Se existe uma franquia que se recusa a permanecer presa ao passado, essa franquia é “A Morte do Demônio”. Quarenta e cinco anos após o clássico dirigido por Sam Raimi redefinir o terror independente, “A Morte do Demônio: Em Chamas” chegou aos cinemas brasileiros em 9 de julho trazendo uma nova abordagem para a saga dos Deadites.

Dirigido por Sébastien Vaniček, o longa acompanha Alice (Souheila Yacoub), uma mulher francesa que, após se casar com Will (George Pullar), vê seu relacionamento mergulhar em conflitos e tensões. Fica evidente que Alice vive em um relacionamento abusivo com Will. Controlador e agressivo, ele comete diferentes formas de violência.
Depois de uma briga entre os dois, Will acaba sofrendo um acidente e morre. Em meio a esse clima, a história começa a tomar novos rumos quando os acontecimentos sobrenaturais vêm à tona. O que parecia ser o fim de um relacionamento conturbado logo se torna um terror ainda pior.

Um ano depois, Alice vai até a cerimônia de cremação de Will e reencontra a família do falecido marido. O encontro não é dos mais tranquilos, já que ela precisa lidar novamente com pessoas que fizeram parte de um momento complicado de sua vida. Em meio a esse clima a história começa a ganhar novos rumos aos acontecimentos sobrenaturais que do longa.
A ligação com “A Morte do Demônio: A Ascensão”, lançado em 2023 também tem um papel importante na história. Durante o acidente que causou sua morte, Will atropela uma jovem que havia sobrevivido aos eventos do filme anterior e que já estava possuída pela entidade demoníaca. Antes de morrer, ela acaba transmitindo a maldição para ele. Um ano depois, durante sua cerimônia de cremação, Will desperta já sob a influência do mal e dá início a uma nova onda de possessões. O primeiro a ser contaminado é seu pai Edgar (Erroll Shand) e aos poucos a força demoníaca se espalha para o resto da família.

O irmão de Will, Joshep (Hunter Doohan) mantém guardado vários pertences antigos do avô da família. Ausente durante grande parte de suas vidas, o avô abandonou a família para se dedicar ao estudo dos Deadites. Entre os objetos herdados está o icônico Necronomicon, o livro amaldiçoado que se tornou um dos maiores símbolos da franquia.
Outro ponto alto do filme é a personagem Thaya (Luciane Buchanan), sua evolução ao longo do filme faz com que ela vá de uma simples coadjuvante para uma peça importante para o desenvolvimento e com grandes chances de se tornar uma das Deadites icônicas da franquia.

Sem abrir mão da violência gráfica, do horror visceral e do caos sobrenatural que se tornaram a essência da franquia, o filme mantém o humor ácido dos Deadites, que continuam transformando o terror em momentos tão assustadores quanto inesperadamente divertidos. O longa encontra maneiras de inovar e provar que ainda há espaço para surpreender tanto os fãs veteranos quanto uma nova geração de fãs.
O diretor Sébastien Vaniček encontra um equilíbrio entre o horror gráfico, marca registrada da franquia, o clima de tensão e o humor, ao mesmo tempo em que traz uma abordagem mais emocional e profunda para seus personagens e homenageia o legado construído pelos filmes anteriores.
Confira o trailer do filme:
FICHA TÉCNICA
Título: A Morte do Demônio: Em Chamas
Direção: Sébastien Vaniček
Gênero: Terror
Duração: 111 minutos
Classificação: 18 anos
Foto de capa: Divulgação/Warner Bros. Pictures
Crítica de Carlos Henrique Cordeiro
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