O filme, que estreia em 21 de maio nos cinemas de todo o Brasil, mostra aos fãs da franquia Star Wars que não basta apenas ter personagens carismáticos, queridos pelo público ou “fofos”. É preciso apresentar uma boa história, com um roteiro bem amarrado e elementos inovadores. Afinal, a saga e suas extensões acompanham gerações há décadas.
No caso do novo longa, a situação não é diferente. A série, lançada em 2019, conquistou fãs ao redor do mundo não apenas pela fofura do “Baby Yoda”, Grogu, mas também pela interpretação convincente de Pedro Pascal em grande parte dos momentos.
Muito aguardado pelos fãs, o filme entrega uma narrativa que pouco surpreende. Não há novidades que realmente despertem interesse ou ampliem o universo já conhecido. A direção e o roteiro de Jon Favreau não convidam o público a descobrir algo novo, mas apenas a acompanhar acontecimentos já apresentados na série.
Além disso, a principal motivação da trama não fica totalmente clara quando entendemos quem o herói precisa salvar. Fica a dúvida: vale mesmo tamanho sacrifício por uma criatura que nunca teve presença direta nos outros filmes e séries da franquia?

(Foto: Divulgação/Disney Plus/Star Wars)
O longa começa com Mando, personagem de Pedro Pascal, entregando a cabeça de um líder procurado pela Nova República. A partir disso, inicia-se a missão para resgatar Rotta, filho de Jabba the Hutt, que foi sequestrado e mantido como refém.
Essa passa a ser a principal motivação do herói ao longo da trama. Embora o filme deixe isso mais claro com o passar do tempo, o sacrifício feito por Mando não parece ter um peso emocional suficiente para justificar toda a jornada. Durante a narrativa, o público até desenvolve certo carinho por Rotta, mas não a ponto de criar grande comoção. Isso levanta uma questão importante: por que um mandaloriano se envolveria tão profundamente por alguém ligado a Jabba, considerando tudo o que o personagem já representou no universo da franquia?
Em contrapartida, um dos destaques do filme é a participação de Martin Scorsese. Seu personagem, um Ardenniano, pertence à mesma espécie de quatro braços de Rio Durant, apresentado anteriormente em Solo: A Star Wars Story. Chamado Hugo, o personagem surge de maneira leve e caricata, funcionando como ponto de partida para a caçada definitiva por Rotta e pelo líder responsável por mantê-lo preso.

(Foto:Divulgação//Disney Plus/Star Wars)
No geral, o filme entrega uma experiência divertida e emocional, equilibrando momentos de humor com cenas mais sensíveis. Grogu continua sendo o grande destaque da trama, agora demonstrando mais maturidade e controle de seus poderes enquanto enfrenta a possibilidade de perder sua conexão com Din Djarin. Mais do que explorar apenas o universo intergaláctico de Star Wars, a produção aposta na força das amizades e dos laços construídos ao longo da jornada, reforçando como essas relações podem resistir até mesmo às situações mais adversas.

(Foto: Divulgação/Disney Plus/Star Wars)
O roteiro é simples, mas cumpre bem seu papel. Sem apostar em uma narrativa complexa ou em grandes reviravoltas, o longa mantém o foco claro do início ao fim e deixa evidente qual é a proposta da história, mesmo sem apresentar uma motivação tão forte. A produção funciona especialmente para quem já acompanha as aventuras de Mando e Grogu na série, mas também consegue receber bem novos espectadores que ainda não conhecem profundamente esse universo. Com uma narrativa acessível, humor leve e momentos emocionantes, o filme agrada diferentes faixas etárias e se torna uma boa opção para assistir com família, amigos e até crianças fãs da saga galáctica de Star Wars.
FICHA TÉCNICA
Título: Star Wars: O Mandaloriano e Grogu
Direção: Jon Favreau
Gênero: Ação/Aventura/Ficção Científica/Fantasia
Duração: 132 minutos
Classificação: 16 anos
Autor: George Lucas
Reportagem de Joyce Guilherme, com edição de texto de João Gabriel Lopes
Foto de capa: Divulgação/Disney Plus/Star Wars
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