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Mais uma criança é vitima de violência

Joaquim, de 3 anos(Arquivo pessoal)
Joaquim, de 3 anos(Arquivo pessoal)

O corpo de Joaquim, 3 anos, foi encontrado pelo dono de uma propriedade rural em Barretos. Após ver uma pessoa boiando sobre as águas do Rio Pardo, o proprietário ligou para o Corpo de Bombeiros que fez o resgate. O menino foi encontrado vestindo o mesmo pijama que vestia quando desapareceu, na última terça-feira (5). Joaquim foi enterrado na tarde desta segunda-feira (11), com a presença de familiares, amigos e moradores de São Joaquim da Barra, SP.

Corpo do menino Joaquim, chegando para o velório(Arquivo)
Corpo do menino Joaquim, chegando para o velório(Arquivo)

Segundo Natália Pontes, mãe de Joaquim, na noite do desaparecimento o portão da casa estava trancado e as janelas têm grades, mas a porta da sala estava aberta. A mãe ainda afirma que o padrasto da criança é usuário de drogas, e ele foi o último a ter contato com o garoto, o colocando para dormir. Já o padrasto, Guilherme Longo contou que nas últimas semanas sofreu uma recaída e que na noite do desaparecimento do menino, saiu de casa deixando a porta aberta e foi à procura de drogas, mas retornou rápido porque não conseguiu o que procurava.

Natália e o pai do menino, Arthur Paes, foram fazer o reconhecimento do corpo na tarde de domingo, no Instituto Médico Legal de Barretos. Um exame feito pelo IML constatou que Joaquim não tinha água no pulmão, o que tira a possibilidade de morte por afogamento. Segundo o delegado que investiga o caso, João Osinski Júnior, o menino, quando foi jogado ao rio, já estava morto. O delegado também pediu alguns exames, como o de insulina, já que Joaquim era diabético. “Precisamos saber de várias coisas, se foi esganado, por que lesão morreu”, afirma o Osinski.

Suspeitos e prisões

Guilherme é considerado o principal suspeito, diz o delegado que também não descarta a possibilidade da participação de Natália no sumiço do menino. “Antes não tínhamos a certeza de que era um homicídio. Agora temos a declaração do médico. Somadas a isso, evidências que tínhamos anteriormente de que não houve participação de terceiros no fato, e que colocavam o padrasto e a mãe como principais suspeitos, fizeram com que o juiz se convencesse da prisão temporária”, afirma o promotor Marcus Túlio Nicolino.

Na noite do último domingo (10), o padrasto, Guilherme Longo, foi preso e levado para o 3º Batalhão da Polícia Militar de Ribeirão. Já Natália foi levada para a Delegacia de Investigações Gerais, em Ribeirão Preto. No momento de sua chegada, Natália foi recebida por um grupo de pessoas que a ameaçou: uma mulher que estava com algumas crianças gritava por ‘’justiça’’ e uma outra pessoa ainda conseguiu bater no vidro do carro, porém não houve conflito com a polícia.

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Jorge Grimaldi – Jornalismo Digital – 4º período

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