Entretenimento

A gente quer comida, diversão e arte

Costumes e expressões artísticas de um determinado grupo social. Um verdadeiro cartão de visita de cada pedaço do planeta. O Rio de Janeiro, terra da bossa nova, do carnaval, de Di Cavalcanti e Noel Rosa é considerado um dos principais pólos culturais do Brasil. Apesar de nem todo mundo estar satisfeito, o estado é referência como um solo fértil para as mais diversas manifestações.

A aposentada Conceição Cantanhede, de 65 anos, tem intensa vida cultural. Além de gostar de música, a moradora da Zona Sul assiste a três ou quatro filmes por semana em cinemas de rua e centros culturais. “É ótimo, pois o Rio oferece opções para qualquer dia”.

Assim como ela, a universitária Cynthia Rachel Lima, de 23 anos, também está engajada na questão. Facilmente encontrada na Lapa – bairro conhecido pela diversidade cultural – já atuou em peças de teatro e também participa de iniciativas no setor. “A importância dessas mobilizações está em colocar as pessoas no seu verdadeiro eixo”.

De acordo com Paulo Roberto Menezes, do Conselho Estadual de Cultura, a Lei do Incentivo Fiscal atribui o Certificado de Mérito a iniciativas no setor e impulsionou a atividade cultural no estado. “O projeto é uma importante forma de patrocínio e já permitiu que 70 milhões de reais fossem integralmente utilizados para o devido fim”.

Apesar disso, o Rio não escapa das críticas. As principais reclamações são a respeito dos preços dos espetáculos e da divulgação ineficaz. “As pessoas não têm conhecimento do que acontece de interessante”, diz Cynthia. Na opinião de Marcos Barbosa, diretor e fundador do jornal carioca Folha Cultural, apesar de gratuitas, atrações como os shows realizados nas praias não expressam a verdadeira essência do lugar. “Em alguns pontos do Brasil, cultura é religião. O mesmo não acontece aqui”.

Além disso, a culpa pela falta de interesse de grande parte da população é atribuída ao governo, que não se compromete o suficiente em facilitar o acesso às atrações. “A cultura é o alimento da nação. Não se envolver com ela é como uma doença”, diz Marcos. Por outro lado, Roberto Menezes explica que a indiferença é um hábito cultivado historicamente. Segundo ele, para mudar esse quadro, o governo estuda o aumento do investimento financeiro para o setor. “Investir em cultura é nosso compromisso”.
Por Milena Almeida • 7º Período • 10/3/2008 (Jornalismo Digital)

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

0 comentário em “A gente quer comida, diversão e arte

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s