porta para o passeio brasileiro. O jogador totalizou nove gols dos 11 marcados pela seleção. A partida terminou 11 x 7 para o Brasil, fazendo – assim – a euforia dos atletas.

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Brasileiros comemorando título no último segundo de partida.

Iago Moreira- 5º Período

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

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