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Prejuízo no trânsito do Rio

De janeiro a janeiro, 640 mil brasileiros utilizam o Metrô no Rio todos os dias para realizar seus afazeres e fugirem do trânsito caótico, que em média tem 130km de engarrafamento diário. Segundo o estudo da Firjan, devido a esta superlotação de veículos e trens superlotados, no ano passado o Estado teve um prejuízo de R$27 bilhões de reais, fazendo valer o ditado de que tempo é dinheiro.

Com essa quantia que não tem sido aproveitada, seria possível construir a Linha 4 do MetroRio, que ligará a Barra da Tijuca à Ipanema, projeto que deve estar pronto em 2016, e custará R$8,5 bilhões de reais aos cofres públicos. De acordo com o especialista da Firjan, Riley Rodrigues de Oliveira, o prejuízo sempre acaba afetando o trabalhador no final das contas. “Devido ao engarrafamento, tudo atrasa, por isso as transportadoras cobram mais caro para fazer as entregas, consequentemente, o produto fica mais caro, um efeito cascata”.

Cada minuto que o carioca perde no trânsito ou no Metrô equivale a R$0,51. Esses números são levados em conta apenas em relação ao salário dele com a média por minuto preso no caminho do trabalho. Diego Guedes, 25 anos, químico industrial, acredita que do jeito em que se encontra o Rio de Janeiro, a tendência é piorar cada vez mais. “Não lembro a última vez que peguei Metrô ou ônibus sentado, não é saudável a população passar por esse aperto todos os dias”.

Em relação ao Metrô, a superlotação e demora são as principais reclamações, com uma demora de 5 minutos por carro e seis pessoas por metro quadrado. Duas linhas funcionam ligando Zona Norte, Centro e Zonal Sul, cobrindo 40km de vias. A concessionária considera um número normal, mas tem criado projetos para melhorar esta situação, como a criação de mais duas linhas até 2018, com um investimento de R$1 bilhão de reais.

Sendo informada dos valores, a diarista Cristiene Ferreira, que utiliza do Metrô todos os dias, fica indignada com os altos valores das obras pela cidade. “Pagamos alto nos impostos e não vemos resultado, continuo pegando o Metrô cheio, vendo gente passar mal todos os dias pelo aperto, para ver prefeito e governador andando de helicóptero”.

A previsão é de que, em 2014, os engarrafamentos cheguem a 145km por dia e consumam cerca de R$29 bilhões de reais. Mas, segundo Riley Rodrigues, o prejuízo tende a diminuir até as Olimpíadas. “Com os investimentos em mobilidade urbana previstos, esse total deve cair para R$26 bilhões de reais, com congestionamento médio de 120km”. O estudo que confirma isso só considera as obras que já tem aporte financeiro garantido ou que já forma iniciadas como a construção da Linha 4 do MetroRio, os 4 corredores do BRT e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Só resta ao povo agora aguardar os próximos capítulos desta novela em que os cariocas vivem todos os dias desde 1979, quando foi inaugurada a rede de trens no Estado. Com  engarrafamentos quilométricos nas avenidas e trens que vieram numa tentativa de um divisor de águas para o caos que hoje se encontra em qualquer canto do Rio, de Nova Iguaçu ao Centro, de Niterói até o Flamengo. Dias melhores virão. Virão?

Roger Pereira Figueiredo – Jornalismo Digital – 5º Período

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