Um mundo de oportunidades

Nesta terça-feira, 19, o auditório do campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida recebeu, no turno da manhã a primeira leva de palestras do segundo dia da convenção +Mercado, um evento que busca discutir sobre a situação e as oportunidades do atual mercado de trabalho, com a presença de profissionais de várias áreas e graduandos de diversos cursos oferecidos pela UVA.

Luis Wolf e Mariana Alcântara

Mariana Alcântara e Luis Wolf

O dia começou, às 9:30min, com o monólogo de Luis Wolf, sócio-diretor da área de tributação internacional, fusões e aquisições na KPMG – Auditores Independentes. Os principais temas de seu discurso foram a crise financeira que cobre o Brasil atualmente e o impacto da tributação.

Um assunto recorrente na fala de Wolf foi a questão do tributo sobre herança — que no Brasil é de apenas 4%, uma taxa baixa se comparada a de outros países, como os Estados Unidos, onde esse número está em torno 60%, o que leva pessoas com um patrimônio muito valioso, como Mark Zuckerberg e Bill Gates e doarem ou transformarem grande parte de seu patrimônio para instituições ou ONGs, por exemplo.

Luis também contou que este excesso de burocracia tem suas consequências que afetam diretamente a política brasileira. Por exemplo: o Poder Legislativo não é rápido o suficiente para acompanhar as mudanças sociais, tecnológicas e políticas, e esta inoperância faz com que o Poder Judiciário tenha que tratar de assuntos que não são da sua ordem, como a questão de fetos anencefálicos.

Com isso, Luis partiu para tratar da atual situação político-social do país. Wolf afirma que se mantém otimista. “As pessoas vão ter mais medo de roubar daqui para frente, com a Lava-Jato. Vai propiciar um novo Brasil, via Judiciário”, ele diz. Quando perguntado sobre alguma “previsão” para o futuro da economia brasileira, Luis pondera: “Pelo menos, mais um ano de leve retração”, ele pondera.

Às onze da manhã, foi iniciada a segunda palestra do dia. O CEO da ProjectLab Training and Consulting, Roberto Pons, trouxe à baila o tema “Gerente de Projetos: Segunda Profissão?”, afinal, a gerência de projetos é uma área profissional que tem crescido no mundo inteiro nos últimos dez anos.

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Pedro Henrique, Flávia Silva e Gustavo Bizzo mediando o evento

De início, Pons traz ao alunos algumas perguntas básica que definem o perfil de um gerente de projetos — questões como “Se preocupa com o futuro?”, “Gosta de novidades?”, “Gosta do que faz?”, “Gosta de responsabilidade?”, e assim por diante. Quando mais o “sim” surgisse como resposta a estas indagações, mais uma pessoa se adequa ao perfil da área.

Em seguida, dando continuidade à palestra, Roberto explicou o que é um “projeto” — um termo que pode parecer muito abstrato para muitos. “Basicamente”, ele diz, “um projeto produz resultados únicos e tem um início e um fim definidos”. “Todos são gerentes de projetos. Uma viagem é um projeto. A vida é cheia de projetos”, ele afirma.

Pedro Henrique, Flávia Silva e Gustavo Bizzo

Pedro Henrique, Flávia Silva e Gustavo Bizzo

Roberto também afirma que muitos profissionais da área são migrantes de outras profissões, que optam ou não pela mudança e, por isso, a gerência de projetos tem crescido no mundo inteiro, porém, na América Latina, este crescimento ainda não ultrapassou os 5%.

E, quando a noite caiu, começou a segunda leva de palestras da convenção +Mercado, no auditório do campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida. E, mais uma vez, pessoas atuantes em várias áreas estiveram presentes para partilhar com os alunos suas experiências.

A noite começou com um debate sobre internacionalização, ou seja, o processo de estudar e adquirir conhecimentos fora do seu país de origem. No palco, estavam Flávia Silva, coordenadora do projeto dentro da UVA, Gustavo Bizzo — ex-estudante de comunicação da Veiga que fez um intercâmbio para o México e hoje trabalha em uma das maiores empresas de relações públicas do país, tendo prestado serviços até para a Netflix — e Pedro Henrique Rodrigues, aluno de Engenharia de Produção e trabalha na Nestlé.

Ao longo da conversa, os alunos foram informados de dados importantes com o fato de 91% dos empregadores reconhecerem o benefício de estudar fora. 73% dos profissionais de RH concordam na importância que um intercâmbio tem no currículo profissional. E, em 2015, 250 mil brasileiros saíram do país para estudar idiomas. Ou seja, tudo isso reforça a ideia da amplitude que uma vivência no exterior pode propiciar.

Gustavo também contou aos alunos o quanto as plataformas de estudo online podem colaborar nesta experiência. Aliás, ele mostrou no telão o currículo interativo que criou através do site Piktochart, onde pode-se montar infográficos, por exemplo. Além disso, as plataformas virtuais podem ajudar na familiaridade com a língua do outro país. Várias dicas destes sites foram mostrados em slides.

Durante suas falas um tema recorrente era o valor que o intercâmbio agrega tanto no âmbito profissional quanto pessoal. “Tentar explicar um intercâmbio é como tentar explicar para um cego como é um arco-íris”, Gustavo disse. Pedro ainda reforçou a fala de Bizzo afirmando que uma das coisas mais interessantes desta experiência são os laços que se formam entre as pessoas, além de ajudar a quebrar preconceitos e, claro, estabelecer pontes profissionais.

E, para encerrar a noite, representantes da Teto, subiram ao palco para falar um pouco sobre a questão do trabalho voluntário — que é muito valorizado por empregadores já há alguns anos. “Basicamente, o trabalho voluntário surge com pessoas que se organizam e tentam mudar o lugar onde vivem”.

Eles também informaram os ouvintes que o terceiro setor gera 5% dos empregos do Brasil, além de 2,5% dos postos de trabalho; que apenas 7% dos jovens brasileiros afirmam participar de algum tipo de trabalho voluntário; e que, segundo o IBGE, 15 milhões de brasileiros doaram recursos para entidades que fazem este esse tipo de serviço.

Além disso, os voluntários também destacaram que esta forma de trabalho lida com “realidades de urgência”, e levantaram dados como: 174 milhões de pessoas no mundo vivem em situação de extrema pobreza e, deste total, 16,9 milhões são habitantes do Brasil, mostrando, assim, a importância do terceiro setor e do trabalho voluntário. Ou seja, é um caso a se pensar e, principalmente, de se trabalhar.


Daniel Deroza – 3º período

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