Em exibição na Galeria de Arte IBEU, “Visão Fontana” de Bruno Belo e com curadoria de Bruno Miguel, reúne um recorte da produção recente do artista. São trabalhos inéditos que se apropriam da imagem fotográfica e de narrativas do cinema. Essas apropriações derivam da ideia de “Cut-up”, uma técnica literária, na qual um texto é cortado e reorganizado para criar um novo.

O artista usa esse procedimento para criar em seus quadros a ideia de colagem. Os olhos discordam – mas é tudo pintado. “Tudo respeita o tempo sacrificante necessário da pintura”, conta Bruno.
O nome da exposição deriva do poema “Canto do Ver” de Manoel de Barros: “O menino pegou um olhar de pássaro – Contraiu visão Fontana”. Se o garoto do poema passa a enxergar as coisas por igual, o trabalho de Bruno oferece mudanças de percepção e desconstrução de significados. “Não é para ilustrar a experiência, mas revelar a nova substância. ”
Para os amantes do cinema, a exibição reserva algumas surpresas. Os quadros, influenciados pela sétima arte, retratam cenas de filmes e podem ser reconhecidas pelos amantes de obras como “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” de Michel Gondry e “Stalker” de Tarkovski.
Nathalia Araújo- 7º Período

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