Leminski,o multiartista

A Caixa Econômica Cultural apresenta a exposição “Múltiplo Leminski”, resultado de pesquisas e catalogações intensas de todo legado deixado pelo artista. Depois de ter passado por alguns estados do Brasil, chegou a vez do Rio de Janeiro. A mostra fica aberta para o público até o dia seis de março, a entrada é franca. A curadoria é assinada coletivamente por alguns integrantes da família. Alice Ruiz, viúva do artista, Estrela Ruiz, irmã do poeta, e Aurea Leminski, coordenadora geral, formam esse time.||

Paulo Leminski era poeta e professor de judô. Era publicitário e roteirista. Era jornalista e artista gráfico. Um verdadeiro “Mil em Um”. Explorar essas facetas do multiartista é justamente a proposta exposição, destacando cada área em que atuou. A exposição é dividida em nichos que separam os diferentes campos com painéis, fotos, vitrines, espaços cênicos, vídeos e discos.

Conta também com manuscritos originais, poesias do artista escritas em guardanapos e músicas feitas por ele, em parceria com outros cantores, para sonorizar o ambiente. Foram reunidas edições de livros escritos por ele, até mesmo os mais exclusivos que fazem parte da biblioteca pessoal.

“Estar em contato com os originais escritos à mão, fotografias pessoais, alguns dos livros que ele tinha na estante, assistir vídeos de suas palestras e sua máquina de escrever, é como ver o mar pela primeira vez”, conta Nelson Magno, fã do poeta.

Leminski também escreveu dois livros voltados para o público infantil. Pensando nisso, foi criado um espaço exclusivo para as crianças, com atividades lúdicas e uma sonorização especial, como o álbum “pirlimpimpim” escrito pelo artista e gravado por Guilherme Arantes.

Outro ponto interessante é o espaço reservado para os Haicais (estilo de poema originado do Japão). Nele, o público pode interagir e escolher, em uma árvore, uma obra escrita pelo autor e levar como lembrança.

Ao lado da imagem de Paulo Leminski, Alice Ruiz recebeo público na entrada da exposição.

“Para alguns Leminski era, principalmente, poeta. Mas além de grande poeta ele também foi um grande pensador de cultura, haicaista, tradutor, biógrafo, judoca, professor, compositor. E, em tudo isso, inovador. Sem nunca ter usado um computador, ele navegou com destreza por todos os rios que sua bússola, a palavra, o levou”, completa a curadora Alice Ruiz.


Lorena Lopes- 3º período.

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