Luta contra o preconceito

538972.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxAo ler a sinopse de “Amor por Direito”, podemos pensar que é mais uma produção clichê: duas pessoas se apaixonam, engatam em um relacionamento e tudo vai bem até que uma delas é diagnosticada com câncer de pulmão terminal. Contudo, a trama dirigida por Peter Sollett traz elementos que vão fazer até o espectador mais resistente se debulhar em lágrimas.

As duas pessoas apaixonadas em questão são: Laurel Hester (Julianne Moore) e Stacie Andree (Ellen Page). O primeiro obstáculo é lidar com o preconceito, por serem homossexuais. Laurel, em especial, não se sente confortável em assumir o relacionamento em público, por ser uma detetive da polícia e ter medo que isso afete sua carreira. Afinal, em sua profissão, ela já precisa lidar diariamente com o machismo de seus colegas.

Ainda assim, o casal assume o namoro que se torna uma união estável. Pequenos sonhos e planos de vida começam a sair do papel – uma casa com quintal, um cachorro, uma família. Até que a detetive Hester descobre que sofre de um câncer de pulmão em fase terminal. A partir daí, sua principal missão se torna assegurar a pensão da companheira.

Contudo, a batalha para garantir os direitos assegurados por lei não vai ser fácil, esse é o real foco da produção. O filme traz uma forte crítica ao machismo, à homofobia e ao conservadorismo norte-americano. O conselho responsável por decidir se Stacie receberá a pensão ou não se utiliza de argumentos burocráticos e financeiros para impedir tal ação. Mas, no fundo, são as visões pessoais que tem peso maior.

No meio desse drama, entra a cômica atuação de Steve Carell no papel de Steven Goldstein, um ativista judeu homossexual. Ele descobre a história de Laurel e passa a utilizá-la para promover a sua causa: o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Apesar das segundas intenções, sua ajuda é fundamental durante o processo e sua participação no filme é a dose perfeita de humor para quebrar um pouco da carga dramática.

Além de Carell, outras atuações merecem destaque. O casal protagonizado por Moore e Page conseguiu atingir uma química incrível e transmitir ao espectador toda a carga emocional do drama pelo qual está passando. Michael Shannon, que interpreta o parceiro de Laurel na polícia, consegue equilibrar o choque com o relacionamento da colega e a emoção que o motiva a ajudá-la na busca por seus direitos.

“Amor por Direito” é uma história tocante por si só e se torna ainda mais comovente por ser baseada em fatos reais. Por sua carga emocional, talvez seja um filme para ser assistido apenas uma vez, mas vale a pena. Só não esqueça de levar uma caixa de lenços de papel.


Nathalia Araújo – 7º período

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